Património
Chafariz da Esperança finalmente com água e bem iluminado – parabéns à CML
Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
Exma. Sra. Vereadora do Urbanismo
Eng. Joana Almeida
Exmo. Sr. Vereador do Ambiente
Dr. Ângelo Pereira
C.C. AML, JF e agência LUSA
Vimos pelo presente dar os nossos parabéns à Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa de V. Exas., pela reabilitação exemplar do Chafariz da Esperança, Monumento Nacional, onde, finalmente, já corre água e que passou a ter uma iluminação condigna com a sua valia histórica e estética.
Tratou-se de uma empreitada exemplar, que merece replicação urgente nos demais chafarizes sob a alçada da CML, desde logo no Chafariz d’El-Rei.
Os nossos parabéns são naturalmente extensíveis ao anterior Presidente da CML e ao anterior Vereador do Urbanismo, iniciadores desta obra.
Pedimos a V. Exas. que façam chegar este nosso aplauso aos valorosos técnicos da Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico e ao Pelouro do Urbanismo.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, João Mineiro, Pedro Jordão, António Araújo, Paulo Trancoso, Inês Beleza Barreiros, Paulo Trancoso, Eurico de Barros, Filipe de Portugal, Teresa Silva Carvalho, Fátima Castanheira, Maria do Rosário Reiche, Miguel Atanásio Carvalho, Jorge Pinto, Beatriz Empis, Madalena Martins, Helena Espvall, Filipe Teixeira, Carlos Boavida
Fotos in Facebook
Protesto ao Instituto Camões pelo estado do Palacete Seixas (Praça Marquês de Pombal)
Exmo. Senhor
Presidente do Conselho Directivo do Instituto Camões
Embaixador João Ribeiro de Almeida
C.C. MNE, PCML, AML, DGPC e Agência LUSA
Vimos por este meio apresentar o nosso protesto pelo desleixo com que V. Exas. têm vindo a tratar o Palacete Seixas, o belíssimo palacete neoclássico, erigido em 1900, remodelado por Luigi Manini e adquirido pelo Instituto Camões em 1997, facto que levaria a supor uma melhor atenção da vossa parte, porquanto sede da “Casa da Lusofonia”.
Com efeito, as belíssimas caixilharias originais desse palacete, feitas em madeira e ferro, estão como as fotos documentam, sendo que, inclusivamente, as do 2º piso já foram destruídas e substituídas por PVC. Também as suas fachadas elegantes são continuamente escondidas por telões publicitários totalmente dispensáveis.
É por isso com pesar que verificamos a falta de brio com que se tem tratado este imóvel integrado na Avenida da Liberdade (CIP – Conjunto de Interesse Público, Portaria n.º 385/2013, DR, 2ª série, n.º 115 de 18 Junho 2013), e a escassa actividade cultural no seu interior, o que contribui para o esquecimento e desconhecimento do palacete pelo grande público.
Pelo exposto, apelamos a V. Exas. para que procedam a um programa de restauro do Palacete Seixas, segundo as boas práticas de conservação do património, mantendo e repondo as caixilharias originais, devolvendo dignidade às fachadas, pondo fim à colocação de telas publicitárias e dando a conhecer os seus interiores de uma forma permanente, com uma programação adequada.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Celeste Glória, Luís Mascarenhas Gaivão, Inês Beleza Barreiros, Rui Pedro Martins, Irene Santos, José Maria Amador, Jorge Pinto, Ruth da Gama, Fátima Castanheira, Filipe Teixeira, Pedro Formozinho Sanchez
…
Resposta do CD, a 24 de Agosto:
«Exmos. Senhores,
Com referência à carta que foi dirigida ao Presidente do Conselho Diretivo do Camões IP, no passado dia 16 de fevereiro de 2023, e lamentando desde já o atraso na resposta, cumpre-me prestar os seguintes esclarecimentos:
O Conselho Diretivo do Camões, IP tem presente a importância e considera prioritária a preservação do património do Instituto, que integra o Palacete Seixas.
Os processos de conservação e manutenção do património do Camões, IP estão no entanto condicionados aos recursos financeiros disponíveis.
Considerando a urgência na renovação da fachada do edifício do Palacete Seixas, bem como a manutenção dos seus espaços interiores, o Camões, IP tem considerado estas intervenções como prioritárias.
Neste sentido, foi possível avançar, em 2023, com o processo de recuperação das janelas e portadas do piso 0 e cave do Palacete, processo que se encontra concluído.
O Camões, IP pautará sempre a sua atuação pela valorização do seu património, procurando, dentro dos recursos anualmente disponibilizados, ir ao encontro das várias ações prioritárias que tem identificadas.
O Camões, IP possui vários espaços que podem ser utilizados por entidades externas para a realização de atividades diversas nos domínios da Cooperação, da Cultura e da Língua, tendo os espaços do Palacete vindo a acolher diversas iniciativas nestes domínios, como sejam conferências, lançamento de livros, workshops, exposições, entre outros. Os referidos espaços são também, naturalmente, utilizados para realização de atividades nas áreas de trabalho do Camões, IP. Acreditamos que as atividades selecionadas para terem lufar nas instalações do Camões, IP e do Palacete Seixas em particular, contribuem para valorizar aqueles espaços, ao mesmo tempo que proporcional, ao público da cidade, a oportunidade para deles usufruírem.
Sem prejuízo do período da pandemia, com o encerramento das instalações do Instituto e redução das atividades com envolvimento de público, o Camões, IP retomou, logo que possível, o acolhimento de atividades de caráter cultural, tendo sido realizados, ainda em 2020, 40 eventos na sede, incluindo palestras e seminários com entidades parceiras, incluindo 3 exposições. Em 2021, acolhemos 41 eventos, incluindo 6 exposições, e em 2022 o Camões, IP acolheu 83 eventos, incluindo 4 exposições. Todos as iniciativas culturais de entrada livre são devidamente divulgadas no site e redes sociais do Instituto.
Com os melhores cumprimentos,
Paula Pedro Loureiro
Vogal do Conselho Diretivo»
Pedido de classificação da moradia modernista de Pardal Monteiro – R. Mq. Sá da Bandeira, 18-20
Ex.mo. Sr. Director-Geral do Património Cultural
Arq. João Carlos Santos,
Ex.ma. Sra. Subdirectora-Geral do Património Cultural
Dra. Maria Catarina Coelho
Em dia de aniversário de Porfírio Pardal Monteiro (16.02.1897-16.12.1957), temos o prazer de submeter a V. Exas. um requerimento inicial para a classificação da peculiar moradia modernista da sua autoria, sita na R. Marquês de Sá da Bandeira em Lisboa.
Cremos que este edifício, encomendado por seu pai, Pedro Pardal Monteiro, para sua habitação, há muito que justifica o reconhecimento da sua valia estética e conceptual por parta da entidade a quem compete classificar o nosso património imóvel de valor arquitectónico-histórico relevante.
Nesse sentido, fazemos acompanhar o referido requerimento de alçados e plantas originais, bem como fotografias do exterior e plantas de localização.
Na expectativa que o mesmo seja por vós aceite, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
Lisboa, 16 de Fevereiro de 2023
Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Lopes, Inês Beleza Barreiros, Filipe de Portugal, Rui Pedro Martins, Maria Ramalho, Helena Espvall, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Filipe Teixeira, Maria do Rosário Reiche, Carlos Boavida, Ruth da Gama
Apelo à CML p/ não deixar demolir 4 peças fundamentais da arquitectura industrial de Lisboa
Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas,
Exma. Sra. Vereadora do Urbanismo
Eng. Joana Almeida
C.C. AML, JFPN, DGPC e media
Como é do conhecimento de V. Exas., perfazem sete anos exactos sobre as comemorações do Ano Europeu do Património Industrial e Técnico, durante as quais se desenvolveu um conjunto significativo de iniciativas em prol da divulgação desse património, tão esquecido em Portugal, e anunciando-se uma série de acções concretas pela sua preservação e boa re-utilização, cuja concretização, contudo, se mostrou inconsequente na maior parte dos casos, em que Lisboa não foi excepção.
Assistindo-se neste momento a uma aposta forte da Câmara Municipal de Lisboa nas novas tecnologias e na nova era industrial, vide o “Hub Criativo do Beato”, a Websummit, os “unicórnios”, cremos ser por demais oportuno e justificado que a CML não permita que se consuma o desaparecimento irreversível do punhado de edifícios e equipamentos fabris, emblemáticos da ordem industrial anterior à presente; os quais, embora despojados há muito das suas máquinas e das pessoas que ali laboravam, permanecem de pé, na imponência da sua arquitectura despida de vida.
De elementar justiça também porque esses exemplares edificados no âmbito do plano urbanístico de Étienne Degröer, encontram-se ao longo da Avenida Infante D. Henrique, ou seja, curiosa e precisamente no mesmo eixo onde hoje despontam as start-up dos milhões de dólares da Iniciativa 4.0: entre o Beato e o Parque das Nações.
Nas últimas décadas houve várias fábricas e equipamentos que ali foram demolidos, nada restando delas senão fotos de arquivo.
Outras foram alteradas profundamente – ex. a Fábrica Kores (1956-57), de Bento d’Almeida e Victor Palla, hoje Dietimport Olivais.
Outras foram-no menos: Baptista Russo & Irmão, hoje Decathlon, a antiga UTIC (1948), hoje Teleperformance.
Outras quase nada: o edifício-sede da Soponata, no Beato, a fábrica Bruno Janz (Herdeiros), a outra Kores, junto à Gare do Oriente, a Confecções Laneiro (1951-54, de Teotónio Pereira e Vasco Costa), hoje propriedade da CML.
Mas há alguns deles em risco iminente de abate a curto-prazo, se a CML não intervier, reprovando os respectivos projectos ou fazendo com que seja corrigido aquilo que está aprovado mal:
– Os gasómetros da Matinha (1939-1940) – no projecto de loteamento da Matinha (2011) está contemplada a demolição (!) de um dos quatro gasómetros, a incorporação de outros dois num futuro hotel e num equipamento de índole cultural no quarto gasómetro.
– A antiga têxtil Fábrica Barros (na Av. Infante D. Henrique, 331, com projecto de Cottineli Telmo, 1947, e Veloso Camelo, 1949), que nos projectos de loteamento aprovados pela CML (proc.25/URB/2017 e proc.9/URB/2019) é demolida! (foto)
– Os edifícios em tijolo da Sacor, sobre os quais, pese embora tenha havido um chumbo da CML à demolição preconizada em 2004, certamente existirá nova intenção de abate.
– A antiga Crown Cork & Seal (1952, do eng. Henrique Botta Conde de Paixa, na Av. Infante D. Henrique, lote 25), relativamente à qual está em apreciação na CML o proc. 666/EDI/2018, que prevê o seu abate.
Ninguém compreenderá que a CML repita erros do passado e deixe desaparecer estes 4 exemplares maiores da nossa revolução industrial dos anos 40-50, abdicando de garantir o seu reaproveitamento, quiçá neles se albergando as empresas desta nova revolução industrial. Tal como a CML, na óptica das “smart cities”, deveria geo-referenciar e catalogar todos esses edifícios, abrangê-los na Carta Municipal do Património e defender uma política clara pela sua preservação e memória.
Apelamos, por isso, a que a CML interceda junto dos promotores de modo a que os exemplos acima referidos sejam preservados, recuperados e reutilizados de modo a que se dignifique o património ainda existente, os seus autores e um passado que, não esqueçamos, permitiu que chegássemos ao presente.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Pedro Formozinho Sanchez, Fernando Jorge, Teresa Silva Carvalho, Luís Mascarenhas Gaivão, Jorge Pinto, Rui Pedro Martins, Inês Beleza Barreiros, Pedro Henrique Aparício, Raquel Henriques da Silva, Maria Teresa Goulão, Fátima Castanheira, Carlos Boavida, Helena Espvall, Irene Santos, Ruth da Gama










