Património

Pedido de classificação da Retrosaria Bijou (29.10.2025) 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação da Retrosaria Bijou (29.10.2025)

Exmo. Sr. Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP
Doutor João Soalheiro
C.C. Senhora Ministra da Cultura
Como é do conhecimento de V. Exa. a Retrosaria Bijou é não só a mais antiga retrosaria de Lisboa, datando de 1915, como é uma das mais belas e mais bem preservadas lojas históricas da cidade, mantendo ainda hoje uma relação de grande afectividade com a população. A sua fachada Arte Nova e o seu interior de gosto neo-clássico são continuamente fotografados e fazem parte de todos os roteiros turísticos de quem nos visita.
Tal como temos vindo a fazer aquando dos pedidos de classificação de lojas emblemáticas e únicas que vimos submetendo, directa e indirectamente, à tutela da Cultura, e que foram posteriormente aceites pelos Vossos Serviços, daí resultando a sua classificação de Interesse Público (ex. Cervejaria Solmar, Ourivesaria Barbosa Esteves, Restaurante Snack-Bar Galeto, Tabacaria Mónaco), também aqui julgamos ser da mais elementar justiça o seu reconhecimento pelo Património Cultural, IP, pela atribuição do estatuto de Monumento de Interesse Público à Retrosaria Bijou.
Deste modo, temos o prazer de submeter a V. Exa. o respectivo Requerimento Inicial de Procedimento de Classificação, juntando para o efeito uma série de fotografias do exterior e interior, e uma planta de localização.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Diogo Baptista, Filipe de Portugal, Ana Alves de Sousa, Jorge Oliveira, Beatriz Oliveira, Rui Pedro Martins, Madalena Martins, Helena Espvall, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Fernando Jorge, António Araújo, Maria Teresa Goulão, Eurico de Barros, João Batista, Carlos Boavida, Rui Pedro Barbosa, Ana Cristina Figueiredo

 

Pedido de classificação da Central termoeléctrica Krupp da antiga Fábrica da Pólvora sem Fumo (24.10.2025) 768 1024 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação da Central termoeléctrica Krupp da antiga Fábrica da Pólvora sem Fumo (24.10.2025)

Exmo. Sr. Presidente do Património Cultural, IP
Doutor João Soalheiro
C.C. Senhora Ministra da Cultura

 

A Central termoeléctrica Krupp da antiga Fábrica da Pólvora sem Fumo, localizada junto ao Convento de Chelas/Arquivo Geral do Exército, é um valiosíssimo património da cidade de Lisboa, uma verdadeira relíquia em termos de Património Industrial, única no país.
Trata-se de um património integrado que importa valorizar e musealizar, pelo que o seu reconhecimento público através da classificação de Interesse Público pelos serviços do Património Cultural, será um contributo essencial para esse desiderato.
Nesse sentido, temos o prazer de submeter a V. Exa. o respectivo requerimento de abertura do procedimento de classificação, acompanhado de documentação fotográfica e outra.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
 
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Ana Alves de Sousa, José Maria Amador, Helena Espvall, Nuno Caiado, Rui Pedro Martins, Jorge Oliveira, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Maria Teresa Goulão, António Araújo, Gustavo da Cunha
Pedido de classificação do Palacete Lafões (16.10.2025) 1024 1017 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação do Palacete Lafões (16.10.2025)

Exmo. Senhor Presidente do Património Cultural, IP
Doutor João Soalheiro
C.c. Senhora Ministra da Cultura
 
Como é do conhecimento de V. Exa., o Palacete mandado construir pelo 4º Duque de Lafões no lote da actual Rua dos Anjos, nº 82, em Lisboa, é um magnífico exemplo da arquitectura neoclássica de influência Beaux-Arts existente na cidade, extremamente bem preservado e com total autenticidade, passados que estão mais de cem anos sobre a sua construção.
Apesar da sua inquestionável relevância histórica, arquitectónica e decorativa, é ainda um edifício pouco conhecido do grande público, e não fora o trabalho de investigadores seria mesmo desconhecido.
Com o propósito de vermos reconhecido o seu valor patrimonial e histórico pelas entidades competentes, vimos requerer a V. Exa. a abertura do procedimento de classificação do Palacete Lafões, juntando para o efeito o respectivo formulário de requerimento, bem como uma série de anexos contendo a memória descritiva do projecto, documentação fotográfica e de arquivo.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
 
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Fernando Jorge, Filipe de Portugal, Ana Celeste Glória, Helena Espvall, António Araújo, Diogo Baptista, Fátima Castanheira, Nuno Caiado, Pedro Bugarin, Jorge Pinto, Jorge Oliveira
Estação Fluvial de Belém – desapareceu a campânula (luminária) – Pedido de esclarecimentos a Transtejo-Soflusa e Ministério das Infraestruturas (10.10.2025) 897 898 Fórum Cidadania Lx

Estação Fluvial de Belém – desapareceu a campânula (luminária) – Pedido de esclarecimentos a Transtejo-Soflusa e Ministério das Infraestruturas (10.10.2025)

Exmos. Senhores
Ministro das Infraestruturas e Habitação, Eng. Miguel Pinto Luz
Presidente do CA da Transtejo-Soflusa, Dra. Alexandra Ferreira de Carvalho
 
C.C. PCML, AML, PC-IP e media
 
Fomos surpreendidos recentemente pelo desaparecimento (fotografia 1) da estrutura/campânula que até há pouco tempo rematava a Estação Fluvial de Belém e que é elemento indissociável do edifício concebido pelo arq. Caetano de Carvalho, e que foi inaugurado em 1940, por encomenda do então ministro Duarte Pacheco, aquando da Exposição do Mundo Português.
Trata-se, portanto, de um edifício inserido na memória colectiva daquela iniciativa marcante para a cidade, e para Belém em particular, conjuntamente com os edifícios do Museu de Arte Popular, farol, espelho de água, pavilhões ocupados pelas associações marítimas e, em fase posterior, o Padrão dos Descobrimentos.
Solicitamos que nos  informem sobre os motivos técnicos ou operacionais para a retirada da referida campânula, e sobre qual a data prevista para a sua reposição, para que o edifício volte áà sua integridade (fotografias 2 e 3).
Muito obrigado.
Com os melhores cumprimentos
 
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Rui Pedro Martins, Gustavo da Cunha, Fátima Castanheira, Diogo Baptista Beatriz Empis, Helena Espvall, António Araújo, Jorge Pinto, Filipe de Portugal
S.O.S. Escola Nocturna de Carnide, 120 depois da sua inauguração (02.10.2025) 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

S.O.S. Escola Nocturna de Carnide, 120 depois da sua inauguração (02.10.2025)

Exmo/a. Senhor/a Candidato/a à Presidência da CML
CC. Media
Como será do conhecimento de V. Exa., o Centro Histórico de Carnide não tem sido devidamente acarinhado pelas sucessivas vereações da CML, apesar de verificados alguns exemplos esporádicos de reabilitações que, contudo, não conseguem fazer esquecer o imenso património histórico que foi desaparecendo ao longo dos anos, deixado que foi literalmente a cair aos bocados, umas vezes, outras vezes alterado profundamente ao abrigo de projectos que nunca deviam ter sido aprovados pela edilidade, com o resultado que está à vista de todos: um centro histórico profundamente descaracterizado, quando não ao abandono.
Exemplo maior desse estado de coisas é o edifício-ilha da antiga Escola Nocturna de Carnide, sito na Rua da Mestra, nº 24, que embora construído e inaugurado ainda no tempo da Monarquia (1905), assumiu foros de grande relevância nos primórdios da República, pela mão da Comissão Paroquial Republicana de Carnide (1), prosseguindo o seu fim até aos anos 80 do Século XX.
Para lá dessa importância histórica, a sua valia também é relevante enquanto edifício singular da arquitectura tradicional vernacular de Carnide. Efectivamente, estamos perante um “edifício singular, personalizado e de conservação obrigatória no contexto do núcleo antigo de Carnide, não se devendo, no entanto, considerar desproporcionada e emocionalmente a importância do imóvel da Escola Nocturna no contexto do património arquitectónico mais relevante da cidade” (1). Aliás, trata-se também de um património imaterial, tal é a carga emocional que o mesmo ainda tem junto da população de Carnide.
Lamentavelmente, vicissitudes várias acerca da sua propriedade efectiva, por um lado, que passaram inclusivamente pelo foro judicial, e do inconcebível e inexplicável esquecimento a que foi votada pela comissão encarregue das comemorações do centenário da República, por outro, fazem com que o edifício permaneça ao abandono e em crescente depauperação.
É, portanto, de elementar justiça que o próximo executivo resolva esta situação e intervenha junto do proprietário (Associação Auxiliadora de Instrução em Carnide, segundo sentença judicial de 2018), nem que seja pela posse administrativa do edifício, no sentido de resgatar da pré-ruína o edifício da Escola Nocturna de Carnide, outrora considerada um “pequenino padrão de glória local” (2).
Assim, pedimos ao/à próximo/a  Presidente da CML que se comprometa com a recuperação do edifício da Escola Nocturna de Carnide!
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Diogo Baptista, Rui Pedro Martins, Nuno Caiado, António Araújo, Helena Espvall, Beatriz Empis, Jorge Pinto, Fátima Castanheira
 (1)  “Escola Nocturna – A Escola Republicana de Carnide”, Edições Caleidoscópio, autor: José Silva Carvalho (arq.)
(2)  Aires Leal de Matos, citado em “Escola Nocturna – A Escola Republicana de Carnide”, Edições Caleidoscópio, autor: José Silva Carvalho (arq.)
Foto: E-Carnide (2016)
Obras no Palácio Burnay vs. PRR – pedido de esclarecimentos à Senhora Ministra da Cultura (25.09.2025) 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

Obras no Palácio Burnay vs. PRR – pedido de esclarecimentos à Senhora Ministra da Cultura (25.09.2025)

Exma. Senhora Ministra da Cultura
Dra. Margarida Balseiro Lopes
C.C. MMP-EPE, Comissão AR e media
No seguimento das recentes notícias vindas a público sobre a alocação dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência afectos à Cultura (https://www.publico.pt/2025/09/18/culturaipsilon/noticia/ministra-cultura-assegura-execucao-100-prr-sector-2147739?ref=culturaipsilon&cx=stories_b–1005426), com as quais nos congratulamos, mas porque nada tem sido dito acerca das obras comprometidas e cabimentadas em 2024 para a recuperação do Palácio Burnay com vista à instalação da Museus e Monumentos de Portugal, EPE, e não é visível que esteja a decorrer qualquer obra;
Solicitamos a V. Exa. um ponto de situação sobre este assunto, nomeadamente quanto às obras já feitas e quando é que poderemos ter aquele palácio restaurado e com uso compatível.
Lembramos que esta associação tem vindo a lutar desde há vários anos pela recuperação e dignificação do Palácio Burnay, e que o Tribunal nos deu razão em 2022, o que muito contribuiu para a decisão do Governo de Janeiro do ano passado (https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/15-2024-838326048).
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Gustavo da Cunha, Rui Martins, Filipe de Portugal, Helena Espvall, Nuno Caiado, José Maria Amador, Fátima Castanheira, Beatriz Empis, João Batista, António Araújo, Jorge Pinto
Destruição pré-anunciada da Casa Vasco de Oliveira (Monte Estoril) – protesto à CM Cascais (17.09.2025) 1024 864 Fórum Cidadania Lx

Destruição pré-anunciada da Casa Vasco de Oliveira (Monte Estoril) – protesto à CM Cascais (17.09.2025)

À CM Cascais
C.C.AMC e media
Exmos. Senhores
Manifestamos o nosso espanto e profundo repúdio pela destruição pré-anunciada para a bela Casa Vasco de Oliveira, edifício modernista da Avenida Sabóia, nº 828, datado dos anos 50 e da autoria do arq. Luís Bevilacqua.
Perguntamos, como é possível que esteja colocado na vedação do edifício o “placard” de que anexamos fotografia, e não existe qualquer aviso do projecto que está em apreciação na CM Cascais.
Não podemos aceitar que a Câmara Municipal de Cascais continue a permitir a destruição do Monte Estoril no que ele tem de mais valioso: o seu património arquitectónico, seja o de cariz revivalista seja o modernista como no caso em apreço, uma construção que, ao contrário dos novos edifícios construídos nas últimas décadas e que a CMC aprovou sem pestanejar, se insere perfeitamente naquela frente urbana, valorizando-a inclusivamente.
Este, como tantos outros no Monte Estoril, deve ser um imóvel preservado, classificado de Interesse Municipal. Ao contrário, o edifício nem sequer está inscrito no Inventário Municipal, que é hoje uma pálida imagem do que era antes da revisão do PDM em vigor. É espantoso que não haja, entre os técnicos da CMC, um especialista em história da arte e da arquitectura com a tarefa de classificar os imóveis de modo a poupar os mais significativos da destruição.
É confrangedor assistir-se a uma política urbanística como a que a CM Cascais vem pugnando nos últimos mandatos, tal como é confrangedor assistir-se ao esfrangalhar recente do movimento associativo local, adormecido e aprisionado por razões que a razão desconhece.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Raquel Henriques da Silva, António Araújo, Jorge Pinto, Helena Espvall, Fátima Castanheira, Beatriz Empis e Ana Cristina Marques (pelo Fórum Cidadania Lx-Associação) e José Manuel Fernandes (arq.)
S.O.S. Sinos da Torre do Galo (Ajuda) ameaçam cair (12.09.2025) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

S.O.S. Sinos da Torre do Galo (Ajuda) ameaçam cair (12.09.2025)

Exmos. Senhores
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Ministro das Finanças
Presidente da Junta de Freguesia da Ajuda
Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP
Presidente da ESTAMO, S.A.
Director-Executivo da Associação Turismo de Lisboa

 

Como é do conhecimento de V. Exas., a Torre Sineira da Real Capela da Ajuda, vulgo “Torre do Galo”, encontra-se em estado periclitante de conservação, facto que se tem agravado nas últimas décadas.
Assume particular urgência a reparação dos sinos uma vez que todos eles, com excepção do sino grande do topo do arco, ameaçam derrocar mais dia menos dia, por se apresentaram desprendidos (degolados), só não caindo na via pública porque se encontram encostados uns aos outros.
Trata-se de mais de 30 toneladas de sinos, que podem cair na via pública ao primeiro estremeção na torre, com tudo o que isso implicará de perigo para os transeuntes e em danos patrimoniais.
Continuamos sem compreender o desprezo com que as entidades que V. Exas. tutelam tratam a “Torre do Galo”, mantendo por recuperar a torre, os sinos e o relógio deste Monumento Nacional, bem como todo o espaço envolvente ao Palácio Real da Ajuda (principal palácio de Lisboa, sala de visitas de chefes de Estado) que permanece absolutamente negligenciado, mesmo após o avultado investimento realizado na abertura do Museu do Tesouro Real.
Daqui apelamos ao Ministério das Finanças/Estamo, proprietário da “Torre do Galo”, à CML/JF/ATL e ao Ministério da Cultura/PC-IP, para darem início urgente ao projecto de restauro integral aprovado há poucos anos e que, inclusive, seria adjudicado à JF da Ajuda para o executar, mas que nunca chegou a avançar.
Chamamos a atenção de V. Exas. para o perigo iminente de queda dos referidos sinos.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Paula Cristina Peralta, Luis Mascarenhas Gaivão, Filipe de Portugal, Helena Espvall, Gustavo da Cunha, Beatriz Empis, Ana Alves de Sousa, Fátima Castanheira, Nuno Caiado, António Araújo, António Dias Coelho, Jorge Pinto, Pedro Bugarin
C.C. Media
Foto: Cascalenses (João Aníbal Henriques)

Resposta da Estamo (10.10.2025):

Ao Fórum Cidadania Lx – Associação
C/c: Museus e Monumentos, EPE
       Património Cultural, I.P.
Exmos. Senhores,
Relativamente ao assunto mencionado em epígrafe, encarrega o Senhor Presidente do Conselho de Administração de acusar a recepção da v/comunicação, a qual mereceu a nossa melhor atenção.
Informamos que o imóvel já se encontra sinalizado para integrar a lista de imóveis classificados da propriedade do Estado a necessitar de intervenção.
Mais se informa que será efetuado o acompanhamento regular do processo, estreitando com as demais entidades competentes a efetivação das diligências necessárias e posterior execução da intervenção necessária.
Com os melhores cumprimentos
Secretariado do Conselho de Administração
Fissuras no edifício do Museu Militar – alerta e pedido de esclarecimentos à CML e PC-IP (11.09.2025) 1024 996 Fórum Cidadania Lx

Fissuras no edifício do Museu Militar – alerta e pedido de esclarecimentos à CML e PC-IP (11.09.2025)

Exmos. Senhores
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Eng. Carlos Moedas,
Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP
Dr. João Soalheiro
C.C. AML, Museu Militar e media
Vimos por este meio dar conta a V. Exas. e solicitar esclarecimentos sobre o estado actual das fissuras existentes na fachada do edifício do Museu Militar de Lisboa, edifício classificado como Imóvel de Interesse Público, as quais, embora já visíveis em 2009, nos parecem agora maiores, numa altura em que decorrem as obras do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (túnel Campolide – Santa Apolónia) junto àquele museu.
O Museu Militar de Lisboa constitui um património histórico e cultural de relevância nacional, pelo que o aparente agravar destas fissuras levanta sérias preocupações sobre a integridade estrutural do edifício. Face a esta situação, solicitamos esclarecimentos sobre:
  1. Tinham as entidades responsáveis pelo património cultural e pela fiscalização das obras conhecimento dos riscos que o projeto em curso pode representar para o edifício? Foram realizadas avaliações de impacto antes do início das obras?
  2. Que ações foram implementadas para proteger o Museu Militar de eventuais danos, considerando a sua classificação como Imóvel de Interesse Público?
  3. Que medidas estão a ser adoptadas neste momento para mitigar os danos já observados no exterior e assegurar a segurança do edifício? Existe um plano de intervenção de emergência?
  4. Quais os mecanismos de inspeção contínua aplicados durante a execução das obras, e quais as entidades responsáveis pela respectiva supervisão?
  5. Quem são as entidades responsáveis pelo acompanhamento do impacto das obras, e de que forma a comunidade e os cidadãos podem ter acesso às informações sobre as medidas adoptadas?
Considerando o valor patrimonial do Museu Militar de Lisboa e as fissuras acima apontadas, e sendo que desconhecemos o actual estado de conservação no interior do museu, apelamos a uma resposta urgente e detalhada, de forma a garantir que medidas eficazes estão a ser implementadas para preservar este importante património histórico e cultural da cidade de Lisboa.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Diogo Baptista, Nuno Caiado, Helena Espvall, Fátima Castanheira, Paula Cristina Peralta, Beatriz Empis, Jorge Pinto, Rui Pedro Martins

Resposta da CML (15.10.2025):

«EDIFÍCIO MUSEU MILITAR DE LISBOA – SANTA APOLÓNIA

RESUMO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO OBSERVADO ANTES DAS OBRAS PGDL (2022) E SITUAÇÃO ATUAL (2025)
1. ENQUADRAMENTO
Foi solicitada a esta Equipa de Projeto do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (EPPGDL) uma análise sucinta do estado de conservação do Museu Militar de Lisboa (MML), localizado em Santa Apolónia, através de comparação do observado antes da execução das obras do PGDL nesta zona (que se iniciaram em 2022) e a situação atual (2025).
2. LOCALIZAÇÃO
O edifício do Museu Militar encontra-se situado nas proximidades da obra de saída da tuneladora, numa zona onde o traçado do Túnel Monsanto Santa Apolónia é executado em vala sustida com contenção periférica resistente (estacas, escoras e ancoragens).
Imagem 1 – planta com localização do museu militar e implantação do traçado PGDL

Imagem 2 – Fotografia com a vala e escoras, com o museu militar localizado à direita
3. SITUAÇÃO OBSERVADA EM 2022, ANTES DAS OBRAS PGDL
No âmbito do concurso público internacional da empreitada do PGDL, previu-se que a fase de preparação da obra contemplasse a realização de vistorias a todos os edifícios situados nas proximidades do traçado dos túneis. Deste modo, o edifício do MML foi objeto de vistoria para levantamento detalhado, numa primeira fase até cerca de 30m do desenvolvimento da obra do TMSA e, numa segunda fase, englobando o interior e exterior da fachada sul do edifício,
completando o conjunto.
Nesses levantamentos foram identificadas patologias já existentes antes do início da obra, que foram monitorizadas, através da colocação de fissurómetros (de leitura manual), e automáticos (com leitura remota), nas zonas onde se observaram fendas mais evidentes em alvenarias e tetos. A monitorização é realizada periodicamente pelo construtor, e distribuída pelos demais intervenientes (fiscalização, dono de obra).
Uma situação evidente que foi observada logo em 2022, antes da obra, prende-se com as fissuras já existentes no topo superior junto ao canto e a uma janela do edifício, virada para o rio.
Imagem 3 – Fotografia com as fissuras junto à janela, antes das obras
4. SITUAÇÃO ATUAL, APÓS A EXECUÇÃO DA VALA LATERAL AO EDIFÍCIO (OUT.2025)
Durante a execução das obras e todo o tempo decorrido entre 2022 e 2025 foi realizada a monitorização periódica com leituras da instrumentação instalada e inspeção visual. Nos levantamentos e medições que foram realizados, durante e depois da obra, no Largo do Museu de Artilharia, verifica-se estabilidade das leituras, conforme conclusão dos dados recolhidos (ver imagens em baixo).
Imagem 4 – Fotografia com as leituras dos fissurómetros automáticos
Imagem 5 – Fotografia com as leituras dos fissurómetros manuais
Deste modo, não se verificaram desenvolvimentos nem há evidências de evolução da situação que possa ser atribuída a qualquer operação relacionada com a obra, isto é, não se reconhece qualquer causa-efeito relativamente às obras do PGDL.
Imagem 6 – Fotografia com as fissuras junto à janela, instrumentadas e atuais
5. RESPOSTA SUCINTA A QUESTÕES LEVANTADAS PELO FORUM CIDADANIA
Em setembro último, o Forum Cidadania de Lisboa dirigiu uma comunicação à CML, solicitando esclarecimentos sobre o estado do edifício Museu Militar de Lisboa, “…numa altura em que decorrem as obras do Plano Geral de Drenagem de Lisboa… junto àquele museu”.
Importa, pois, esclarecer devidamente, ainda que de forma sucinta, a situação atual observada e o seu enquadramento histórico:
Q1. Tinham as entidades responsáveis pelo património cultural e pela fiscalização das obras conhecimento dos riscos que o projeto em curso pode representar para o edifício? Foram realizadas avaliações de impacto antes do início das obras?
R1. Foi realizado um Estudo de Impacto Ambiental previamente ao lançamento do concurso, devidamente aprovado, que incluiu o património cultural edificado (e o edifício MML naturalmente); A fiscalização da obra tem conhecimento de todos os estudos realizados e acompanhou as vistorias prévias à obra (ver ponto 3. acima); O projeto de execução contemplou análises de avaliação do risco de danos em edifícios adjacentes, incluindo o MML, que determinou a existência de risco negligenciável (menor que 2 na escala de Burland).
Q2. Que ações foram implementadas para proteger o Museu Militar de eventuais danos, considerando a sua classificação como Imóvel de Interesse Público?
R2. O projeto previu contenção robusta, e o edifício também foi vistoriado e monitorizado em permanência, estando as equipas de acompanhamento da obra preparadas para intervir no caso de ser necessário (ver ponto 4. acima).
Q3. Que medidas estão a ser adoptadas neste momento para mitigar os danos já observados no exterior e assegurar a segurança do edifício? Existe um plano de intervenção de emergência?
R3. A segurança está assegurada pelo acompanhamento direto e a monitorização e observação que estão a ser realizada, tanto pelo construtor como pela fiscalização. Não se confirmam evolução de danos devido às obras do PGDL.
Q4. Quais os mecanismos de inspeção contínua aplicados durante a execução das obras, e quais as entidades responsáveis pela respectiva supervisão?
R4. Ver ponto 4. acima.
Q5. Quem são as entidades responsáveis pelo acompanhamento do impacto das obras, e de que forma a comunidade e os cidadãos podem ter acesso às informações sobre as medidas adoptadas?
R5. O Construtor é o responsável pelo impacto dos trabalhos realizados, caso se venha a confirmar a necessária relação causa-efeito (que não se verifica no presente caso). Toda a informação disponibilizada encontra-se acessível ao público em geral através da página dedicada https://planodrenagem.lisboa.pt
6. PROXIMAS AÇÕES
Em todo este processo de preparação e acompanhamento da obra PGDL, a CML procurou acautelar todas as situações e mitigar os impactos da obra nas edificações envolventes. Também, através de um sistema automatizado de monitorização do património existente, o acompanhamento das estruturas existentes nas proximidades está a ser realizado. T al não impede que eventuais patologias pré-existentes (que existem) não devam ser tratadas pelas entidades que gerem o património, neste caso património histórico e cultural da cidade de Lisboa.
Neste caso, tendo em atenção a importância do património em causa e com sentido de responsabilidade, a CML, através da equipa EPPGDL, irá promover nova vistoria atualizada e alertar/sugerir ao MML que promova as obras necessárias à manutenção e recuperação do seu edifício.
Lisboa, 8 de outubro de 2025
Gonçalo Diniz                                        Vieira Manuel Saldanha
Eng. Civil, Adjunto da EPPGDL        Arquiteto da EPPPGDL»
Lisboa 2025 – manifesto “check-list” aos quatro candidatos a Presidente da CML (10.09.2025) 1013 1024 Fórum Cidadania Lx

Lisboa 2025 – manifesto “check-list” aos quatro candidatos a Presidente da CML (10.09.2025)

Exmos. Senhores
Candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa
Dra. Alexandra Leitão
Dr. Bruno Mascarenhas
Eng. Carlos Moedas
Dr. João Ferreira
A um mês das eleições autárquicas de 2025, e porque esta associação o tem vindo a fazer de todas as vezes em que há eleições para a CML, queremos saber o que pensa e planeia fazer, ou não, sobre alguns temas a nosso ver candentes, quem pretende governar Lisboa até ao final da presente década.
Não querendo fustigar V. Exas. com ideias que possam ser consideradas peregrinas ou com realidades ou bons exemplos de outras cidades e capitais europeias, em matérias como, por exemplo, mobilidade sustentável ou recuperação e reabilitação de património, junto temos o prazer de vos enviar um manifesto-questionário, na esperança de obtermos de cada um de vós respostas directas sobre vários assuntos muitos deles problemas crónicos na nossa cidade, que julgamos serem do interesse da esmagadora maioria da população residente em Lisboa mas também de quem a visita e nela trabalha em Lisboa.
Na expectativa, e colocando-nos uma vez mais à vossa disposição para, enquanto associação de defesa da qualidade de vida na cidade de Lisboa, contribuirmos para que todos possamos ter uma Lisboa melhor nos próximos quatro anos, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
A Direcção
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão e Rosa Casimiro