Mobilidade

Requalificação da Av. Almirante Reis – pedido de esclarecimentos ao PCML (22.10.2026) 1022 1024 Fórum Cidadania Lx

Requalificação da Av. Almirante Reis – pedido de esclarecimentos ao PCML (22.10.2026)

Exmo. Sr Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

 

Consultado o site da Câmara Municipal de Lisboa no que diz respeito ao “Projeto Integrado de Requalificação do Espaço Público do Eixo da Almirante Reis”, constatamos que não existem informações novas sobre o mesmo, pelo que gostaríamos que a CML nos informasse sobre o estado da empreitada e se vai haver nova consulta pública, dada a recente reclamação e petição pública de moradores da zona.

Também gostaríamos de saber se se mantém a ideia do “Parque das Tílias”, na Alameda D. Afonso Henriques, ideia que consideramos bastante nociva para a leitura de e para a Fonte Luminosa, uma vez que se pretende plantar no meio do relvado nascente mais de metade das tílias que serão transplantadas da placa central da Av. Almirante Reis.

Por fim, não podemos deixar de assinalar que o projecto é omisso em dois pontos que nos são extremamente importantes:

* O património edificado de valia histórica-arquitectónica existente naquele eixo e que necessita urgentemente de obras, não de alterações e demolições ou ampliações descaracterizadoras como tem sido prática camarária nos últimos 15 anos, mas de conservação e restauro.

*  A magnífica calçada portuguesa que se estende desde o Martim Moniz até à Praça do Areeiro é para ser mantida e valorizada ou é para ser retirada e substituída?

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Nuno Caiado, Jorge Pinto, José Albuquerque Fonseca, Hugo Duarte, Beatriz Empis

 

Imagem: O “Parque das Tílias”, em projecção virtual no site da CML
Projeto Eléctrico-16, de Santa Apolónia à Parque Expo – contributo para a discussão pública (30.09.2026) 1024 683 Fórum Cidadania Lx

Projeto Eléctrico-16, de Santa Apolónia à Parque Expo – contributo para a discussão pública (30.09.2026)

Contributo para a Consulta Pública acerca das Alternativas Apresentadas (20.08.2026-30.09.2026):

 

Projeto da Extensão do Serviço de Eléctrico Rápido entre Santa Apolónia e o Parque Tejo/Sacavém (Linha E-16)

Estudo de Impacte Ambiental (EIA) – Contributo para a Consulta Pública acerca das Alternativas Apresentadas (20.08.2026-30.09.2026)

Considerações iniciais:

1.A ligação por eléctrico desde a Baixa à Parque Expo (e eventual ligação ao concelho de Loures), passando por Santa Apolónia, é fundamental e só peca por tardia, já que a mesma devia ter sido planeada antes da Expo’98 e executada logo após o termo desta.

Não só porque se trata de um percurso com apenas 10,5 km.; apenas existem dois tipos de transporte público directo entre a Baixa e a Parque Expo: o autocarro 782 e o comboio de Santa Apolónia à Gare do Oriente/Moscavide, ambos com horários e fiabilidade incompatíveis com os tempos actuais.

Nessa medida é um projecto que aplaudimos.

2. A finalização da linha de eléctrico entre o Campo das Cebolas e a estação de Santa Apolónia é também de aplaudir uma vez que a mesmo se encontra pendente, inexplicavelmente, desde as obras de requalificação do espaço público (Campo das Cebolas) em 2021.

3. A reformulação da Praça de Santa Apolónia é também muito bem-vinda, face ao caos paisagístico e de trânsito que é seu apanágio permanente, e que vem desde muito antes das obras em curso do Plano de Drenagem. A praça é uma situação indigna para a cidade, para quem nela mora e para quem a visita.

4. A futura linha de eléctrico (E-16), enquanto obra preocupada com o Ambiente e com a mobilidade suave, não pode ter como pressuposto o abate e/ou o transplante de centenas de árvores ao longo do seu percurso, nem beliscar minimamente a Alameda dos Oceanos, oásis de paisagismo e qualidade de espaço público na cidade de Lisboa e, além do mais, isso colidiria com as Recomendações do Relatório Síntese do Estudo de Impacte Ambiental, designadamente com o descrito no ponto 5.2.10.2.1.

5. A alternativa a escolher para a futura linha de eléctrico (E-16) deve abster-se de propor a circulação do eléctrico no troço da Alameda dos Oceanos entre a Avenida Ulisses e a Avenida da Boa Esperança, como é proposto nas alternativas 1, 2, 2-A e 3, e, em vez disso, garantir os canais dedicados ao eléctrico somente na Av. D. João II, uma artéria já com trânsito automóvel, e não numa alameda que se pretende tendencialmente dedicada a cem por cento ao peão e ao lazer e à fruição das árvores e da arquitectura da água – Alameda dos Oceanos, troço Rotunda dos Vice-Reis/Avenida da Boa-Esperança e Passeio de Ulisses/Avenida de Ulisses.

6. A Carris e a CML devem escolher a Av. D. João II, porque está em causa escolher-se entre um impacte negativo no trânsito automóvel da Av. D. João II (“conflito com o modo rodoviário”), mesmo tendo em conta a dificuldade em se lidar com a rotunda da Avenida da Boa Esperança, e provocar-se um conflito irremediável com o “oásis” da Alameda dos Oceanos.

7. A futura linha de eléctrico (E-16) deve evitar violar os Planos de Urbanização e Planos de Pormenor em vigor na área de implantação do projecto em análise, no que toca à interferência com o património histórico existente (antigos gasómetros, por exemplo), bem como a Estrutura Verde Municipal (contínuos de arvoredo da Alameda dos Oceanos, por ex.), designadamente nas alterações que o projecto propõe na Matinha e em pleno Parque das Nações, em especial pela construção de carris na Alameda dos Oceanos, defendida que esta está como tendencialmente exclusiva do peão, em sede de Plano de Urbanização Expo’98 e de PDM.

8. Facto surpreendente é a CML não aproveitar esta ocasião para, em articulação com a Administração do Porto de Lisboa, suprimir os viadutos “provisórios” rodoviários existentes ao longo da Avenida Infante D. Henrique e seguintes, que são estruturas completamente obsoletas na Europa “civilizada” e constituem obstáculos de facto a um traçado rodoviário que se pretendia desafogado, impedindo também a linearidade da linha E-16, e, em sua substituição, abrir pequenos viadutos enterrados.…

Considerações aos traçados propostos nas alternativas 1, 2, 2-A e 3:

Notas prévias:

Independemente do impacte previsível a nível o abate/transplante de grande parte, se não a totalidade das árvores de alinhamento ao longo da Av. Infante D. Henrique, desde a Praça de Santa Apolónia à Alameda dos Oceanos, e do impacte significativo presente em todas as alternativas objecto da presente discussão pública;

Independentemente dos impactos inevitáveis do E-16 a nível da configuração da malha urbana aprovada pela CML para o loteamento de Braço de Prata (já concluído) e o Plano de Pormenor da Matinha (em pré-obra), e da própria requalificação da Av. Infante D. Henrique, pelas implicações técnicas e logísticas que a construção da linha eléctrico terá, seja qual for a alternativa aprovada, o nosso contributo apenas diz respeito ao impacte na Avenida D. João II e na Alameda dos Oceanos, esse sim com diferenças significativas conforme se decida sobre determinado traçado de cada uma das alternativas em discussão pública.

…

1. Avenida D. João II vs. Alameda dos Oceanos

Troço 8 (Avenida Ulisses – Gare do Oriente): As alternativas 2, 2-A e 3 são as únicas que escolhem fazer passar o E-16 pela Avenida D. João II em canais laterais (em via simples, e não pela Alameda dos Oceanos.

Troço 9 (Gare do Oriente – Avenida da Boa Esperança): As alternativas 2, 2-A e 3 são as únicas que escolhem fazer passar o E-16 pela Avenida D. João II em canais laterais em via simples, e não pela Alameda dos Oceanos.

2. Espaço público pedonal vs. circulação automóvel

A Alameda dos Oceanos é a zona da antiga Expo’98 onde o espaço público apresenta uma maior qualidade, quer em termos de área consolidada e densamente arborizada, quer a nível de espaço pedonal contínuo, seguro, confortável e pacato, devido à quase ausência de circulação automóvel, excepção feita ao acesso ao Centro Comercial Vasco da Gama, sendo que este é feito sobretudo pela Avenida do Índico e é residual desde a Avenida da Boa Esperança.

A introdução de uma linha de eléctrico com dois sentidos irá perturbar de forma indelével e irreversível a Alameda dos Oceanos tornando-a um espaço público inseguro (facto agravado pela presença de vários equipamentos culturais e serviços de restauração com grande afluência de público), poluente e em total oposição ao que o Plano Director Municipal e a regulamentação urbanística da antiga Expo’98 preconizam para a Alameda dos Oceanos, em que a preocupação central é a garantia de um espaço público de qualidade em termos ambientais, mobilidade pedonal e ciclovias, um espaço público onde primam a tranquilidade e a segurança.

Já a Avenida D. João II é uma avenida onde predomina a circulação de automóveis ligeiros e de transporte de passageiros, com diversas carreiras da Carris e da Carris Metropolitana, autocarros de turismo e outros, com múltiplas faixas de rodagem e semáforos, e onde a presença de árvores se faz sentir unicamente no corredor central (maioritariamente pinheiros) e no alinhamento dos passeios laterais, pelo que a introdução da linha E-16 não implicará impactes significativos pois poderá ocupar uma faixa em cada sentido da rodovia, não implicando o abate de árvores.

Nesse sentido, a nosso ver, a alternativa 1 e o traçado de referência são para desconsiderar liminarmente. A alternativa 2-A é a menos impactante.

4. Arvoredo existente ao longo da Av. Infante D. Henrique à Parque Expo

A alternativa 2 implica a sua remoção integral. As alternativas 2-A e 3 implicam o transplante da totalidade de árvores na Av. Ulisses e na Av. Boa Esperança.

Traçado de Referência: As árvores a transplantar são sobretudo casuarinas, tílias e lódãos; e as avaliar serão jacarandás, plátanos e lódãos.

Intervenções no arvoredo ao longo de toda a linha, pelas alternativas 1, 2, 2-A, 3 e “traçado de referência” – espécies a transplantar e a avaliar

NOTA: O parâmetro “A avaliar” é totalmente indefinido quanto a discriminar quais as árvores e em que circunstâncias é que as mesmas são para abater ou transplantar. Falha grave, uma vez estamos perante uma enorme disparidade de números entre alternativas, desde as 363 no âmbito da alternativa 2 e as 839 do “traçado de referência.

Alternativa 1 Alternativa 2 Alternativa 2-A Alternativa 3 Traçado de referência
A transplantar 116 520 187 214 117
A avaliar 668 363 366 932 839

Alternativa 1: As árvores a transplantar são sobretudo casuarinas, tílias, plátanos e lódãos; e a avaliar serão jacarandás, algumas grevíleas e robínias, plátanos e lódãos, e no troço principal da Alameda dos Oceanos, eritrinas.

Alternativa 2: As árvores a transplantar são na sua maioria casuarinas, grevíleas e robínias; e a avaliar serão casuarinas, azinheiras, lódãos e zelkovas; e no troço entre a Praça do Príncipe Perfeito e a Praça Venturoso serão pinheiros de grande porte.

Alternativa 2-A: As árvores a transplantar e a avaliar serão casuarinas e grevíleas.

Alternativa 3:  As árvores a transplantar serão casuarinas, lódãos, figueiras e plátanos; e as avaliar serão casuarinas, tílias, azinheiras, zelkovas e jacarandás.

Neste sentido, a alternativa 2-A é a menos impactante no que toca ao abate e ao transplante de árvores.

Conclusão: defendemos a alternativa 2-A como a menos nefasta para o ambiente e o bem-estar de todos.

Lisboa, 30 de Setembro de 2026

Imagem in site da CML
Violação da lei da acessibilidade na Gare do Oriente – Protesto à IP-Património (29.09.2026) 1014 1024 Fórum Cidadania Lx

Violação da lei da acessibilidade na Gare do Oriente – Protesto à IP-Património (29.09.2026)

À Infraestruturas de Portugal-Património

À Autoridade da Mobilidade e dos Transportes

 

C.C. Provedoria de Justiça

Exmos. Senhores,

Vimos protestar junto de V. Exas. pelo incumprimento das normas de acessibilidade na Gare do Oriente, sob responsabilidade da IP Património.

Conforme documentado na fotografia que se anexa, os elevadores da estação têm o acesso condicionado à solicitação de uma chave junto do vigilante da estação, estando esse procedimento expressamente indicado na sinalética afixada nos próprios elevadores.

Esta situação contraria o disposto no ponto 4.12.3 do Anexo ao Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de agosto, que estabelece expressamente: 

“4.12.3 – Os sistemas de comando dos ascensores e das plataformas elevatórias não devem estar trancados nem dependentes de qualquer tipo de chave ou cartão.”

A própria lei estabelece, no artigo 2.º, n.º 2, alínea f), que as normas técnicas de acessibilidade são aplicáveis às “Estações ferroviárias e de metropolitano”.

Nada justifica o atropelo da lei.

A falta de manutenção ou as avarias recorrentes dos elevadores não podem condicionar a autonomia e a independência dos passageiros, em especial das pessoas com mobilidade condicionada, nem justificar a criação de barreiras ao acesso aos equipamentos de acessibilidade.

Assim, vimos solicitar à IP-Património o cumprimento da legislação em vigor, a imediata reposição do acesso livre e autónomo aos elevadores e a remoção imediata da sinalética que condiciona a sua utilização à obtenção de uma chave junto do vigilante.

Solicitamos ainda à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) que, no âmbito das suas competências, fiscalize esta situação e intervenha no sentido de assegurar o cumprimento das normas legais de acessibilidade.

Aguardamos confirmação das medidas adotadas e da reposição da legalidade.

Com os melhores cumprimentos,

Paulo Ferrero, Diogo Baptista, Fátima Castanheira, Rui Martins, Jorge Oliveira, José Manuel Azevedo, António Araújo, Nuno Caiado, José Maria Amador, Beatriz Empis, Rita Matias, Filipe de Portugal, Michael Hagedorn, Eurico de Barros, José Albuquerque Fonseca, Jorge Pinto, Maria Ramalho, Pedro Formozinho Sanchez

​Ascensor da Glória (MN) – perante a tragédia de há 1 ano exacto, a CML, o PC-IP e a Carris não podem responder àquela apagando a memória / Carta aos presidentes da CML, PC-IP e Carris (03.09.2026) 1017 1024 Fórum Cidadania Lx

​Ascensor da Glória (MN) – perante a tragédia de há 1 ano exacto, a CML, o PC-IP e a Carris não podem responder àquela apagando a memória / Carta aos presidentes da CML, PC-IP e Carris (03.09.2026)

Ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Eng.º Carlos Moedas

Ao Senhor Presidente do Património Cultural, I.P., Dr. João Soalheiro

Ao Senhor Presidente da CARRIS, Dr. Rui Lopo

 

C.C. AML , atelier Bak Gordon e Media

A pretensão anunciada pela CARRIS, aparentemente em sintonia com a Câmara Municipal de Lisboa, de responder à tragédia de setembro de 2025 através da substituição do histórico Ascensor da Glória por um modelo de linguagem e design contemporâneos constitui, a nosso ver, uma decisão precipitada, culturalmente inaceitável e que não está devidamente fundamentada. Quem exerce funções públicas tem o dever de garantir a segurança dos cidadãos, mas também de salvaguardar o património que recebeu das gerações anteriores. Não pode, por isso, aproveitar-se uma tragédia para substituir um Monumento Nacional pela solução aparentemente mais rápida, fácil ou barata.

Ao contrário da narrativa que tem vindo a ser transmitida pela CARRIS e pela CML, os elementos conhecidos até ao momento não apontam para uma inevitável “obsolescência do material circulante”. O Relatório Preliminar tornado público identifica falhas nos componentes de sustentação, nos sistemas de segurança e nos procedimentos de fiscalização. Segundo informação entretanto divulgada, “o cabo de união das duas cabinas do elevador da Glória que cedeu, não respeitava especificações nem estava certificado para transporte de pessoas”. A confirmar-se pelo Relatório Final, estaremos perante uma falha grave de manutenção, fiscalização e gestão da segurança e não perante uma consequência inevitável da antiguidade, do peso ou da configuração histórica das cabinas. Não é, portanto, aceitável transformar uma eventual falha técnica e operacional num argumento para eliminar a identidade histórica do equipamento.

O Ascensor da Glória é classificado como Monumento Nacional enquanto conjunto integrado. A sua proteção não se limita ao traçado ou à infraestrutura: abrange o sistema e a autenticidade material dos seus elementos, incluindo as cabinas que lhe conferem a sua identidade histórica. A sua substituição por veículos de design contemporâneo não constitui uma simples modernização. Representa uma alteração radical da imagem, materialidade e autenticidade de um bem patrimonial que pertence à cidade.

Por isso, perguntamos: Quem conferiu à CARRIS ou à CML o mandato para alterar radicalmente um Monumento Nacional que faz parte da memória coletiva de Lisboa?

E, sobretudo: O Património Cultural, I.P. deu parecer favorável a uma intervenção que implica a perda da autenticidade das cabinas históricas?

O Fórum Cidadania Lx rejeita categoricamente a ideia de que a segurança dos passageiros exija o abandono da traça histórica. A engenharia contemporânea permite reforçar chassis e estruturas, instalar sistemas de travagem, sensores e monitorização permanente, sem destruir a identidade dos veículos. Essa é, precisamente, a finalidade da engenharia de reabilitação patrimonial: integrar tecnologia contemporânea numa estrutura histórica sem sacrificar a sua autenticidade. Exemplos de cidades como Bérgamo, Budapeste ou Zurique (por sinal, na Suíça, que inventou o sistema dos funiculares e onde se encontram em funcionamento alguns dos funiculares mais antigos do mundo, desde logo o mais antigo da Europa, o funicular de Giessbach, que foi restaurado e mantém as suas características originais, sendo usado todos os dias por milhares de pessoas e que nunca teve acidentes) demonstram que é possível conciliar infraestruturas históricas com os atuais padrões de segurança. Antes de afirmar que a substituição é inevitável e que os nossos funiculares, MN, são obsoletos, a CARRIS deve demonstrar, através de estudos técnicos independentes, que a preservação das cabinas e dos chassis históricos é efetivamente impossível.

Realçamos, aliás, o facto de em mais de 100 anos de funcionamento dos funiculares de Lisboa nunca ter havido um acidente mortal desta natureza!

É igualmente inaceitável que a CARRIS e a CML tenham pré-anunciado uma solução definitiva para o Ascensor da Glória, antes de serem conhecidas as conclusões finais sobre o acidente. É indispensável esclarecer as causas da tragédia, as falhas de manutenção e fiscalização, as responsabilidades técnicas e, sobretudo, quais as soluções estudadas para preservar o material histórico garantindo simultaneamente os mais elevados padrões de segurança. Não se pode partir da decisão de substituir para depois procurar uma justificação técnica.

Nestes termos, o Fórum Cidadania Lx exige:

– A reconstituição e o restauro escrupuloso da traça, volumetria, materiais e identidade visual da carruagem histórica acidentada, incorporando no seu chassis e estrutura os sistemas de segurança e redundância necessários;

– A suspensão de qualquer decisão de substituição ou descaracterização das cabinas históricas até à divulgação do Relatório Final sobre o acidente;

– A realização e divulgação de estudos técnicos independentes que avaliem soluções de reabilitação e modernização que preservem integralmente as cabinas e os chassis históricos;

– O indeferimento pelo Património Cultural, I.P. de qualquer solução que comprometa a autenticidade e integridade do Monumento Nacional, enquanto não for demonstrada a absoluta impossibilidade de conciliar património e segurança;

– Total transparência da CARRIS e da CML quanto às causas do acidente, procedimentos de manutenção e fiscalização, responsabilidades apuradas e fundamentos técnicos da solução que pretendem adotar.

Os ascensores históricos de Lisboa não são apenas meios de transporte. São parte da memória coletiva, da paisagem e da identidade da cidade, amados pelos lisboetas e admirados por quem nos visita. A segurança dos passageiros é inegociável, a preservação do património também. Lisboa não tem de escolher entre ambas. É obrigação dos seus responsáveis encontrar uma solução que permita modernizar e tornar absolutamente seguros os seus ascensores sem destruir aquilo que os torna únicos.

Informamos ainda a CARRIS, a Câmara Municipal de Lisboa e o Património Cultural, I.P. de que o Fórum Cidadania Lx não assistirá passivamente à descaracterização deste Monumento Nacional, na medida das suas atribuições estatutárias, caso persista a intenção de avançar com uma solução que comprometa a sua autenticidade e integridade patrimonial.

Modernizar, sim.

Reforçar a segurança, sempre.

Destruir a autenticidade histórica, não.

Com os melhores cumprimentos

 

Paulo Ferrero, Filipe Teixeira, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, António Passos Leite, Luís Serpa, Rui Martins, Luis Mascarenhas Gaivão, Diogo Baptista, Fátima Castanheira, Gonçalo Cornélio da Silva, Nuno Caiado, João Batista, António Barreto, Paula Cristina Peralta, Helena Espvall, Beatriz Empis, António Araújo, Jorge Pinto, Susana Morais, José Manuel Azevedo, Gustavo Cunha, Miguel Atanásio Carvalho

Alcatroamento da Av. Ribeira das Naus – protesto à CML (18.08.2026) 1024 691 Fórum Cidadania Lx

Alcatroamento da Av. Ribeira das Naus – protesto à CML (18.08.2026)

Exmo. Sr. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

C.C. AML, PROAP e media

Tomámos conhecimento que a CML se encontra a repavimentar com betuminoso, vulgo alcatroamento, a Avenida Ribeira das Naus (https://informacao.lisboa.pt/noticias/detalhe/avenida-ribeira-das-naus-renovada-na-frente-ribeirinha), arrancando o pavimento em paralelepípedo ali existente desde 2014, no âmbito do mega-projecto de requalificação paisagística implementado pela CML e que conseguiu reabilitar e devolver à população aquela zona da cidade até então degradadíssima e indigna de uma capital europeia.

Não podemos deixar de manifestar o nosso repúdio por o alcatroamento em curso, que consideramos uma obra não só retrógrada em termos ambientais como mais um contributo da CML para a destruição de um projecto de arquitectura que, embora polémico, conseguiu mudar radicalmente para melhor uma zona até então maltratada e que vedava a todos o acesso e fruição da margem do rio.

A substituição de um piso poroso por um impermeável não se justifica no tempo presente, mesmo que todos reconheçamos que o piso existente se encontra permanentemente em mau estado, o que é devido essencialmente à ausência de manutenção do mesmo e ao trânsito de pesados.

Eventualmente, este alcatroamento não só incentivará o aumento de velocidade dos veículos automóveis que por ali circulam como até poderá implicar uma questão de Direitos de Autor!

Recordamos que a Avenida Ribeira das Naus é hoje, passados 12 anos sobre a sua remodelação e ao contrário do idealizado na altura, uma artéria fortemente congestionada de trânsito automóvel, muito dele pesado, e um espaço atulhado de monos, ditos de arte urbana, e de bancas de venda ambulante.

Depois da transformação do lago em águas estagnadas, do alcatroamento do ripado de madeira do passadiço junto ao torreão poente do Terreiro do Paço e da adiada instalação sine dia da fragata D. Fernando II e Glória na doca seca ali existente, perguntamos a V. Exa. o que mais resta do projecto de 2009-2014 de regeneração urbana e do espaço público e de abrandamento do trânsito?

Com os melhores cumprimentos 

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Filipe Teixeira, Nuno Caiado, Inês Beleza Barreiros, Filipe de Portugal, Fernando Jorge, José Albuquerque Fonseca, Jorge Pinto, Beatriz Empis, Ivo Pires, António Araújo

 

Foto in CML

Propostas de melhoria dos novos painéis electrónicos (em teste) do Metropolitano de Lisboa (09.06.2026) 1010 1024 Fórum Cidadania Lx

Propostas de melhoria dos novos painéis electrónicos (em teste) do Metropolitano de Lisboa (09.06.2026)

À Administração do Metropolitano de Lisboa

Exma. Senhora Presidente do Conselho de Administração

Engª Cristina Vaz Tomé

Exmos.Senhores,

Queremos, desde já, manifestar o nosso contentamento à Administração do Metropolitano de Lisboa pelos novos painéis electrónicos de informação que pretende instalar nas estações da rede de Metro e que se encontram em fase experimental, designadamente na estação de Sete-Rios, de que anexamos uma fotografia.

Trata-se de uma medida muito bem-vinda, face aos painéis que existem, pouco consentâneos com uma capital europeia.

Contudo, pelo que nos é dado a ver no painel fotografado, na sua configuração actual, os painéis mostrarão apenas o destino, os minutos de espera e a hora, o que, a nosso ver, é pouco.

Assim, estando o sistema em fase de testes, cremos haver uma oportunidade única de lhe incorporar, antes da implementação definitiva, algumas informações adicionais que, a nosso ver, melhorarão significativamente a qualidade da informação prestada aos passageiros, e que os sistemas congéneres europeus já disponibilizam há anos.

Eis algumas propostas concretas de melhoria ao sistema em testes:

1.Identificação da linha

Sugerimos a inclusão de cor e nome da linha de forma destacada. Em estações de cruzamento — Alameda, Marquês de Pombal, Rato, São Sebastião — a ausência desta informação obriga o passageiro a inferir o serviço apenas pelo destino, o que é insuficiente e pode induzi-lo em erro. O metro de Paris (RATP) e o de Londres (TfL), por exemplo, desde há décadas que identificam em todos os painéis da plataforma a linha com cor de fundo correspondente.

2.Cor de fundo dos painéis

O tom de azul nos painéis actualmente em teste parece-nos excessivamente vibrante e pode tornar-se visualmente cansativo o que não acontecerá com um tom mais sóbrio e neutro, preferencialmente o azul-escuro já presente no Manual de Normas Gráficas da empresa.

3.Tempos de espera ao segundo

A informação apresentada apenas ao minuto reduz a percepção da precisão do sistema e gera situações em que o passageiro vê repetidamente o mesmo tempo de espera durante quase um minuto completo. A indicação ao segundo permitiria uma informação mais exacta e transparente, especialmente quando a chegada do próximo comboio é iminente, transmitindo uma maior sensação de fiabilidade e aproveitando plenamente as capacidades dos atuais sistemas de informação ao público.

4. Distinção entre tempo programado e tempo real

O painel deveria indicar explicitamente quando um serviço está atrasado e em quantos minutos, com diferenciação visual clara. Atualmente, o passageiro não consegue saber se os minutos apresentados já refletem um atraso re-calculado. A Transport for London usa cor âmbar e a palavra “delayed” em todos os casos de desvio ao horário. A Deutsche Bahn indica o atraso a vermelho com o número de minutos entre parêntesis. Esta informação extra, além de promover a transparência no serviço prestado, é decisiva para que o utilizador possa optar por uma alternativa de percurso em tempo útil.

5. Eliminação da indicação da terceira circulação seguinte

Manter-se-ia apenas a indicação quanto à próxima circulação e à imediatamente posterior. Na prática, a esmagadora maioria dos passageiros consulta o painel apenas para saber quando chega o próximo comboio e, em alguns casos, o seguinte. A informação relativa a uma terceira circulação tem utilidade muito reduzida para a maioria dos utilizadores, ocupando espaço que poderia ser utilizado para aumentar o tamanho dos caracteres, melhorar a legibilidade geral do painel ou destacar informações operacionais mais relevantes. A simplificação da informação apresentada contribuiria para uma leitura mais rápida e intuitiva.

6. Indicação de supressões

Quando uma composição é suprimida, o painel deveria comunicar esse facto dando-lhe destaque visual distinto e indicando o tempo de chegada da próxima composição. A ausência desta informação é uma das principais causas de frustração dos passageiros e de convencimento dos mesmos que há uma falha de fiabilidade do sistema.

7. Lotação estimada

Os Caminhos de Ferro Federais Suíços (SBB) e a Deutsche Bahn disponibilizam indicação do nível de ocupação esperado por carruagem, permitindo uma distribuição mais equilibrada dos passageiros na plataforma e reduzindo o tempo de embarque. O Metropolitano de Lisboa dispõe de dados de ocupação, que poderiam alimentar esta funcionalidade sem necessidade de um novo hardware.

8. Paragens intermédias

A exibição das principais paragens em rotação permite ao passageiro confirmar o serviço correcto, particularmente em situações de variantes de percurso ou em contexto de perturbação de rede. Esta prática é corrente nos sistemas ferroviários holandês (NS) e alemão (DB).

9. Sinalização da última viagem

Cremos que o último serviço da noite deveria surgir com destaque visual específico nos painéis. Esta funcionalidade, presente em vários sistemas europeus, evita que o passageiro perca a última composição por falta de aviso atempado. Todas estas melhorias assentam em dados que o Metropolitano de Lisboa já possui. Não se trata de nova tecnologia, mas tão só de disponibilizar ao passageiro mais informação, que já existe nos sistemas internos do operador.

Juntamos exemplos de possíveis aplicações práticas do que poderão ser os novos painéis com as informações extra por nós referidas (ver documento paineis_metro_lisboa_alternativas.html, e https://inquisitive-frangollo-899744.netlify.app)

Deixamos estas sugestões ao Metropolitano de Lisboa, na expectativa de que as mesmas sejam consideradas por V. Exas. antes da implementação definitiva do novo sistema de painéis electrónicos de informação.

Com os melhores cumprimentos

 

Paulo Ferrero, Rui Martins, Luís Serpa, Fernando Jorge, Nuno Caiado, Eurico de Barros, Susana Morais, Fátima Castanheira, Jorge Pinto, Diogo Baptista, José Albuquerque Fonseca, Bernardo Ferreira de Carvalho

Propostas contra o agravamento dos riscos reiterado incumprimento do código da estrada por trotinetas, etc. (05.06.2026) 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

Propostas contra o agravamento dos riscos reiterado incumprimento do código da estrada por trotinetas, etc. (05.06.2026)

Exmos. Senhores
Presidente da CM Lisboa
Senhor Ministro da Administração Interna
Presidente da AM Lisboa
Comandante do COMETLIS PSP
Comandante da PM Lisboa

com conhecimento à comunicação social

Os abaixo assinados vêm demonstrar a sua preocupação pela situação existente em Lisboa decorrente de um reiterado incumprimento do código da estrada por parte de trotinetas, bicicletas e motociclos na cidade de Lisboa. A situação tornou-se grave dada a sua prevalência elevada e a absoluta impunidade, com riscos pessoais para os cidadãos e para a imagem e reputação da cidade.

Bem sabemos que a cidade de Lisboa é historicamente mal regulada e pior fiscalizada. No caso do trânsito a fiscalização oscila entre o simbólico ou inexistente; é assim com o estacionamento de veículos de todos os tipos em cima dos passeios, com o estacionamento em segunda fila, com os excessos de velocidade, com a sinistralidade em pontos bem conhecidos, com as zonas interditas a tuk-tuks, e por aí fora.

O QUE VEMOS E QUE QUEREMOS QUE SEJA ALTERADO SOBRE AS TROTINETAS das empresas de aluguer, e BICICLETAS (estas, predominante, mas longe de exclusivamente, das empresas/plataformas de distribuição)

1.Hoje, é completamente vulgar ver trotinetas e bicicletas a circular nos passeios (na Avenida da Liberdade há até circuitos organizados para turistas que usam os passeios)

2.Hoje, é extremamente raro ver uma trotineta ou uma bicicleta cumprir a sinalização de trânsito; é completamente vulgar vê-las em contra-mão, em sentido proibido, nas passagens de peões, em velocidade excessiva face às circunstâncias do tráfego, contornando as regras conforme é mais conveniente a cada momento: ora se equiparam a peões, ora a veículos estradais, com condutores jovens ou muito jovens, por vezes sem idade para um correcto discernimento dos riscos inerentes à sua conduta

3.Hoje, é completamente vulgar ver trotinetas a circular com dois utilizadores, inclusive adultos, muitas vezes turistas

4.Hoje, é completamente vulgar ver motociclos a circular nas ruas ziguezagueando por entre o tráfego num frenesim para ultrapassar irregularmente os outros utilizadores das ruas; no caso dos motociclos de menor cilindrada, é frequente ver ainda o incumprimento de paragem em semáforos ou circulação em sentido proibido

5.Quanto ao estacionamento, hoje, ainda que o problema esteja minorado, continua a ser vulgar encontrar trotinetas despejadas ad hoc em cima dos passeios; e passou a ser comum encontrar grandes aglomerações de motociclos estacionados abusivamente em cima dos passeios em desrespeito pelas normas e pelos direitos dos peões

6.Perante o relatado, vemos a inexistência de uma estratégica ou qualquer reacção organizada das autarquias e das polícias,pondo risco em primeiro lugar os peões, depois os demais utilizadores do espaço público, e os próprios condutores das trotinetas, bicicletas e motociclos, e a qualidade de vida geral da cidade.

O QUE PROPOMOS

Propomos que

1.A CML ganhe consciência dos problemas, que os assuma, e que encare a sério a mobilidade ligeira, não a deixando ser confundida com uma utilização desregrada e caótica do espaço público de trotinetas e bicicletas

2.A CML pondere o fim da exploração comercial de trotinetas na cidade, focando-se nas bicicletas, dando uma moratória às empresas do sector para encerrarem a actividade num prazo não superior a 12 meses

3.A CML, através dos serviços da Polícia Municipal e de protecção civil, desenvolva uma grande campanha de sensibilização dirigida ao grande público para o bom uso das trotinetas e das bicicletas, nomeada mas não exclusivamente a interdição dos passeios àqueles veículos

4.No início do ano lectivo de 2026/27, e se possível com refresha meio do ano, a CML, através do serviço de protecção civil e outros, desenvolva uma campanha intensa de sensibilização junto das escolas secundárias com vista à elucidação das regras aplicáveis ao uso e estacionamento de trotinetas, a par de alertas nos seus sites, facebook e instagram, e MUPIs junto de escolas secundárias e hotéis

5.Que, em articulação com o Ministério da Administração Interna, sejam dadas instruções claras à Polícia Municipal e à Polícia de Segurança Pública para que sejam sistematicamente pró-activas na reacção às violações do direito

6.A CML se articule com os operadores privados de bicicletas e trotinetas exigindo-lhes o cumprimento de todas as regras preventivas dos abusos verificados, incluindo avisos explícitos na publicidade e nas aplicações

7.A CML deve redesenhar os acessos às aglomerações de motociclos em cima dos passeios de modo a evitar fisicamente esses acessos.

Apelamos a Vossas Excelências para terem em atenção este assunto e resolvam com a máxima urgência, antes que os seus efeitos venham a assumir proporções tais que a situação se torne irresolúvel.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Rui Pedro Barbosa, Paulo Trancoso, Jorge Pinto, Fernando Jorge

Tudo na mesma quanto aos tuk tuk – pedido de esclarecimentos à CML (21.04.2026) 1024 757 Fórum Cidadania Lx

Tudo na mesma quanto aos tuk tuk – pedido de esclarecimentos à CML (21.04.2026)

Exmo. Sr. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

Exmo. Sr. Vereador da Mobilidade

Dr. Gonçalo Reis

C.C. AML, JF e media

Faz agora um ano que a CML anunciou a publicação de um despacho do Senhor Presidente, com entrada em vigor a 1 de Abril de 2025, proibindo a circulação de tuk tuk em 337 arruamentos de Lisboa (https://www.publico.pt/2025/02/11/local/noticia/lisboa-vai-banir-circulacao-tuktuk-parte-centro-historico-2122037).

Na altura foi também anunciado que a CML colocaria em consulta pública um novo regulamento sobre este assunto, com o objectivo claro de banir a circulação de tuk tuk em grande parte do centro histórico.

Foi com agrado que recebemos os anúncios feitos pela CML mas constatamos que, um ano depois, tudo está na mesma, senão pior: os tuk tuk não só continuam a circular, a estacionar e a recolher e a largar passageiros a seu bel-prazer, como a CML nunca chegou a colocar em discussão pública o anunciado regulamento.

O caos é diário e cada vez mais insuportável em locais como a Nossa Senhora do Monte, Campo de Santa Clara, Portas do Sol (fotografias 1a e 1b),  Largo de São Vicente de Fora (foto 2), Santa Luzia (fotos 3a e 3b), Chafariz de Dentro, Sé, Chiado, Cais das Colunas ou Largo Dom Luís I, onde a fiscalização é inócua, quando não caricata, uma vez que a Polícia Municipal não tem nem meios nem autoridade para se impor aos prevaricadores.

E não se percebe se continua a haver fiscalização da EMEL, ou se só houve aquando das eleições autárquicas.

A esta situação acrescem duas irregularidades que, na prática, ninguém fiscaliza.:

A primeira diz respeito ao uso generalizado de sistemas de amplificação sonora — microfone e coluna — a bordo ou junto dos veículos, em pleno espaço público. O Regulamento Geral do Ruído (DL n.º 9/2007) e o RMUEL subordinam a emissão de som amplificado em espaço público a autorização municipal expressa. Na ausência dessa autorização, a prática é tecnicamente ilegal.

A segunda irregularidade respeita à função de guia turístico que muitos motoristas de tuk tuk exercem de facto, fazendo comentários turísticos ao longo dos percursos. O exercício de guia turístico em Portugal está regulado pelo DL n.º 186/2015, que exige habilitação própria e cartão profissional emitido pelo Turismo de Portugal. Um motorista que preste esse serviço sem tal habilitação incorre numa irregularidade autónoma, que se soma às demais.

Continuamos sem compreender este estado de coisas e solicitamos a V. Exas. que nos esclareçam quanto ao regulamento que tarda em vir a público.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Alexandra Maia Mendonça, Fernando Jorge, Diogo Baptista, Rui Martins, José Maria Amador, Filipe de Portugal, António Araújo, Eurico de Barros, Fátima Castanheira, Helena Espvall, José Albuquerque Fonseca, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Cláudia Ramos, Fátima Castanheira

Inauguração do parque de estacionamento Condes de Carnide – aplauso e duas perguntas à CML (17.04.2026) 1024 710 Fórum Cidadania Lx

Inauguração do parque de estacionamento Condes de Carnide – aplauso e duas perguntas à CML (17.04.2026)

Exmo. Sr. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

Exmo. Sr. Vereador da Mobilidade

Dr. Gonçalo Reis

C.C.AML

Serve o presente para congratularmos a CML pela inauguração do parque de estacionamento automóvel dos Condes de Carnide (https://informacao.lisboa.pt/noticias/detalhe/parque-de-estacionamento-dissuasor-abre-em-carnide-com-387-lugares), pelo que ela representa em termos de aposta na disponibilização de parques de estacionamento dissuasores de mais trânsito automóvel no centro da cidade e, de certa maneira, servindo de interface gratuito para quem utiliza o Metropolitano de Lisboa, a Carris e a rede GIRA.

Contudo, continua por fazer uma rede de parques de estacionamento verdadeiramente periféricos e dissuasores, em pontos focais, já por demais estudados e verificados, nos limites do concelho de Lisboa, onde seja possível a quem vive na periferia deixar o seu automóvel junto às estações de comboio. Este é um assunto que tarda em ser resolvido e não se compreende a inacção e desarticulação dos municípios envolvidos.

Assunto tabu continua a ser a não discussão séria sobre a eventual introdução de portagens à entrada de Lisboa. Não se compreende o porquê.

Relativamente ao recém-inaugurado Parque Condes de Carnide, apenas duas perguntas a V. Exas.:

-Trata-se de um parque provisório, na medida em que se situa em terreno expectante para construção de edifícios?

-Não sendo provisório, como se explica a não plantação massiva de árvores, como forma não só de tornar agradável o espaço e de proteger os automóveis, mas também como combate às “ilhas de calor”, um tema tão do agrado, e bem, da CML?

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Luís Serpa, Helena Espvall, Filipe de Portugal, José Manuel Azevedo, Rui Martins, António Araújo, Fátima Castanheira, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Jorge Pinto

Foto in Site da CML

 

Aplauso às restrições anunciadas sobre a circulação de TVDE, mas é preciso muito mais (27.03.2026) 1024 683 Fórum Cidadania Lx

Aplauso às restrições anunciadas sobre a circulação de TVDE, mas é preciso muito mais (27.03.2026)

Exmo. Sr. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas,

Exmo. Sr. Vice-Presidente da CML

Dr. Gonçalo Reis

C.C. AML e media

Serve o presente para manifestarmos a V. Exas. o nosso regozijo pela notícia que dá conta que a CML assinou um acordo com a Uber e a Bolt com vista à reorganização da circulação de TVDE na cidade (https://informacao.lisboa.pt/noticias/detalhe/plataformas-tvde-com-regras-reforcadas-em-lisboa).

Aplaudimos a criação de zonas onde seja proibido iniciar ou terminar viagens (“zonas vermelhas”), designadamente na Avenida da Liberdade, Avenida da República, Rua de São Pedro de Alcântara, Rua do Ouro e Rua de Belém, aplaudimos igualmente a criação de locais de paragem dedicados (“zonas azuis”), junto aos Jerónimos, Campo das Cebolas e Praça do Império, e a meta obrigatória de descarbonização da frota TVDE até 2030, por via da transição progressiva para veículos eléctricos.

Esperamos que as “zonas azuis” de estacionamento referidas não impliquem a presença massiva de TVDE nas praças referidas, poluindo visualmente as mesmas e o património histórico respectivo.

Chamamos a atenção de V. Exas. para o facto de a Uber já disponibilizar, na sua aplicação, pontos de recolha sugeridos em diversas zonas da cidade — uma funcionalidade que, não sendo de natureza obrigatória, resulta frequentemente ignorada por motoristas e utilizadores, com as consequências em termos de paragens indevidas e perturbação do trânsito que são do conhecimento de todos.

E chamamos ainda a atenção para o seguinte: há TVDE a circularem permanentemente, à espera de receberem uma chamada, o que nos parece um absurdo uma vez que, ao contrário dos táxis, os TVDE são sempre chamados pela aplicação, pelo que não precisam de congestionar a cidade, ainda mais do que ela já é.

Por outro lado, e partindo do princípio de que continua a não existir vontade política para se avançar com a introdução de portagens urbanas, nem de reduzir a capacidade viária, optando-se por políticas de estacionamento como forma de se restringir a circulação automóvel em Lisboa, o que não se aplica aos TVDE, sugere-se a introdução de uma bandeirada ou taxa à sua circulação, como forma de diminuir o número total de viagens em TVDE.

Esperamos, pois, que o presente acordo introduza um mecanismo vinculativo e passível de fiscalização efetiva, que vá além da mera sugestão e que estabeleça, com carácter impositivo, os locais onde as operações de recolha e largada de passageiros devem ocorrer.

E fazemos votos para que, paralelamente à preocupação em melhorar a fluidez de trânsito nas artérias objecto do referido acordo, a CML avance da mesma maneira no combate à poluição do ar e sonora que se faz sentir, cada vez mais, nos arruamentos estreitos, sinuosos e densamente habitados e/ou visitados de bairros históricos como Alfama (ex. Portas do Sol), Graça (ex. Nossa Senhora do Monte) e Mouraria (ex. Olarias, Rua do Terreirinho e Calçada da Mouraria), onde há muito já devia ter sido liminarmente proibida a circulação de TVDE.

Aproveitamos o ensejo para pedir a Exas. sobre a data em que o Regulamento dos Tuk-Tuk será finalmente colocado em discussão pública

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Ana Alves de Sousa, Fátima Castanheira, Gustavo da Cunha, Rui Martins, Jozhe Fonseca, Fernando Jorge

Foto: CML