Espaço público

Ocupação permanente das praças históricas de Lisboa com barracas, publicidade e ruído – protesto a CML, JF, ATL e ADBP (25.06.2026) 1024 758 Fórum Cidadania Lx

Ocupação permanente das praças históricas de Lisboa com barracas, publicidade e ruído – protesto a CML, JF, ATL e ADBP (25.06.2026)

Exmo. Senhor Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

Exma. Sra. Presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia

Dra. Carla Almeida

Exma. Sra. Presidente da Junta de Freguesia de Santo António

Dra. Filipa Veiga

Exma. Sra. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior

Dra. Maria João Correia

Exmo. Sr. Director-Geral da Associação de Turismo de Lisboa

Dr. António Valle

Exmo. Sr. Presidente da Agência de Dinamização da Baixa Pombalina

Dr. Manuel Lopes

 

C.C. AML, PC-IP e media

Como é do conhecimento público, a maioria das praças históricas e emblemáticas de Lisboa são ocupadas de forma praticamente ininterrupta por arraiais e mercados os mais variados, que se fazem acompanhar por dispositivos publicitários de grandes dimensões, inclusive em desrespeito, grande parte deles, pela identidade patrimonial do lugar.

O que começou por ser apanágio dos festejos do Santo António, rapidamente alastrou a todo o Verão, ao Natal, à Primavera e por aí fora. Assim, hoje, é praticamente permanente a presença de barracas e tendas, palcos e estruturas publicitárias, etc., em locais como as praças da Alegria, Camões, Figueira e D. Luís I, Rossio, Largo da Graça, Alameda, Miradouro de São Pedro de Alcântara e até a própria Avenida da Liberdade é hoje uma “festa” permanente.

Estes eventos são licenciados e, quiçá, incentivados pelas instituições a que V. Exas. presidem, com o argumento do alegado retorno económico-financeiro para a cidade que resulta do aluguer e ocupação massiva do espaço público (CML e agências), e o da angariação de receitas extraordinárias para tarefas básicas do dia-a-dia das autarquias (JF).

Não conseguimos entender em que é que a cidade ganha com este tipo de ocupação do espaço público que, em vez de contribuir para que Lisboa seja um destino turístico de qualidade, e não destino turístico do álcool, elevando a autoestima da própria cidade e de quem nela mora e trabalha, e se aposte em algo que apenas rebaixa a cidade, potenciando o desgaste dos locais, saturação das infraestruturas, poluição, a mais variada, e até actos de vandalismo.

Neste sentido, lançámos uma sondagem nas nossas redes sociais, selecionando quatro locais que consideramos os mais sacrificados por esta prática – Praça da Figueira, Rossio, miradouro de São Pedro de Alcântara e Praça da Alegria -, perguntando às pessoas qual é o mais abusado de todos: https://www.facebook.com/share/p/186RMdG2F4/.

Apelamos a V. Exas. para que libertem todos estes espaços desta ocupação abusiva e contraproducente, e os disponibilizem para todos, respeitando todas estas praças, miradouros e jardins enquanto lugares de silêncio e fruição individual, não impondo usos e ocupações que desrespeitam a identidade patrimonial do lugar.

Fazemos votos para que tal aconteça.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Pedro Jordão, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Atanásio Carvalho, Paula Cristina Peralta, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Rui Martins, Beatriz Empis, Maria Ramalho, Filipe de Portugal, Jorge Pinto, Ivo Pires, Fátima Castanheira, Manuela Correia, José Albuquerque Fonseca, António Araújo, Helena Espvall

Estrutura metálica do urinol século XIX no Chão da Feira (Castelo) foi removida – pedido de esclarecimentos à CML e JF (17.06.2026) 1015 1024 Fórum Cidadania Lx

Estrutura metálica do urinol século XIX no Chão da Feira (Castelo) foi removida – pedido de esclarecimentos à CML e JF (17.06.2026)

Exmo. Senhor Presidente da Câmara de Lisboa

Eng. Carlos Moedas

Exma. Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior
Dra. Maria João Correia

C.C. AML e media

Como será do conhecimento de V. Exas. o antigo urinol de encosto da Rua do Chão da Feira, ao Castelo, é um dos três últimos urinóis históricos de Lisboa, exemplares únicos do mobiliário urbano de finais do Século XIX.

Constatamos que a estrutura metálica do urinol e a placa sinalética que existia na parede foram removidas.

Solicitamos a V. Exas. que nos informem se toda a estrutura foi retirada para restauro, uma vez que o urinol propriamente dito se encontra no local.

Juntamos quatro fotografias, duas delas de 2025, da autoria de ©vleandro e ©Shutterstock, in “Lisboa Secreta”.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Martins, António Araújo, Jorge Pinto, Pedro Henrique Aparício, Nuno Caiado, Beatriz Empis, Filipe de Portugal, Susana Morais, João Batista

 

©Shutterstock

©vleandro

Resposta do Gab, Vereadora do Espaço Público (08.07.2026):

«Exmos. Senhores,

Acusamos a receção da missiva dirigida ao Município de Lisboa, a qual mereceu a nossa melhor atenção.

Na sequência da análise da situação exposta, cumpre-nos informar que o antigo urinol da Rua do Chão da Feira, um dos três últimos urinóis históricos de Lisboa datados do final do século XIX, era utilizado regularmente pelos visitantes, em particular durante os períodos de maior afluência e de temperaturas mais elevadas. A utilização deste equipamento como mictório ao ar livre originava uma situação de manifesta insalubridade, acompanhada de odores intensos e desagradáveis, incompatível com as condições de salubridade e dignidade que se pretendem assegurar no espaço público.

Neste contexto, foi decidido proceder à remoção da sinalética e da estrutura metálica de resguardo, com o objetivo de mitigar e eliminar a utilização indevida do equipamento. Importa referir que o urinol se encontra encastrado na parede, pelo que a sua remoção não se afigura viável. Desde a intervenção realizada, as deslocações efetuadas ao local permitiram verificar que o espaço se tem mantido limpo e sem os maus odores anteriormente registados.

Não obstante, atendendo ao valor histórico deste equipamento, datado do final do século XIX, o Departamento de Projetos do Município terá em consideração a sua recuperação no âmbito do estudo de requalificação do arruamento de acesso ao Castelo, procurando conciliar a preservação deste elemento patrimonial com a valorização e qualificação do espaço público.

Por último, agradecemos a preocupação demonstrada com a preservação do património da cidade de Lisboa, e permanecemos ao dispor para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais.

Com os melhores cumprimentos,

Cláudia Boieiro

Adjunta da Vereadora Joana Baptista»

Resposta ao e-mail da Senhora Vereadora (27.07.2026):

Exma. Sra. Vereadora do Espaço Público

Dra. Joana Baptista

C.C. PCML, AML, JF e PC-IP

Na sequência da resposta de V. Exa. do passado dia 8 à nossa exposição ao Sr. Presidente da CML e à Junta de Freguesia, de 17 de Junho (https://cidadanialx.org/portfolio/estrutura-metalica-do-urinol-seculo-xix-no-chao-da-feira-castelo-foi-removida-pedido-de-esclarecimentos-a-cml-e-jf-17-06-2026/), que agradecemos, permita-nos que manifestemos o nosso lamento pelo facto de a CML não entender que estamos em presença de Património e não de mero mobiliário urbano indiferenciado e, portanto, removível.

É lamentável que os técnicos da edilidade não entendam a importância destes móveis da rua, enquanto documentos da história urbana, referência física, mental, sociológica, artística, etc.

A sua (eventual) recolha para restauro é louvável.

No entanto, a sua reinstalação no mesmo local é igualmente fundamental, porque há um lugar de “pertença” que a peça foi ganhando ao longo do tempo, por quem a viu ou a utilizou.

Lembramos, ainda, que se existe uma situação de “manifesta insalubridade, acompanhada de odores intensos e desagradáveis, incompatível com as condições de salubridade e dignidade que se pretendem assegurar no espaço público”, a limpeza do espaço público cabe exclusivamente à CML e às Juntas de Freguesia no âmbito da Reforma Administrativa (https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/57-2019-122195230 e https://www.am-lisboa.pt/documentos/1519145956U0dPL7ze1Vt14SD9.pdf).

Mais importante, pelo seu carácter histórico centenário, não aceitamos que a CML e a JF se demitam da boa manutenção deste equipamento único na cidade, pelo que a sua eventual ida para outro local da cidade ou a sua musealização, não nos parece a melhor opção, pelas razões apontadas.

A solução do “mau cheiro” resolve-se, tal como desde Oitocentos, com um bom saneamento: escoamento e água corrente, acrescido de alguma manutenção periódica, como acontece, por exemplo, com as estruturas deste tipo que existem na cidade de Bruxelas e que são regularmente limpas e mantidas.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos«

 

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Fátima Castanheira, Rui Martins, Ivo Pires, António Araújo, Beatriz Empis

Protesto contra dispositivos publicitários da CGD em Alfama (19.05.2026) 499 339 Fórum Cidadania Lx

Protesto contra dispositivos publicitários da CGD em Alfama (19.05.2026)

À CGD

C.C. PCML, AML, PC-IP e media

Exmos. Senhores

Como é do conhecimento de V. Exas., os ambientes urbanos históricos das nossas cidades, como são os casos de Alfama, Mouraria, Bairro Alto, Bica e Madragoa, em Lisboa, devem ser respeitados e cuidados e não explorados de forma abusiva para simples benefício de empresas, sejam elas privadas ou públicas.

Lamentamos, por isso, ver o banco do Estado, a Caixa Geral de Depósitos, a instalar no Bairro de Alfama dispositivos de publicidade, em plástico, nas consolas de iluminação pública a propósito de eventos que patrocina.

A poluição visual (e ambiental devido aos plásticos) que a CDG ajuda a causar nos arruamentos e monumentos de Alfama – incluindo igrejas como a de Santo Estêvão classificada Monumento Nacional – é indesculpável tanto mais que a CGD nem se digna remover todos os seus dispositivos de publicidade com o encerramento dos eventos.

Independentemente da permissividade da CML e da tutela da Cultura (actual PC-IP) em permitirem estes dispositivos de publicidade * – facto contra o qual temos protestado vezes sem conta, sem efeito prático-, não podemos deixar de protestar junto de V. Exas. na esperança de que, doravante, a CGD se exima de colocar estes dispositivos publicitários.

As fotos que aqui anexamos estão desde o ano passado a poluir visualmente Alfama.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

 

Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Nuno Caiado, Filipe de Portugal, Luís Serpa, Rui Martins, José Albuquerque Fonseca, Fátima Castanheira, António Araújo, Beatriz Empis, Filipe Teixeira, Jorge Pinto

* [O Decreto-Lei n.º 48/2011, de 1 de abril, cujo Anexo IV estabelece os critérios subsidiários a observar na ocupação do espaço público e na afixação de mensagens publicitárias de natureza comercial, dispõe no seu artigo 2.º, alínea i), que a ocupação do espaço público não pode prejudicar o acesso ou a visibilidade de imóveis classificados ou de locais de culto – condição que os dispositivos instalados violam no contexto de Alfama, onde a Igreja de Santo Estêvão constitui Monumento Nacional classificado desde o Decreto de 16 de junho de 1910. O artigo 3.º, n.º 1, do mesmo Anexo IV proíbe a afixação ou inscrição de mensagens publicitárias em edifícios ou monumentos de interesse histórico, cultural, arquitectónico ou paisagístico, designadamente em imóveis classificados ou em vias de classificação. O artigo 11.º, n.º 2, alínea b), do diploma principal reforça esta protecção ao exigir que a ocupação do espaço público não prejudique o enquadramento de monumentos nacionais ou de edifícios de interesse público. Acresce que o artigo 3.º, n.º 2, alínea a), do Anexo IV estabelece que a afixação de mensagens publicitárias não é permitida sempre que os suportes utilizados, nomeadamente faixas de plástico ou materiais semelhantes, possam afectar a estética dos lugares. A Lei n.º 97/88, de 17 de agosto, reforça este quadro ao proibir expressamente a realização de inscrições ou pinturas murais em monumentos nacionais e em centros históricos declarados como tal ao abrigo da regulamentação urbanística vigente.]

 

 

Painéis e torres publicitárias no espaço público de Lisboa – novo pedido de esclarecimentos à CML (30.04.2026) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

Painéis e torres publicitárias no espaço público de Lisboa – novo pedido de esclarecimentos à CML (30.04.2026)

Exmo. Senhor Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

Exma. Senhora Vereadora do Espaço Público

Eng. Joana Baptista

 

C.C. AML e media

 

Lisboa é, actualmente, V. Exas. decerto concordarão connosco, uma cidade cujo espaço público tem cada vez menos ou nenhuma qualidade.

Tal resulta de opções herdadas de outros executivos mas também do actual executivo, desde logo pela pressa demonstrada por este último em cumprir os contratos com empresas publicitárias que herdou, sem se dar ao trabalho de os examinar à lupa ou corrigir ao menos a localização dos “monstros” publicitários luminosos contratualizados para a cidade.

Mas também com a colocação ad-hoc de papeleiras ditas “inteligentes”, mais os contentores móveis para entulhos os mais variados, e as “maravilhosas” letras amarelas que, carinhosamente, compõem a palavra LISBOA para que os turistas se fotografem, é todo um mundo de sofisticação estética e de cuidado com o espaço que é de todos, não julgávamos ser possível nos “novos tempos”.

Sobre o caso concreto dos painéis e torres publicitárias da aparentemente intocável JC Decaux, perguntamos mais uma vez a V. Exas.:

– Quantos painéis existem por tipologia em Lisboa? A CML não vai renegociar esse número e a sua localização?

– Constatando-se a permanente instalação de novas torres publicitárias, semana sim, semana não, quantas mais torres publicitárias falta “decorar” o cenário de Lisboa?

– Como justifica a CML que as ditas torres sejam colocadas em rotundas, dado o evidente perigo que delas decorre para os automobilistas? Na “rotunda do relógio” há três e em Entrecampos há duas!

A CML em relação a esta matéria, e é com desalento que o afirmamos, sempre se colocou ao lado das empresas, desprezando em absoluto a opinião e veemente oposição de muitos lisboetas, os quais, atónitos, assistem a uma invasão imparável da sua cidade por torres e painéis publicitários.

Não cremos que em nenhuma outra capital da União Europeia a desfaçatez na venda de espaço público tenha atingido os níveis de Lisboa – se a CML tiver algum exemplo semelhante, diga. Seremos nós menos do que os madrilenos, parisienses ou atenienses?

Concluindo e citando Sophia de Mello Breyner, “A regra a seguir é esta: uma casa para todos e beleza para todos. É geralmente menos cara do que a fealdade a que quase sempre chamamos luxo, monumentalismo, pretensão. A beleza é simplicidade, verdade, proporção. Coisas que dependem muito mais da cultura e da dignidade do que do dinheiro”.

Com os melhores cumprimentos

Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Helena Espvall, Nuno Caiado, Filipe de Portugal, Rui Martins, António Araújo, Fátima Castanheira, Jorge Pinto, José Albuquerque Fonseca, Beatriz Empis, Filipe Teixeira, José Maria Amador, Maria Ramalho

Pedido de remoção do painel publicitário JC Decaux no Príncipe Real (22.04.2026) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

Pedido de remoção do painel publicitário JC Decaux no Príncipe Real (22.04.2026)

À JC DECAUX

C.C.PCML, AML, Património Cultural e media

Exmos. Senhores

Manifestamos o mais veemente protesto pela instalação do vosso painel publicitário eletrónico de grandes dimensões, intrusivo e completamente desproporcionado, que acaba de ser implantado na Praça do Príncipe Real, em Lisboa, conforme fotografias que juntamos.

Trata-se de um equipamento impactante pela sua escala e estética e que colide frontalmente com este espaço público nobre da cidade, desvirtuando a leitura da praça e comprometendo a fruição de um conjunto urbano de elevado valor histórico, patrimonial e paisagístico.

Importa sublinhar que local em causa se encontra inserido nas Zonas Especiais de Protecção do Palacete Ribeiro da Cunha (MIP) e Aqueduto das Águas Livres (MN), pelo que a instalação deste dispositivo publicitário levanta sérias dúvidas quanto ao cumprimento dos princípios e normas de protecção aplicáveis nestas zonas.

Uma vez que tanto a CML como o Património Cultural, IP, parecem não querer ou ter capacidade para garantir esse cumprimento, apelamos ao bom senso da JC Decaux para que se exima de instalar estes equipamentos em locais onde isso implique a desqualificação do espaço público e o desrespeito pelo património histórico da envolvente, independentemente de todos reconhecermos que Lisboa aparenta querer permanecer nos antípodas do que sucede nas cidades europeias com quem se gosta de equiparar noutras matérias, cidades onde não encontramos de todo este tipo de agressão ao património local.

Assim, apelamos à JC Decaux para remover o dito painel publicitário da Praça do Príncipe Real, em nome da qualificação do espaço público e em respeito pelo património histórico e paisagístico em presença, contribuindo para uma melhor qualidade de vida de todos.

O mesmo se aplica ao caso do painel inqualificável que se encontra praticamente colado à Basílica dos Mártires (MN), objecto de variadíssimas reclamações ao longo dos últimos anos.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Diogo Baptista, Rui Martins, Filipe de Portugal, Filipe Teixeira, Helena Espvall, António Barreto, José Manuel Azevedo, Nuno Caiado, Fernando Jorge, José Maria Amador, António Araújo, Jorge Pinto, José Albuquerque Fonseca, Fátima Castanheira, Gustavo da Cunha, António Miranda

Foto de Diogo Baptista
Tudo na mesma quanto aos tuk tuk – pedido de esclarecimentos à CML (21.04.2026) 1024 757 Fórum Cidadania Lx

Tudo na mesma quanto aos tuk tuk – pedido de esclarecimentos à CML (21.04.2026)

Exmo. Sr. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

Exmo. Sr. Vereador da Mobilidade

Dr. Gonçalo Reis

C.C. AML, JF e media

Faz agora um ano que a CML anunciou a publicação de um despacho do Senhor Presidente, com entrada em vigor a 1 de Abril de 2025, proibindo a circulação de tuk tuk em 337 arruamentos de Lisboa (https://www.publico.pt/2025/02/11/local/noticia/lisboa-vai-banir-circulacao-tuktuk-parte-centro-historico-2122037).

Na altura foi também anunciado que a CML colocaria em consulta pública um novo regulamento sobre este assunto, com o objectivo claro de banir a circulação de tuk tuk em grande parte do centro histórico.

Foi com agrado que recebemos os anúncios feitos pela CML mas constatamos que, um ano depois, tudo está na mesma, senão pior: os tuk tuk não só continuam a circular, a estacionar e a recolher e a largar passageiros a seu bel-prazer, como a CML nunca chegou a colocar em discussão pública o anunciado regulamento.

O caos é diário e cada vez mais insuportável em locais como a Nossa Senhora do Monte, Campo de Santa Clara, Portas do Sol (fotografias 1a e 1b),  Largo de São Vicente de Fora (foto 2), Santa Luzia (fotos 3a e 3b), Chafariz de Dentro, Sé, Chiado, Cais das Colunas ou Largo Dom Luís I, onde a fiscalização é inócua, quando não caricata, uma vez que a Polícia Municipal não tem nem meios nem autoridade para se impor aos prevaricadores.

E não se percebe se continua a haver fiscalização da EMEL, ou se só houve aquando das eleições autárquicas.

A esta situação acrescem duas irregularidades que, na prática, ninguém fiscaliza.:

A primeira diz respeito ao uso generalizado de sistemas de amplificação sonora — microfone e coluna — a bordo ou junto dos veículos, em pleno espaço público. O Regulamento Geral do Ruído (DL n.º 9/2007) e o RMUEL subordinam a emissão de som amplificado em espaço público a autorização municipal expressa. Na ausência dessa autorização, a prática é tecnicamente ilegal.

A segunda irregularidade respeita à função de guia turístico que muitos motoristas de tuk tuk exercem de facto, fazendo comentários turísticos ao longo dos percursos. O exercício de guia turístico em Portugal está regulado pelo DL n.º 186/2015, que exige habilitação própria e cartão profissional emitido pelo Turismo de Portugal. Um motorista que preste esse serviço sem tal habilitação incorre numa irregularidade autónoma, que se soma às demais.

Continuamos sem compreender este estado de coisas e solicitamos a V. Exas. que nos esclareçam quanto ao regulamento que tarda em vir a público.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Alexandra Maia Mendonça, Fernando Jorge, Diogo Baptista, Rui Martins, José Maria Amador, Filipe de Portugal, António Araújo, Eurico de Barros, Fátima Castanheira, Helena Espvall, José Albuquerque Fonseca, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Cláudia Ramos, Fátima Castanheira

​Coreto do Jardim da Estrela continua ao abandono mas com telão colocado em 2023 a anunciar obras – pedido de esclarecimentos à CML (31.03.2026) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

​Coreto do Jardim da Estrela continua ao abandono mas com telão colocado em 2023 a anunciar obras – pedido de esclarecimentos à CML (31.03.2026)

Exmo. Senhor Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

C.C. AML, PC-IP e media

Constatamos, com perplexidade, que o Coreto do Jardim da Estrela se mantém por restaurar, apesar de estar com um telão colocado pela CML no Verão de 2023 (!) anunciando o seu contrário.

Perguntamos a V. Exa. como é possível esta situação caricata e, pior, profundamente desprestigiante para aquele monumento criado em 1894 pelo arq. José Luís Monteiro para o Passeio Público:

O que se passa com esta empreitada? Por que razão não se iniciaram ainda as obras de restauro anunciadas há quase três anos? Ninguém assume responsabilidades?

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Helena Espvall, António Barreto, Jorge Pinto, Rui Martins, Fátima Castanheira, Luís Serpa, José Albuquerque Fonseca, José Maria Amador, Filipe de Portugal, Gustavo da Cunha, Pedro Jordão, Miguel de Sepúlveda Velloso, Diogo Baptista, Maria Ramalho

Painéis publicitários – Carta à Senhora Ministra do Ambiente e Energia (20.03.2026) 1024 1014 Fórum Cidadania Lx

Painéis publicitários – Carta à Senhora Ministra do Ambiente e Energia (20.03.2026)

Exma. Senhora Ministra do Ambiente e Energia

Engª Maria da Graça Carvalho

Como é do conhecimento de V. Exa., a degradação da paisagem portuguesa é uma constante, fruto de opções que, ignorando os mais elementares princípios do ordenamento do território, o têm condenado a um espaço aviltado e descaracterizado.

As recentes e graves tempestades mais não provam do que a imperiosa necessidade de pensar o território, o seu uso e ocupação de outra forma radicalmente diferente e que se passe à prática o que se encontra disperso em tantos planos, cartas e regulamentos.

Basta percorrer a A1 para se constatar a indigência com que a paisagem é tratada. Por todo o lado, nomeadamente no troço Lisboa-Carregado, se erguem postes publicitários de grandes dimensões, em número e tipologias, claramente excessivos.Acrescenta-se poluição visual ao já degradado espaço, preenchido com centenas de postes de alta tensão, de dezenas de pedreiras, fábricas e pavilhões construídos a eito sem nenhum planeamento, e uma crescente implantação de parques fotovoltaicos a que se somam as centenas de eólicas e os cartazes partidários que se mantêm de pé findas as eleições. Pior é impossível.

Citando Sophia de Mello Breyner “A regra a seguir é esta: uma casa para todos e beleza para todos. E a beleza não é cara. É geralmente menos cara do que a fealdade a que quase sempre chamamos luxo, monumentalismo, pretensão. A beleza é simplicidade, verdade, proporção. Coisas que dependem muito mais da cultura e da dignidade do que de dinheiro.”

Dado o cenário, importa perguntar:

–    estão os serviços desse Ministério empenhados em apresentarem uma proposta de regulamento que imponha um número limite de painéis publicitários instalados?

–    quem emite a autorização para que as empresas os possam construir?

–     qual a pegada ecológica decorrente do fabrico, iluminação permanente e uso crescente de painéis LED?

–     qual a mais-valia para o território da omnipresença dessas torres?

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Paulo Trancoso, Jorge Pinto, Rui Martins, Nuno Caiado, Fernando Jorge, Gustavo da Cunha, António Araújo, António Barreto, Jorge Oliveira, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Luís Serpa

Fotografia in site marketeer.sapo.pt

Obra em preparação no Campo de Santa Clara/Panteão Nacional – pedido de esclarecimentos à CML (20.03.2026) 1015 1024 Fórum Cidadania Lx

Obra em preparação no Campo de Santa Clara/Panteão Nacional – pedido de esclarecimentos à CML (20.03.2026)

Exmo. Sr. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas,

Exmo. Sr. Vereador do Urbanismo

Arq. Vasco Moreira Rato

C.C. AML e Património Cultural-IP

Contactamos V. Exas. a fim de obtermos uma explicação da CML sobre a colocação recente de tapumes e material de obra junto ao antigo Convento do Desagravo, hoje Escola Básica de Santa Clara, em pleno Campo de Santa Clara, defronte à Igreja de Santa Engrácia (MN).

No local, até agora utilizado como estacionamento pago (EMEL), não existe qualquer aviso sobre a natureza da obra em preparação: construção de um edifício? colocação de um quiosque? obra infraestrutural da E-Redes?

Juntamos fotos sobre este assunto.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Luís Serpa, Rui Martins, Diogo Baptista, Ana Alves de Sousa, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, António Araújo, Beatriz Empis, Fátima Castanheira

Fotos de Júlio Soares

Pedido de esclarecimentos urgentes à Polícia Municipal sobre a remoção de bicicletas na via pública (03.02.2026) 819 1024 Fórum Cidadania Lx

Pedido de esclarecimentos urgentes à Polícia Municipal sobre a remoção de bicicletas na via pública (03.02.2026)

C.C. GAB PCML e media
 
Exmos. Senhores,
Na sequência das recentes comunicações públicas da Polícia Municipal de Lisboa, nas quais é referido que se encontra em curso uma ação destinada à remoção de bicicletas, motas e viaturas abandonadas na via pública, nomeadamente bicicletas obsoletas, sem rodas, enferrujadas ou partidas, constatámos que houve já várias reclamações de munícipes que, fotografando as ocorrências, deram conta de várias remoções indevidas.
Com efeito, diversos registos fotográficos e relatos de munícipes, amplamente divulgados, demonstram a remoção de bicicletas aparentemente em pleno estado de utilização, completas, funcionais e claramente não obsoletas, facto que já teve o inevitável eco na comunicação social (https://www.publico.pt/2026/01/30/local/noticia/policia-municipal-lisboa-anda-apreender-bicicletas-uso-presas-postes-2162984)
Estes factos levantam-nos sérias dúvidas quanto aos critérios efectivamente aplicados no terreno e a correspondência entre o esclarecimento oficial prestado e a prática observada.
Estranhamos estas actuações por parte da Polícia Municipal, bem como não compreendemos a diferença de tratamento que a mesma tem em relação a outras ocupações do espaço público que nos parecem bem mais graves e urgentes, como sejam os automóveis estacionados em cima dos passeios, as trotinetas caóticasos polos ilegais de motos ou as esplanadas claramente incumpridoras dos regulamentos em vigor.
Ou seja, enquanto as bicicletas são removidas com rapidez e rigor, e mal em muitos casos, os automóveis em cima dos passeios e as esplanadas irregulares permanecem sem fiscalização efetiva, o que é grave se tivermos em conta que estes dois flagelos do nosso espaço público afectam diariamente peões, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e famílias com crianças.
Face ao exposto, solicitamos à nossa Polícia Municipal que nos esclareça sobre:
1. Os critérios concretos utilizados para classificar uma bicicleta como abandonada;
2. Os procedimentos de verificação adoptados antes da sua remoção;
3. O destino das bicicletas removidas e os mecanismos existentes para a sua recuperação pelos proprietários;
4. As medidas previstas para evitar a remoção indevida de bicicletas claramente em uso.
A transparência, a proporcionalidade e a coerência na atuação da Polícia Municipal são essenciais para manter a confiança dos munícipes e para garantir um espaço público mais justo, acessível e alinhado com os princípios de uma mobilidade urbana moderna.
Muito obrigado.
Com os melhores cumprimentos,
Paulo Ferrero, Filipe Teixeira, Jorge Pinto, Pedro Henrique Aparício, Duarte Baptista

(fotografias in “Lisboa Para as Pessoas”)

Resposta da Polícia Municipal (04.02.2026):

Ex. mos (as) Senhores (as)
Encarrega-me o Exmo. Senhor Chefe da Área Operacional da Polícia Municipal de Lisboa – Intendente Rui Costa Fonte, de informar Vossa Exa.s que recebemos a V/ comunicação, que mereceu a nossa melhor atenção e que agradecemos, pela oportunidade que nos dão para os esclarecer e, seguramente, contrariar uma ideia que se tem divulgado no espaço público e mediático.
1 – a missão da Polícia Municipal de Lisboa, como de todas as Polícias, está prevista na Lei;
2 – as bicicletas, enquanto veículos, estão sujeitas às regras previstas no Código da Estrada;
3 – o art.º 164.º do Código da Estrada prevê as situações em que os veículos podem ser removidos da via pública, sendo que, as bicicletas em causa encontravam-se numa das situações identificadas neste preceito legal. Não houve qualquer remoção indevida;
4 – sem prejuízo do exposto no ponto anterior, as bicicletas ou quaisquer outros veículos ou objetos não podem ser amarrados ou presos a mobiliário urbano, incluindo postes;
5 – têm sido dirigidas a esta Polícia Municipal várias reclamações sobre bicicletas estacionadas irregularmente sobre passeios e outros locais não destinados a esse fim, das quais destacamos as provenientes de cidadãos invisuais, para quem, o estacionamento de bicicletas sobre passeios representa risco para a sua segurança;
6 – aliás, a este propósito será pertinente repristinar uma comunicação que V/Ex.as nos endereçaram no passado dia 19/08/2025. Nessa, entre outras coisas, permitam-nos recordar-vos que escreveram o seguinte:
É com perplexidade e inquietação que nos dirigimos à Polícia Municipal de Lisboa, manifestando o nosso desagrado quanto à ausência quase total de fiscalização efetiva da vossa parte quanto ao estacionamento indevido em passeios, passadeiras e demais zonas reservadas à circulação pedonal na cidade de Lisboa.
Estamos convictos de que é possível inverter esta trajetória de permissividade e desresponsabilização. Para isso, é necessário que as autoridades municipais e a Polícia Municipal em particular assumam, sem ambiguidades, o seu papel na defesa dos direitos dos peões e na promoção de uma cidade verdadeiramente humana e habitável, ao abrigo do Artigo 50.º do Código da Estrada sobre a “proibição de estacionar em passeios, passadeiras e locais destinados a peões”,
7 – as bicicletas removidas (não apreendidas, mas removidas, com o fundamento previsto no Código da Estrada) encontram-se em parque da Polícia Municipal de Lisboa, podendo ser devolvidas a quem faça prova da sua propriedade e o pagamento da coima correspondente ao estacionamento irregular, das taxas resultantes da sua remoção e da diária pelo estacionamento em parque municipal, tal como ocorre com a remoção de qualquer outro veículo;
8 – durante o ano de 2025, esta Polícia Municipal removeu, das ruas de Lisboa, o total de 5505 trotinetes e bicicletas e removeu ou bloqueou 4144 viaturas automóveis, com o mesmo fundamento legal. Naturalmente, estes números contrariam a acusação que nos dirigiram em 19/08/2025, quanto à alegada ausência quase total de fiscalização, e mostram que a ação desenvolvida no passado dia 27 de janeiro foi, apenas, mais uma, no cumprimento da Lei e na defesa dos direitos dos peões;
9 – dado o tamanho dos ficheiros, não Vos podemos enviar fotos de todas, mas, em anexo, enviamos fotos de algumas das bicicletas que removemos no passado dia 27 de janeiro. Igualmente, enviamos outras publicações públicas que, entretanto, foram realizadas em redes sociais sobre o tema e que não podemos ignorar.
Pelo exposto, não obstante, defendermos a utilização de bicicletas, numa mobilidade que se pretende mais amiga do ambiente, não podemos deixar de aplicar a Lei, ainda mais quando esta é reclamada por cidadãos. Aliás, reclamações como, também, Vós nos endereçaram.
Com os melhores cumprimentos,                            
José Fernandes              
Ag. Coordenador
Câmara Municipal de Lisboa
Policia Municipal de Lisboa

A nossa resposta (10.02.2026):

 

Exmo. Senhor Chefe da Área Operacional da Polícia Municipal de Lisboa
Intendente Rui Costa Fonte
Agradecemos a resposta enviada, bem como o tempo dedicado à exposição dos fundamentos invocados, que conhecemos e respeitamos.
Esta associação tem pautado sempre a sua intervenção pública precisamente pela defesa do cumprimento da lei, em particular no que respeita à protecção do espaço pedonal e aos direitos dos peões. É exatamente por esse motivo que a vossa resposta não pode deixar de causar perplexidade.

Importa esclarecer, desde logo, que temos sido críticos da presença indevida de todo o tipo de obstáculos nos passeios, incluindo mobiliário urbano mal implantado, sinalização redundante e outros elementos que dificultam a circulação pedonal.

No entanto, não cremos que V. Exas. possam colocar no mesmo plano este conjunto heterogéneo de obstáculos e o automóvel estacionado sobre passeios, que continua a representar, de forma esmagadora, o principal factor de bloqueio e exclusão no espaço público da cidade de Lisboa.

É precisamente aqui que, a nosso ver, reside o cerne do problema. A vossa actuação recente, de grande escala e elevada visibilidade sobre bicicletas, contrasta de forma gritante com a persistente incapacidade em agir sobre o estacionamento automóvel ilegal sobre passeios. Este fenómeno mantém-se quotidianamente, ano após ano, apesar das inúmeras queixas formais apresentadas por esta associação e por tantos outros cidadãos, sem que se observe uma mudança estrutural na prática de fiscalização.

Os números apresentados podem ser formalmente corretos, mas não anulam a realidade vivida na cidade: os automóveis continuam a ocupar passeios de forma sistemática, em particular fora do âmbito de atuação da EMEL e, de forma especialmente evidente, aos fins de semana por toda a cidade. Nesse contexto, a opção por uma intervenção musculada sobre bicicletas, veículos que ocupam uma fracção do espaço de um automóvel e cujo impacto é incomparavelmente menor, surge como, bizarra do ponto de vista das prioridades urbanas.

Estamos no século XXI. Se o objetivo é, legitimamente, evitar que bicicletas bloqueiem passeios estreitos ou coloquem em risco cidadãos invisuais, então essa preocupação teria necessariamente de ser acompanhada pela criação de estacionamento adequado para bicicletas, algo que continua a ser praticamente inexistente em grande parte da cidade e que é da responsabilidade da CML e não da Polícia Municipal, obviamente.

Infelizmente, constatamos que o paradigma se mantém: tolerância estrutural ao estacionamento automóvel ilegal e ações pontuais, mas mediaticamente ruidosas, sobre modos de transporte leves. Esta persistência na mesma abordagem, apesar das críticas reiteradas e fundamentadas, é profundamente desgastante para quem acredita numa cidade mais justa, acessível e verdadeiramente orientada para as pessoas.

Continuaremos, naturalmente, a defender os direitos dos peões e o cumprimento da lei. Mas fá-lo-emos também denunciando a falta de coerência nas prioridades de fiscalização e a incapacidade de enfrentar, de forma séria e continuada, o maior problema dos passeios em Lisboa: o automóvel.

Muito obrigado, mais uma vez.

Com os melhores cumprimentos,

Paulo Ferrero, Filipe Teixeira, Beatriz Empis, Diogo Baptista, Miguel Atanásio Carvalho, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Michael Hagedorn