Exmo. Senhor Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
Exma. Sra. Presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia
Dra. Carla Almeida
Exma. Sra. Presidente da Junta de Freguesia de Santo António
Dra. Filipa Veiga
Exma. Sra. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior
Dra. Maria João Correia
Exmo. Sr. Director-Geral da Associação de Turismo de Lisboa
Dr. António Valle
Exmo. Sr. Presidente da Agência de Dinamização da Baixa Pombalina
Dr. Manuel Lopes
C.C. AML, PC-IP e media
Como é do conhecimento público, a maioria das praças históricas e emblemáticas de Lisboa são ocupadas de forma praticamente ininterrupta por arraiais e mercados os mais variados, que se fazem acompanhar por dispositivos publicitários de grandes dimensões, inclusive em desrespeito, grande parte deles, pela identidade patrimonial do lugar.
O que começou por ser apanágio dos festejos do Santo António, rapidamente alastrou a todo o Verão, ao Natal, à Primavera e por aí fora. Assim, hoje, é praticamente permanente a presença de barracas e tendas, palcos e estruturas publicitárias, etc., em locais como as praças da Alegria, Camões, Figueira e D. Luís I, Rossio, Largo da Graça, Alameda, Miradouro de São Pedro de Alcântara e até a própria Avenida da Liberdade é hoje uma “festa” permanente.
Estes eventos são licenciados e, quiçá, incentivados pelas instituições a que V. Exas. presidem, com o argumento do alegado retorno económico-financeiro para a cidade que resulta do aluguer e ocupação massiva do espaço público (CML e agências), e o da angariação de receitas extraordinárias para tarefas básicas do dia-a-dia das autarquias (JF).
Não conseguimos entender em que é que a cidade ganha com este tipo de ocupação do espaço público que, em vez de contribuir para que Lisboa seja um destino turístico de qualidade, e não destino turístico do álcool, elevando a autoestima da própria cidade e de quem nela mora e trabalha, e se aposte em algo que apenas rebaixa a cidade, potenciando o desgaste dos locais, saturação das infraestruturas, poluição, a mais variada, e até actos de vandalismo.
Neste sentido, lançámos uma sondagem nas nossas redes sociais, selecionando quatro locais que consideramos os mais sacrificados por esta prática – Praça da Figueira, Rossio, miradouro de São Pedro de Alcântara e Praça da Alegria -, perguntando às pessoas qual é o mais abusado de todos: https://www.facebook.com/share/p/186RMdG2F4/.
Apelamos a V. Exas. para que libertem todos estes espaços desta ocupação abusiva e contraproducente, e os disponibilizem para todos, respeitando todas estas praças, miradouros e jardins enquanto lugares de silêncio e fruição individual, não impondo usos e ocupações que desrespeitam a identidade patrimonial do lugar.
Fazemos votos para que tal aconteça.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Pedro Jordão, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Atanásio Carvalho, Paula Cristina Peralta, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Rui Martins, Beatriz Empis, Maria Ramalho, Filipe de Portugal, Jorge Pinto, Ivo Pires, Fátima Castanheira, Manuela Correia, José Albuquerque Fonseca, António Araújo, Helena Espvall

Leave a Reply