Património

Catenárias (Linha de Cascais) obstruem vistas da Torre de Belém – protesto à IP 798 798 Paulo Ferrero

Catenárias (Linha de Cascais) obstruem vistas da Torre de Belém – protesto à IP

À Administração da Infraestruturas de Portugal
C.C. Ministério das Infraestruturas, Ministério da Cultura, Gabinete do PM, Comissão da AR, Presidente da CML, Secretaria de Estado da Cultura, Presidente do Património Cultural, Comissão Nacional UNESCO , CP e Agência LUSA
 
Exmo. Sr. Presidente do C.A. da IP
Doutor Miguel Cruz

 

Serve o presente para manifestarmos a nossa estupefacção e protestarmos junto de V. Exa., pela colocação recente de catenárias na Linha de Cascais que obstruem de forma inequívoca a leitura da Torre de Belém, Monumento Nacional e Património Mundial!
De facto, a vista da Torre de Belém desde a Avenida da Torre de Belém – avenida que foi desbravada naquele local para que se garantisse a plenitude de vistas desde a Capela de São Jerónimo até à Torre de Belém – encontra-se seriamente agredida, pelo que solicitamos a colocação urgente dessas catenárias noutro local, de modo a que a situação não se torne irreversível.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
 
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Luis Mascarenhas Gaivão, Rui Pedro Martins, Paula Cristina Peralta, Filipe de Portugal, Jorge Pinto, Carlos Boavida, António Araújo, Beatriz Empis, Ana Alves de Sousa, Irene Santos
Foto de Pedro Formozinho Sanchez
Azulejos do Miradouro de Santa Luzia novamente roubados e partidos – protesto e pedido à CML 1024 915 Paulo Ferrero

Azulejos do Miradouro de Santa Luzia novamente roubados e partidos – protesto e pedido à CML

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
C.C. AML, JF, ATL e media
Fomos surpreendidos com imagens muito recentes do Miradouro de Santa Luzia, dando conta do roubo e delapidação de vários azulejos daquele miradouro, nomeadamente os dos panos murários dos bancos ali existentes.
Não compreendemos como, depois da campanha de restauro daqueles azulejos de 2015, promovida pela Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico (CML), que então aplaudimos e que foi distinguida pelo Prémio S.O.S. Azulejo, a CML se permita agora, à custa do não policiamento da zona, da ausência de câmaras de vigilância ou de qualquer outro tipo de fiscalização no local, deixar que os azulejos sejam novamente roubados e partidos, como as imagens documentam (autoria: Nysse Arruda).
Sendo este um local histórico e turístico, ainda menos se aceita tamanha incúria, defraudando uma campanha de restauro cuidadoso e a expensas do erário camarário, a qual implicou, inclusive, o recurso a réplicas para muitos dos azulejos em falta, roubados e destruídos que foram durante várias décadas àquela parte.
Daqui apelamos a V. Exa. para que ponha rapidamente cobro a esta delapidação, que a todos envergonha, e que providencie um novo restauro dos azulejos agora em falta, junto da empresa responsável pela obra de 2015.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Carvalho e Rêgo, Ana Alves de Sousa, Filipe de Portugal, Luis Mascarenhas Gaivão, Fátima Castanheira, Gonçalo Cornélio da Silva, Rui Pedro Martins, António Araújo, Gustavo da Cunha, Helena Espvall, Jorge Pinto, Raquel Henriques da Silva, Carlos Boavida, Irene Santos, Beatriz Empis
Chalets da Travessa do Fala-Só em estado deplorável – para quando uma acção da CML e do Instituto Património Cultural? 960 720 Paulo Ferrero

Chalets da Travessa do Fala-Só em estado deplorável – para quando uma acção da CML e do Instituto Património Cultural?

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
Exmo. Sr. Presidente do Património Cultural, I.P.
Arq. João Carlos Santos
CC.  AML e Agência LUSA
Serve o presente para solicitarmos a V. Exas. que averiguem junto dos serviços da CML e do PC/DGPC, o porquê dos chalets da Travessa do Fala-Só (nº 6-8, 10-12 e 14), inscritos na Carta Municipal do Património (item 45.43) e na Zona de Protecção do Elevador da Glória (Monumento Nacional), estarem no estado que esta foto documenta, após anos e anos de indiferença de ambas as entidades, e de incúria lesa-património dos respectivos proprietários.
Não se compreende como é admissível esta situação.
São chalets raros em Lisboa, num local histórico e lindíssimo, em pleno circuito cultural e turístico, que seriam estimados noutra qualquer capital da Europa.
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Atanásio Carvalho, Beatriz Empis, Luis Mascarenhas Gaivão, Rui Pedro Martins, Helena Espvall, Filipe de Portugal, João Teixeira, Fátima Castanheira, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Martim Galamba, Fernando Jorge, António Miranda
Foto de Martinho Iglésias Rosa

 

Lote expectante junto à moradia António Bravo (IIP) – sugestão à CML para abrir espaço ajardinado público 1024 515 Paulo Ferrero

Lote expectante junto à moradia António Bravo (IIP) – sugestão à CML para abrir espaço ajardinado público

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas.
Exmo. Sr. Vice-Presidente da CML
Dr. Filipe Anacoreta.
Exma. Sra. Vereadora do Urbanismo
Engª Joana Almeida
 
Serve o presente para renovarmos a nossa sugestão à CML de avançar com a criação de um espaço ajardinado público no lote que está imediatamente junto à moradia de António Bravo (nº 207-209), obra fundamental do arq. Porfírio Pardal Monteiro (1926) e por isso mesmo Prémio Valmor (1929) e Imóvel de Interesse Público/ZEP (2008) – ver imagem em anexo.
Ignoramos se o lote em causa é ou não é propriedade da autarquia, mas se o não for, uma vez que o lote é descrito na conservatória como sendo non aedificandi, a CML poderá sempre expropriar o mesmo, por forma a que a moradia, que é um dos exemplos maiores da Art Déco em Lisboa, tenha, finalmente, o enquadramento adequado e uma melhor leitura de conjunto.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
 
Paulo Ferrero, Rui Pedro Barbosa, António Araújo, Maria do Rosário Reiche, Maria Teresa Goulão, Teresa Teixeira, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Raquel Henriques da Silva
Para quando obras no “farol” junto ao Museu de Arte Popular? 1002 1024 Paulo Ferrero

Para quando obras no “farol” junto ao Museu de Arte Popular?

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
C.C. AML e LUSA
Como é do conhecimento de V. Exa., o farol, ou melhor, a réplica de farol que foi construída em Belém para a Exposição do Mundo Português encontra-se sob tutela directa da CML desde 2009 (em anexo Resolução do CM), e o seu estado de conservação é muito mau, desde há algumas décadas, tendo-se agravado e muito nos últimos anos, conforme documentam as 2 fotos que anexamos, datadas da semana passada.
Pelo exposto, e porque consideramos lamentável que esta situação se mantenha, ano após ano, solicitamos a V. Exa. que nos informe se existe alguma previsão para o restauro do mesmo, tendo em conta, até, a existência de uma proposta da APFAC nesse sentido, datada de 2008 e que também anexamos.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Maria Ramalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Jorge Pinto, Luis Mascarenhas Gaivão, Rui Martins, Fátima Castanheira, António Araújo, António Miranda, Maria do Rosário Reiche, Filipe de Portugal, Carlos Boavida
Eventual demolição da Villa Sousa (Alameda das Linhas de Torres) – pedido de esclarecimentos à CML 960 941 Paulo Ferrero

Eventual demolição da Villa Sousa (Alameda das Linhas de Torres) – pedido de esclarecimentos à CML

Exmº Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
Exmª Srª Vereadora do Urbanismo
Engª Joana Almeida
 
C.C. AML 
Serve o presente para solicitarmos a V. Exas. que nos esclareçam se se confirma o rumor, que circula no local, segundo o qual o empreendimento em curso nos antigos estúdios da RTP, nas traseiras da Alameda das Linhas de Torres, implicaria a demolição da lindíssima fachada principal e demais fachadas e paredes da Villa Sousa.
Porque, apesar de praticamente já só restar pouco daquela que foi uma obra emblemática do arq. Manuel Norte Júnior, encomendada a este pelo banqueiro José Pedro Carreira de Sousa, construída em 1911 e Prémio Valmor de 1912, a CML faria toda a diferença se fizesse depender da sua recuperação todo e qualquer licenciamento de operação urbanística que envolva o lote da referida Villa Sousa.
Certamente que não será difícil a uma equipa de projectistas aproveitar as fachadas e paredes existentes e integrá-las no projecto global, devolvendo à cidade e àquela Alameda em particular, algum do eclectismo e do bom gosto entretanto perdidos.
Relembramos que o lote em questão está classificado na Carta Municipal do Património, com o nº 18.44.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Martim Galamba, Luis Mascarenhas Gaivão, Pedro Henrique Aparício, Beatriz Empis, Rui Pedro Martins, António Miranda, Irene Santos, António Araújo, Fátima Castanheira, Helena Espvall
Foto in Miss Lisbon
Observatório Astronómico do Jardim Botânico da Politécnica ao abandono 12 anos passados do Plano de Pormenor – pedido de esclarecimentos à Direcção do MNHNC 768 1024 Paulo Ferrero

Observatório Astronómico do Jardim Botânico da Politécnica ao abandono 12 anos passados do Plano de Pormenor – pedido de esclarecimentos à Direcção do MNHNC

Exma. Sra. Dra. Marta Lourenço
Directora do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da UL
C.C. Reitoria da UL, CML, AML, PC/DGPC e media
Como é do conhecimento de V. Exa., encontra-se em vigor desde 2012, corrigido em 2018, o Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente, o qual dá especial destaque ao Jardim Botânico (Monumento Nacional, Decreto n.º 18/2010, DR, 1.ª série, n.º 250 de 28 dezembro 2010) e à necessidade de proceder a intervenções de restauro, de conservação e manutenção nas construções existentes, na perspetiva da sua valorização (no seu Artigo 20º).
De entre as suas construções mais relevantes do ponto vista patrimonial e histórico, assumem particular relevo o Observatório Astronómico da Escola Politécnica (1898), propriamente dito, e o edifício imediatamente em frente e que faz parte do complexo do Observatório, bem como o belíssimo pavilhão romântico dos balneários no Arboreto.
Constata-se, porém, que passados 12 anos sobre a entrada em vigor do Plano, em termos de restauro, conservação ou manutenção dos edifícios pouco foi feito nos imóveis referidos no parágrafo acima. Inclusivamente, o site da Universidade de Lisboa continua a referir que “em 2016 iniciou-se a recuperação do Observatório” (https://www.ulisboa.pt/patrimonio/observatorio-astronomico-da-escola-politecnica). Ora, pelo que se observa o restauro não está concluído e o edifício ainda não foi aberto para visitas.
Conforme V. Exa. poderá constatar pelas fotos (1 e 2) que anexamos, tiradas ontem, dia 3 de Março de 2024, o exterior do Observatório está no estado que as mesmas documentam, ignorando-se como está o seu interior (interiores já restaurados? já existe projecto de museologia para o espaço?). Já o edifício em frente, continua uma lástima, que resulta do seu abandono pela tutela, abandonado à sua sorte já lá vão mais de três décadas (foto 3 a 6). O pavilhão dos balneários – que foi alvo de uma intervenção alguns anos atrás – já está como as fotos (7 a 9) também documentam, com os w.c. masculinos encerrados «para manutenção», vidros partidos, mas … com as luzes acesas no seu interior.
Como reconhecerá, esta situação a todos envergonha, mais a mais numa zona tão frequentada por turistas, e tendo nós tão bons exemplos para copiar, por essa Europa fora, de jardins botânicos imaculados no que toca ao seu património arbóreo e também ao seu edificado, basta sair do país para o verificar.
Pelo exposto, solicitamos a V. Exa. que nos informe quanto às obras planeadas em 2012 mas até hoje não concluídas ou não concretizadas, designadamente quando é que está previsto o arranque de nova fase de restauro e qual a dotação orçamental para a mesma.
Permita-nos ainda uma nota sobre a vigilância e os jardineiros afectos ao Jardim Botânico, e sendo o jardim um museu ao ar livre, as suas plantas raras podem ser mutiladas – roubadas até como já aconteceu.
Por isso não podemos aceitar o que constatámos neste Domingo: a inexistência de vigilantes. Pelo que perguntamos se é prática corrente, a não existência de vigilantes aos fins de semana?
Também gostaríamos de saber se se mantém o problema da falta de jardineiros, um problema com décadas, é certo, mas que afecta sobremaneira o estado do jardim, e o que está a ser feito para o colmatar.
Muito obrigado.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Rui Pedro Barbosa, Elsa Severino, Beatriz Empis, Luis Mascarenhas Gaivão, Rui Pedro Martins, Eurico de Barros, Manuela Correia, Carlos Boavida, António Araújo, Filipe de Portugal, António Miranda, Irene Santos, Jorge Pinto, Helena Espvall, Helena Espvall, José Amador, Maria Ramalho
Construção de 4 moradias no interior das muralhas do Castelo de Ourém (MN) – pedido de esclarecimentos ao PCM Ourém 1000 667 Paulo Ferrero

Construção de 4 moradias no interior das muralhas do Castelo de Ourém (MN) – pedido de esclarecimentos ao PCM Ourém

Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Ourém
Dr. Luís Miguel Albuquerque
C.C. AM Ourém, DRC Centro/CCDR, Fundação Casa de Bragança e media
 
Serve o presente para solicitamos a V. Exa. que nos confirme se é verdadeira a informação, publicitada por várias agências imobiliárias, que dá conta da aprovação pela CM Ourém de um projecto de construção de 4 moradias no interior das muralhas do Castelo de Ourém, Monumento Nacional.
Apesar de ter sido alvo recente de consideráveis alterações na imagem do Castelo de Ourém, designadamente a nível da impermeabilização aplicada aos torreões do castelo, ponte/passadiço exterior e requalificação geral do espaço público, confundida, certamente, com restauro e conservação de um Monumento Nacional, o agora anunciado loteamento no “interior das muralhas” custa a acreditar que seja verdadeiro:
«Vende-se terreno com Projeto Aprovado para 4 Moradias, no interior das muralhas do Castelo de Ourém.  A paisagem e toda a envolvência deste perímetro, restrito, conferem inegável valor ao projeto. Ideal para quem procura rendimento, uma casa secundária, ou ambos! Cada uma das moradias, a construir na Corte, tem aproximadamente 80 m2, 2 lugares de estacionamento, jardim com a vista panorâmica do Castelo, e, uma vez que os lotes se encontram limitados pelo interior da muralha, o projeto nasce do muro e faz dele o material principal da construção. Este projeto tem a aprovação total de construção, por todas as entidades envolvidas, nomeadamente Câmara Municipal de Ourém, DGPC e arqueologia.»  (https://www.kwportugal.pt/Lote-Venda-Nossa-Senhora-das-Misericordias-2270-240?fbclid=IwAR2xHJM4aERY9LEeACFFETsucl0GkSh_PAaOe4yd-a5Q2M1GxDNGqddQKa8)
Antecipadamente gratos, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Maria do Rosário Reiche, Teresa Teixeira, Helena Espvall, Beatriz Empis, Fernando Jorge, Filipe de Portugal, Manuel Figueiredo, Gonçalo Cornélio da Silva, Jorge Pinto, Fátima Castanheira

Resposta da CM Ourém (01.04.2023)

«Ex.mos(as) Srs(as).

Acusamos a receção do vosso email que mereceu a nossa melhor atenção e foi registado com o n.º interno 21171/2024.

Em resposta ao solicitado, incumbe-me o Sr. Presidente de informar Vossas Exas que para o local indicado existe a pretensão para a construção de duas habitações bifamiliares, referentes aos processos internos com os n.º 1953/2023 e 1955/2023, e que ainda se encontram em tramitação.

Estes processos surgem na sequência de um pedido de informação prévia (PIP) n.º 17/2021/19, no qual a DGPC, atual Património Cultural emitiu pareceres favoráveis aos projetos de arquitetura, sendo o PIP condicionado a entrega do parecer final dos trabalhos de arqueologia.

Neste momento, os processos, estão a aguardar a entrega de elementos por parte do requerente, assim como o parecer do Património Cultural, conforme condição do Pedido de Informação Prévia viável, relativo aos trabalhos de arqueologia, elemento fundamental para uma eventual aprovação dos projetos de arquitetura.

Com os melhores cumprimentos,

FILIPE BAPTISTA
Chefe de Gabinete
Gabinete de Apoio à Presidência

Município de Ourém»

Instalação da Largo – Residências no recinto do Hospital Miguel Bombarda – aplauso e pedido de esclarecimento à Largo 1024 972 Paulo Ferrero

Instalação da Largo – Residências no recinto do Hospital Miguel Bombarda – aplauso e pedido de esclarecimento à Largo

À Direcção da Largo Residências
C.C. JF Arroios, ESTAMO, CML e media

 

Exma. Senhora Marta Silva
Em primeiro lugar, apresentamos os nossos cumprimentos pela vossa ida para o complexo do antigo Hospital Miguel Bombarda, cujo edificado, espaço público, arvoredo, património móvel e de memória é uma das nossas causas fundadoras, como será do vosso conhecimento.
Pelo que a anunciada (https://mag.sapo.pt/showbiz/artigos/cooperativa-largo-residencias-instala-se-no-antigo-hospital-miguel-bombarda-em-lisboa) instalação da Largo naquele local é muito bem-vinda, na certeza de que contribuirá para que as ameaças que pairam sobre ele não se concretizem, pelo menos no curto e médio-prazo.
Aproveitamos para pedir que nos esclareçam quanto ao seguinte:
Quais as medidas de segurança já asseguradas – por vós ou pela Estamo – de modo a que esteja vedado o acesso de estranhos ao local, fora do âmbito das vossas actividades?
Isto porque no perímetro do antigo hospital existem muitos imóveis, em que facilmente se podem praticar furtos e actos de vandalismo, expondo-os ainda ao perigo de incêndio, basta alguém querer fazê-lo.
Falamos de edifícios classificados de Interesse Público (edifício principal, balneário D. Maria II e pavilhão de segurança (“Panóptico”), mas também de outros, que não sendo classificados são igualmente de grande importância (a enfermaria em “poste telefónico”, a antiga cozinha e a morgue) em termos patrimoniais e não só.
E porque não nos parece suficiente a vigilância que é assegurada neste momento pela Estamo (basicamente um vigilante no portão principal). Os edifícios classificados (e a própria morgue) contêm muito património móvel de grande valia, cuja salvaguarda importa assegurar. Por isso a nossa pergunta: está previsto o reforço das medidas de segurança? Quais, e sob a responsabilidade de quem?
Por outro lado, sugerimos que se refiram ao “barracão” por aquilo que ele é (era), um telheiro para passeio dos doentes, projectado pelo arq. José Nepumoceno e que, ingloriamente, na segunda metade do século passado, alguém mandou vedar e transformar num “barracão”. Seria até uma mais-valia para a cidade que a Largo o fizesse voltar às origens, conforme consta na foto em anexo.
Por último, e sem querer tomar mais do vosso tempo, gostaríamos de saber os pormenores do protocolo em boa hora celebrado entre a Largo e a Estamo, uma vez que o mesmo não foi divulgado ao público, facto que não compreendemos.
Muito obrigado.
Melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Maria Ramalho, Luís Carvalho e Rêgo, João Mineiro, Fátima Castanheira, Eurico de Barros, Manuela Correia, Maria do Rosário Reiche, Jorge Pinto, Irene Santos
Reabilitação do Sintra Cinema – Concurso Público – Comentários do Fórum Cidadania Lx e do Q Sintra 1024 576 Paulo Ferrero

Reabilitação do Sintra Cinema – Concurso Público – Comentários do Fórum Cidadania Lx e do Q Sintra

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra
Dr. Basílio Horta
CC. AM Sintra
No seguimento do anúncio feito pela CM Sintra, em Janeiro deste ano, dando conta da abertura de concurso para a “concepção e reabilitação do Sintra Cinema”, queremos, em primeiro lugar, endereçar os nossos parabéns a V. Exa. e ao Executivo da CM Sintra, por quererem resgatar este equipamento histórico para o convívio dos sintrenses e de quem visita Sintra, para o que contribuiu de forma decisiva a sua oportuna aquisição por parte da autarquia.
Contudo, lido atentamente o Programa Preliminar (Termos de Referência) disponibilizado ao público (https://cloud.cm-sintra.pt/s/r5MQreiG4BpaD5C ), não podemos deixar de chamar a atenção de V. Exa. para alguns aspectos que nos parecem preocupantes, uns, e contraditórios, outros, e que, durante a análise das propostas que, entretanto, tiverem sido recepcionadas pela CM Sintra até ao dia 9 do corrente, importará ter em consideração.
Permita-nos as seguintes considerações:
Parece-nos preocupante o duplo pressuposto em que assenta o Programa Preliminar, ou seja, por um lado a necessidade de se “conceber” um equipamento, e que esse espaço seja um teatro, quando sempre foi cinema, construído para tal; um equipamento que, recordamos, já se encontra “concebido” e por Faria da Costa, um arquitecto que dispensará apresentações.
Esse pressuposto poderá querer significar que o resultado final da reabilitação do Sintra Cinema possa vir a ser uma construção nova, com a inevitável “marca de autor”, por que quase todas as salas de espectáculo têm passado quando são reabilitadas, e não, como seria de esperar, apenas a recuperação do projecto original de Faria da Costa, ainda que adaptado, naturalmente, às novas exigências técnicas decorrentes da evolução da legislação aplicável a salas de espectáculo.
Consideramos grave que assim seja, uma vez que isso significará que, no fim, restarão apenas do edifício primitivo, a fachada principal e parte do seu magnífico balcão interior. Para o que concorrerá também a necessidade em dotar o Sintra Cinema de camarins, com a inevitável abertura de vãos, ampliações e novas construções, contribuindo para a adulteração estética e espacial do edifício, camarins a nosso ver dispensáveis se a intenção for recuperar o projecto original.
Mais preocupados ficamos quando verificamos que os termos de comparação sugeridos pelo Programa Preliminar como sendo “soluções plausíveis” para o Sintra Cinema, são o Cine-Teatro Capitólio, em Lisboa, ou o Teatro Jordão, em Guimarães.
Porque, se do antigo cinema de Cristino da Silva no Parque Mayer, depois de ter sido completamente arrasado por dentro pelo arq. Alberto Oliveira (vencedor de um concurso público de “reabilitação” promovido pela CML…), resta apenas o “invólucro” (fachadas, néon e cobertura), em que se tornou impraticável a encenação de peças de teatro ou a projecção de filmes no seu interior, como é do conhecimento público e muitos encenadores já o disseram;
Já do vimaranense Teatro Jordão apenas resta a fachada principal, já que tudo o mais é construção nova, contemporânea, travestida de reabilitação.
Parece-nos que Sintra só teria a ganhar se a reabilitação do Sintra Cinema se traduzisse, simplesmente, pela recuperação do projecto original de Faria da Costa, de sala de cinema (com possibilidade de se fazer teatro de pequena escala, stand-up comedy, ou outra) com as inerentes alterações legais, até porque, sendo a sua construção em betão, o edifício actual não apresentará problemas de maior na sua estrutura.
Por outro lado, ressaltam do Programa Funcional do concurso alguns aspectos pouco claros, que importaria esclarecer, nomeadamente no que concerne às demolições, alterações e ampliações previstas ou a permitir, desde logo no que se refere ao balcão do Sintra Cinema, pois é referida a possibilidade de se “cortar o balcão”, o que, a verificar-se, significará destruir-se o único detalhe arquitectónico e estético relevante do interior do Sintra Cinema: o seu balcão.
 Não faz sentido amputar-se o balcão, por mais tentativas de justificação que se apresentem, espaciais, funcionais ou outras, muito menos que para isso concorra a incorporação de uma “bancada retratável”.
 Também o hipotético rebaixamento do pé-direito do edifício constituirá um sério revés em termos de leitura da sala, com impacto na caixa de som da mesma e na boa acústica da sala.
 Finalmente, perguntamos a V. Exa. se faz sentido a abertura de um café-concerto-esplanada na cobertura do cinema, com 175m2 de área, por mais inspiração que o Programa tenha ido beber ao projecto original do Capitólio, o qual acabaria por ser descartado no projecto de “reabilitação” de Alberto Oliveira.
 A abertura desse espaço no Sintra Cinema fará convergir para o centro da Portela muito mais pessoas do que as frequentadoras dos espectáculos, com o que isso acarretará de tráfego automóvel, necessidades de estacionamento, mais ruído, luzes e acumulação de lixo no espaço público.
Com os melhores cumprimentos
Pelo Fórum Cidadania Lx,
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Pinto, Paulo Trancoso, Helena Espvall, Fátima Castanheira, Ruth da Gama, Beatriz Empis
Foto: Sintra Notícias