Palácio da Indenpendência

Abate do pinheiro manso junto ao Palácio da Independência – pedido à CML para agir de forma inequívoca e consequente (06.08.2026) 1024 890 Fórum Cidadania Lx

Abate do pinheiro manso junto ao Palácio da Independência – pedido à CML para agir de forma inequívoca e consequente (06.08.2026)

Exma. Senhora Vereadora dos Espaços Verdes e do Espaço Público

Drª. Joana Baptista

C.C. PCML, AML, ISA e media

No seguimento do abate no mês passado, pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP), do pinheiro manso com cerca de 80 anos que se encontrava junto ao Palácio da Independência (MN), que funciona como sede daquela;

E considerando que esse pinheiro se encontrava no domínio público municipal como, V. Exa. já referiu taxativamente, e bem, por diversas ocasiões;

Considerando que a CML, como também já foi referido publicamente por V.Exa., não só não executou esse abate nem foi previamente consultada para o efeito pela SHIP;

Considerando que o relatório “técnico” de avaliação fitossanitária que a SHIP invoca para ter procedido ao abate do pinheiro manso, por estar supostamente em risco, não só não foi elaborado pela entidade oficial competente que a regulamentação municipal e nacional em vigor determina, o Instituto Superior de Agronomia/Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida, mas por duas pessoas em nome individual; como é um relatório manifestamente insuficiente uma vez que não apresenta qualquer comprovação mecânica, como a Lei nº 59/2021 determina no seu Artigo 23º, nº 1);

E que, pelo exposto, estamos perante a destruição de um bem público, facto que origina responsabilidade civil, contraordenacional e criminal dos seus autores, o que, inclusivamente, possibilita à CML apresentar uma queixa-crime ao Ministério Público;

Solicitamos a V. Exa, que, dando consequência prática urgente e inequívoca às declarações proferidas e de modo a que este assunto não esmoreça e situações destas não se repitam na cidade de Lisboa:

Dê indicações aos Serviços da CML para iniciarem o processo contraordenacional devido e os restantes instrumentos jurídicos aplicáveis, e procederem à apresentação de uma queixa-crime ao Ministério Público, queixa relativamente à qual a CML contará com o testemunho da população lisboeta, desde logo com o desta Associação, que se constituirá de bom grado como parte interessada se tal for necessário.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Rosa Casimiro, António Passos Leite, Alexandra Maia Mendonça, João Batista, António Araújo, Inês Beleza Barreiros, Filipe de Portugal, Maria Ramalho, Diogo Baptista, Helena Espvall, Beatriz Empis, Nuno Caiado, José Albuquerque Fonseca, Rui Martins e Jorge Pinto (pelo Fórum Cidadania Lx) e Filomena Caetano (Engª Silvicultora, reformada)

Foto in Lisboa Para Pessoas
Abate de pinheiro manso com mais de 80 anos do Palácio da Independência – pedido de esclarecimentos ao Presidente da SHIP (15.07.2026) 769 769 Fórum Cidadania Lx

Abate de pinheiro manso com mais de 80 anos do Palácio da Independência – pedido de esclarecimentos ao Presidente da SHIP (15.07.2026)

Exmo. Sr. Dr. José Ribeiro e Castro

Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal

C.C. PCML, AML, PC-IP e media

 

Foi com particular tristeza que nos confrontámos com as notícias que deram conta do abate do pinheiro manso que existia junto à entrada do Palácio da Independência (MN), um pinheiro já documentado como estando no mesmo local desde, praticamente, a primeira cedência do palácio pelo Estado à Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP), há mais de 80 anos, portanto.

Tratava-se de uma árvore monumental que embelezava a entrada do palácio, ladeando-a como “figura de convite”, juntamente com o sobreiro que ainda se mantém no local, mas que fica agora desamparado.

Uma árvore que era património natural e património público, uma vez que se encontrava no recinto do Palácio da Independência, que é património do Estado e não da SHIP.

Uma árvore  que, além do mais, embelezava o recinto fronteiro ao próprio palácio, proporcionando sombra e frescura num local que não as tem.

Muito menos conseguimos entender e aceitar como é que uma instituição do foro cultural, com tão grandes préstimos dados à memória e história colectiva dos portugueses, que pugna pela salvaguarda de bens materiais e imateriais de Portugal, se permite mandar abater uma árvore monumental de uma espécie profundamente ligada à chamada “Portugalidade”.

Pior, não podemos aceitar que se pretenda justificar o abate do pinheiro manso com motivos fitossanitários, uma árvore que aparentava estar pujante (foto em anexo de há poucas semanas), a partir de opiniões emitidas aparentemente por cidadãos a título pessoal e não, como se impunha, de pareceres oficiais emitidos pelas entidades competentes (Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida/ISA) e CML, como determinam a Lei nº 59/2021, que versa sobre o Regime Jurídico de Gestão do Arvoredo Urbano, e o Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa (2017); e como mandaria o senso comum por se tratar de um pinheiro manso de grande porte no centro histórico de Lisboa, o que, compreensivelmente, provocou a indignação dos cidadãos e a perplexidade da própria Câmara Municipal de Lisboa, como já se percebeu pelo incómodo dos seus responsáveis sempre que, publicamente, são confrontados com o abate.

A menos que exista alguma razão que não tenha sido tornada pública, e que desconhecemos, não podemos deixar de considerar este abate como um atentado à cidade.

Por isso, passada que está a onda de protestos da opinião pública, solicitamos a V. Exa., Senhor Presidente, que nos informe sobre a real motivação para este abate e proceda à divulgação pública do parecer fitossanitário que a SHIP diz possuir.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rosa Casimiro, Nuno Caiado, Maria Teresa Goulão, Filipe de Portugal, Helena Espvall, Beatriz Empis, Rui Martins, Fernando Jorge, António Araújo, Filipe Teixeira, José Albuquerque Fonseca, Jorge Pinto, Ivo Pires, Gonçalo Cornélio da Silva, Rui Valada, Maria Ramalho, Fátima Castanheira

Fotografia de 2026, da autoria de Pub Monster Neil, via Trip Advisor