Mobilidade

Inauguração do parque de estacionamento Condes de Carnide – aplauso e duas perguntas à CML (17.04.2026) 1024 710 Fórum Cidadania Lx

Inauguração do parque de estacionamento Condes de Carnide – aplauso e duas perguntas à CML (17.04.2026)

Exmo. Sr. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

Exmo. Sr. Vereador da Mobilidade

Dr. Gonçalo Reis

C.C.AML

Serve o presente para congratularmos a CML pela inauguração do parque de estacionamento automóvel dos Condes de Carnide (https://informacao.lisboa.pt/noticias/detalhe/parque-de-estacionamento-dissuasor-abre-em-carnide-com-387-lugares), pelo que ela representa em termos de aposta na disponibilização de parques de estacionamento dissuasores de mais trânsito automóvel no centro da cidade e, de certa maneira, servindo de interface gratuito para quem utiliza o Metropolitano de Lisboa, a Carris e a rede GIRA.

Contudo, continua por fazer uma rede de parques de estacionamento verdadeiramente periféricos e dissuasores, em pontos focais, já por demais estudados e verificados, nos limites do concelho de Lisboa, onde seja possível a quem vive na periferia deixar o seu automóvel junto às estações de comboio. Este é um assunto que tarda em ser resolvido e não se compreende a inacção e desarticulação dos municípios envolvidos.

Assunto tabu continua a ser a não discussão séria sobre a eventual introdução de portagens à entrada de Lisboa. Não se compreende o porquê.

Relativamente ao recém-inaugurado Parque Condes de Carnide, apenas duas perguntas a V. Exas.:

-Trata-se de um parque provisório, na medida em que se situa em terreno expectante para construção de edifícios?

-Não sendo provisório, como se explica a não plantação massiva de árvores, como forma não só de tornar agradável o espaço e de proteger os automóveis, mas também como combate às “ilhas de calor”, um tema tão do agrado, e bem, da CML?

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Luís Serpa, Helena Espvall, Filipe de Portugal, José Manuel Azevedo, Rui Martins, António Araújo, Fátima Castanheira, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha

Foto in Site da CML

 

Aplauso às restrições anunciadas sobre a circulação de TVDE, mas é preciso muito mais (27.03.2026) 1024 683 Fórum Cidadania Lx

Aplauso às restrições anunciadas sobre a circulação de TVDE, mas é preciso muito mais (27.03.2026)

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas,
Exmo. Sr. Vice-Presidente da CML
Dr. Gonçalo Reis
C.C. AML e media
Serve o presente para manifestarmos a V. Exas. o nosso regozijo pela notícia que dá conta que a CML assinou um acordo com a Uber e a Bolt com vista à reorganização da circulação de TVDE na cidade (https://informacao.lisboa.pt/noticias/detalhe/plataformas-tvde-com-regras-reforcadas-em-lisboa).
Aplaudimos a criação de zonas onde seja proibido iniciar ou terminar viagens (“zonas vermelhas”), designadamente na Avenida da Liberdade, Avenida da República, Rua de São Pedro de Alcântara, Rua do Ouro e Rua de Belém, aplaudimos igualmente a criação de locais de paragem dedicados (“zonas azuis”), junto aos Jerónimos, Campo das Cebolas e Praça do Império, e a meta obrigatória de descarbonização da frota TVDE até 2030, por via da transição progressiva para veículos eléctricos.
Esperamos que as “zonas azuis” de estacionamento referidas não impliquem a presença massiva de TVDE nas praças referidas, poluindo visualmente as mesmas e o património histórico respectivo.
Chamamos a atenção de V. Exas. para o facto de a Uber já disponibilizar, na sua aplicação, pontos de recolha sugeridos em diversas zonas da cidade — uma funcionalidade que, não sendo de natureza obrigatória, resulta frequentemente ignorada por motoristas e utilizadores, com as consequências em termos de paragens indevidas e perturbação do trânsito que são do conhecimento de todos.
E chamamos ainda a atenção para o seguinte: há TVDE a circularem permanentemente, à espera de receberem uma chamada, o que nos parece um absurdo uma vez que, ao contrário dos táxis, os TVDE são sempre chamados pela aplicação, pelo que não precisam de congestionar a cidade, ainda mais do que ela já é.
Por outro lado, e partindo do princípio de que continua a não existir vontade política para se avançar com a introdução de portagens urbanas, nem de reduzir a capacidade viária, optando-se por políticas de estacionamento como forma de se restringir a circulação automóvel em Lisboa, o que não se aplica aos TVDE, sugere-se a introdução de uma bandeirada ou taxa à sua circulação, como forma de diminuir o número total de viagens em TVDE.
Esperamos, pois, que o presente acordo introduza um mecanismo vinculativo e passível de fiscalização efetiva, que vá além da mera sugestão e que estabeleça, com carácter impositivo, os locais onde as operações de recolha e largada de passageiros devem ocorrer.
E fazemos votos para que, paralelamente à preocupação em melhorar a fluidez de trânsito nas artérias objecto do referido acordo, a CML avance da mesma maneira no combate à poluição do ar e sonora que se faz sentir, cada vez mais, nos arruamentos estreitos, sinuosos e densamente habitados e/ou visitados de bairros históricos como Alfama (ex. Portas do Sol), Graça (ex. Nossa Senhora do Monte) e Mouraria (ex. Olarias, Rua do Terreirinho e Calçada da Mouraria), onde há muito já devia ter sido liminarmente proibida a circulação de TVDE.
Aproveitamos o ensejo para pedir a Exas. sobre a data em que o Regulamento dos Tuk-Tuk será finalmente colocado em discussão pública
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Ana Alves de Sousa, Fátima Castanheira, Gustavo da Cunha, Rui Martins, Jozhe Fonseca, Fernando Jorge
Foto: CML
Iniciativa “Barómetro das Escadas Rolantes e dos Elevadores do Metro” (21.01.2026) 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

Iniciativa “Barómetro das Escadas Rolantes e dos Elevadores do Metro” (21.01.2026)

É do conhecimento público que existe um problema crónico nas estações do Metropolitano de Lisboa, que em muito condiciona a vida de quem utiliza o metro diariamente e o faz pagando o bilhete ou o passe:  os elevadores e as escadas rolantes que estão permanentemente avariadas.
O problema assume particular indignidade quando afecta pessoas com mobilidade reduzida, idosos, famílias com carrinhos de bebé.
O Barómetro das Estações e Elevadores do Metropolitano de Lisboa é um projeto conjunto do Fórum Cidadania LX e dos Vizinhos em Lisboa que pretende recolher, de forma contínua e descentralizada, informação factual sobre o funcionamento de elevadores e escadas rolantes em todas as estações da rede.
O objetivo é claro e sem rodeios: transformar a experiência quotidiana dos utentes em dados verificáveis, comparáveis e acumuláveis no tempo, capazes de expor padrões de avaria, zonas críticas e falhas estruturais. 
Este barómetro não substitui, como é óbvio, auditorias técnicas nem relatórios internos do Metro, mas responde a uma lacuna evidente de transparência operacional, permitindo saber onde, quando e com que frequência os equipamentos falham, algo que hoje não é disponibilizado de forma clara nem sistemática ao público.
Ao recolher contributos diretos dos utilizadores, estação a estação, o projeto cria uma base empírica independente que pode e deve ser usada para escrutínio público, diálogo institucional informado e exigência de cumprimento das obrigações legais em matéria de acessibilidade, nos termos do Decreto-Lei n.º 163/2006 e do princípio da igualdade de acesso aos serviços públicos.
Este é um exercício de cidadania prática, focado em factos e não em percepções, que assume que a cidade funciona melhor quando quem a usa participa na sua avaliação e na sua melhoria.
Convidamos todos a participarem neste Barómetro, acedendo ao link:

https://forms.gle/SPaBppGm279rb5oRA

Escadas rolantes e elevadores do Metro permanentemente avariadas – protesto e convite ao Ministro das Infraestruturas (11.09.2025) 1024 986 Fórum Cidadania Lx

Escadas rolantes e elevadores do Metro permanentemente avariadas – protesto e convite ao Ministro das Infraestruturas (11.09.2025)

Exmo. Senhor
Ministro das Infraestruturas
Eng. Miguel Pinto Luz
C.C. Gabinete do PM, PCML, AML, Metropolitano de Lisboa, AMT e media

 

Como é do conhecimento de V. Exa. o Metropolitano de Lisboa persiste em manter sem funcionar, semanas, meses, anos a fio, grande parte das escadas-rolantes e dos elevadores existentes nas estações onde eles foram colocados, com grave prejuízo para os utilizadores do Metro, sobretudo, obviamente, os de mobilidade reduzida.
São raros os meses em que funcionam a 100% durante trinta dias as escadas-rolantes das estações Cais do Sodré, Baixa-Chiado, Avenida, Intendente, Rato, Saldanha ou São Sebastião, sendo inclusivamente caricatos os casos das escadas-rolantes da Baixa-Chiado (saída Chiado) e de São Sebastião (linha Vermelha), com arranjos e avarias permanentes. Surpreendentemente, até as escadas-rolantes da estação Parque já estiveram avariadas há dias, facto raro.
Por seu lado, são raras as estações onde funcionam os elevadores entre cais, muito menos os que vêm à superfície.
As queixas são inúmeras e de nada tem valido a aplicação informática criada pelo Metropolitano de Lisboa como canal de denúncia das ocorrências verificadas só com elevadores. Escusado será dizer que se desconhece qualquer relatório periódico sobre o recebimento e resolução das situações denunciadas. Muito menos existe explicação plausível quanto à eficácia e hombridade na manutenção dos equipamentos e no cumprimento dos respectivos contratos.
Pelo presente, vimos convidar V. Exa., Senhor Ministro, para nos acompanhar numa visita surpresa a uma série de estações do Metro, para que tome o devido conhecimento da situação vergonhosa e revoltante com que deparam diariamente os utilizadores do Metro, e a partir daí aja em conformidade junto da Administração do Metro para que termine este estado de coisas.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Helena Espvall, Gustavo da Cunha, Rui Pedro Martins, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Luis Mascarenhas Gaivão, António Dias Coelho, Filipe de Portugal, Nuno Caiado, Paulo Trancoso, António Araújo, Alexandra Maia Mendonça, Jorge Pinto, António Passos Leite, Filipe Teixeira
Foto in Facebook

Resposta do Metro (09.10.2025):
«Exmos (as) Senhores (as),
Agradecemos vosso contacto e a atenção dedicada ao serviço prestado pelo Metropolitano de Lisboa (ML).
Em resposta ao exposto e relativamente aos acessos mecânicos, confirmamos que, de facto, existem na nossa rede equipamentos mecânicos, tais como elevadores, escadas e tapetes, que se encontram fora de serviço por motivo de avaria, há mais tempo do que seria desejado.
Gostaríamos no entanto de indicar, que os equipamentos mecânicos, escadas, tapetes e elevadores têm manutenção assegurada por empresas externas especializadas e certificadas, porém, considerando a utilização intensiva dos mesmos, todos os dias ocorrem situações de avaria, umas que são prontamente atendidas e reparadas, outras as de maior complexidade e que necessitem de componentes para a respetiva reparação, o tempo de resposta e resolução, poderá ser mais demorado, situação que muito lastimamos.
Estamos cientes do impacto que a paragem dos equipamentos mecânicos causa junto dos seus clientes, pelo que continua empenhado em melhorar constantemente o serviço e a infraestrutura das estações, garantindo a melhor experiência de viagem possível para os passageiros, e procurando sempre que estas situações, sejam resolvidas com a maior brevidade possível.
Reconhecemos ainda que a resposta dos fornecedores tem sido condicionada pela falta de recursos humanos especializados e pela indisponibilidade de peças e equipamentos de substituição. Neste sentido, a empresa tem vindo a apostar em novos modelos contratuais e em sistemas de monitorização centralizada, reforçando o controlo do desempenho e a procura de soluções mais eficazes.
Nesse sentido, importa realçar que lançámos no passado dia 15 de setembro, um concurso público internacional para a implementação de um projeto-piloto de manutenção dedicada nas estações do Baixa-Chiado e Aeroporto – duas das mais críticas da rede, pela elevada afluência de passageiros e pela sua complexidade operacional.
O procedimento, com um preço base de 7,5 milhões de euros e uma duração contratual de cinco anos, encontra-se atualmente em fase de receção de propostas, a decorrer até 11 de outubro de 2025.
O projeto consiste na contratação de serviços de manutenção integral para as escadas mecânicas e elevadores das duas estações, prevendo a afetação permanente de duas equipas de técnicos (24 horas por dia, 7 dias por semana) em cada uma delas. O objetivo é assegurar uma resposta mais rápida às avarias recorrentes e ultrapassar as atuais limitações de capacidade dos fornecedores de manutenção.
Este novo modelo contempla ainda a definição de prazos máximos de fornecimento e reparação, bem como a obrigação de disponibilização prévia de um stock de peças, garantindo maior celeridade na reposição do serviço. No total, o projeto abrange 22 escadas mecânicas e seis elevadores, estabelecendo as bases para um modelo de gestão mais eficiente e potencialmente replicável noutras áreas da rede.
A iniciativa surge num contexto de forte pressão sobre os equipamentos mecânicos do Metro, que dispõe atualmente de 121 elevadores, 234 escadas mecânicas e 10 tapetes rolantes – um dos maiores parques nacionais do género. Apesar da utilização intensiva, que ascende a cerca de 18 horas diárias, e de constrangimentos como a antiguidade dos equipamentos, a escassez de peças e os atos de vandalismo, a taxa de disponibilidade global mantém-se acima dos 82%.
Sublinhamos que este projeto-piloto constitui um passo decisivo no compromisso de assegurar a acessibilidade à rede e a qualidade do serviço prestado, fatores determinantes para uma mobilidade urbana sustentável, inclusiva e segura.
Lamentamos profundamente todos os inconvenientes, pois estamos cientes de não ter correspondido às suas expetativas.
Subscrevemo-nos com consideração,
A. Mata
Gestão de Reclamações»

Resposta da AMT (19.09.2025):

Exmos. Senhores

Fórum CidadaniaLx

A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) acusa a receção da exposição apresentada por V.Exas. junto do Gabinete de Sua Exa. o Ministro das Infraestruturas e Habitação sobre o deficiente funcionamento das escadas rolantes e dos elevadores existentes nas estações do Metropolitano de Lisboa (Metro de Lisboa) e dos constrangimentos daí resultantes para os seus utilizadores, em especial para as pessoas com mobilidade condicionada.

Ciente – em virtude, designadamente, da monitorização das reclamações recebidas na AMT sobre o tema – das dificuldades sentidas no acesso aos transportes públicos por parte destes passageiros, no cumprimento das atribuições estabelecidas, entre outros, nos artigos 5.º, n.º 1 alíneas d) e m), 15.º, n.º 1 alínea d) e 38.º, n.º 4 dos Estatutos da AMT, aprovados em anexo ao Decreto-Lei n.º 78/2014, de 14 de maio[1], foi incluída no Plano de Atividades de 2025 da AMT a realização de uma supervisão, com o apoio técnico do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), às condições de acesso a serviços e infraestruturas de transportes por pessoas com mobilidade condicionada, tendo em vista a verificação da conformidade legal e contratual, o apuramento de ilícitos contraordenacionais e a emissão de recomendações, incluindo de alteração legislativa, sendo o caso, de promoção dos direitos desses passageiros.

A supervisão no terreno teve início em julho[2] nas estações do Metro de Lisboa da Baixa-Chiado e São Sebastião e no Terminal Rodoviário de Évora e prosseguiu na Estação Ferroviária de Coimbra B e nas interfaces do Cais do Sodré, Sete Rios e da Gare do Oriente, em Lisboa. Ainda este mês as equipas da AMT e do INR irão deslocar-se à interface da Campanhã, no Porto, e ao Terminal Rodoviário de Braga.

As ações têm sido acompanhadas por representantes dos gestores das infraestruturas e dos operadores de transporte, incluindo do Metro de Lisboa, e incidem sobre os componentes relacionados com a acessibilidade e utilização dos transportes, nomeadamente: conformidade das passagens de peões, escadas, rampas, corrimãos, elevadores, canais de acesso; existência e conformidade de casas de banho adaptadas; existência de piso táctil e faixas de segurança; infoacessibilidade (i.e., divulgação de informação em formatos acessíveis a pessoas com deficiência – informação visual, sonora, em braille, colorADD, entre outros); conformidade das bilheteiras e máquinas de venda de títulos.

No final será divulgado um Relatório com as principais constatações e recomendações/determinações.

A AMT também tem acompanhado a elaboração do Plano de Acessibilidade e Transportes para Pessoas com Deficiência na Área Metropolitana de Lisboa[3], cujo objetivo é aprofundar o conhecimento sobre o acesso aos transportes públicos por parte de pessoas com deficiência, assim como definir prioridades e implementar medidas que promovam a inclusão da população nos serviços de transporte da região.

O Decreto-Lei n.º 82/2022, de 6 de dezembro, que transpõe a Diretiva Europeia da Acessibilidade, atribui à AMT competências de fiscalização e sancionatórias relativamente aos sítios web; aos serviços integrados em dispositivos móveis, incluindo aplicações móveis; aos bilhetes eletrónicos e serviços de bilhética eletrónica; e ainda à prestação de informações sobre o serviço de transporte, incluindo informações de viagem em tempo real em ecrãs interativos, de todos de serviços de transporte de autocarro, ferroviário, marítimo e por vias navegáveis interiores de passageiros.

A AMT, na prossecução do cumprimento desta Diretiva, encontra-se a acompanhar a implementação e funcionamento destas medidas visando um acesso ao serviço de transporte mais eficiente, inclusivo e justo para todos.

Face ao exposto, encontramo-nos disponíveis para incorporar no Relatório a produzir oportunamente as sugestões e recomendações de melhoria que V.Exas. entendam adequado remeter, assim como para colaborar com V.Exas. da forma que for considerada mais conveniente, sendo aberto um período de diálogo quando considerarem oportuno para este trabalho em curso.

[1] Constituem atribuições desta Autoridade a promoção da defesa dos direitos e interesses dos consumidores e utentes em relação aos preços, aos serviços e respetiva qualidade constitui atribuição da AMT; a promoção da progressiva adaptação do enquadramento legal aplicável aos setores e às atividades de mobilidade abrangidos pela sua missão, com padrões adequados de qualidade dos serviços prestados aos consumidores/utilizadores e aos cidadãos em geral; a adoção de medidas de defesa dos serviços de interesse económico geral e da proteção dos direitos e interesses dos consumidores; bem como a inspeção regular das queixas dos utentes ou dos consumidores apresentados às entidades sujeitas à sua regulação, constituem atribuições desta Autoridade.

2 https://www.amt-autoridade.pt/comunica%C3%A7%C3%A3o/not%C3%ADcias/amt-fiscaliza-infraestruturas-em-conjunto-com-o-inr-instituto-nacional-para-a-reabilita%C3%A7%C3%A3o/

3 https://www.amt-autoridade.pt/consumidor/informa%C3%A7%C3%A3o-ao-consumidor/plano-de-acessibilidade-e-transportes-de-pessoas-com-defici%C3%AAncia-na-%C3%A1rea-metropolitana-de-lisboa/

Com os melhores cumprimentos,

Direção de Supervisão»

 

Lisboa 2025 – manifesto “check-list” aos quatro candidatos a Presidente da CML (10.09.2025) 1013 1024 Fórum Cidadania Lx

Lisboa 2025 – manifesto “check-list” aos quatro candidatos a Presidente da CML (10.09.2025)

Exmos. Senhores
Candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa
Dra. Alexandra Leitão
Dr. Bruno Mascarenhas
Eng. Carlos Moedas
Dr. João Ferreira
A um mês das eleições autárquicas de 2025, e porque esta associação o tem vindo a fazer de todas as vezes em que há eleições para a CML, queremos saber o que pensa e planeia fazer, ou não, sobre alguns temas a nosso ver candentes, quem pretende governar Lisboa até ao final da presente década.
Não querendo fustigar V. Exas. com ideias que possam ser consideradas peregrinas ou com realidades ou bons exemplos de outras cidades e capitais europeias, em matérias como, por exemplo, mobilidade sustentável ou recuperação e reabilitação de património, junto temos o prazer de vos enviar um manifesto-questionário, na esperança de obtermos de cada um de vós respostas directas sobre vários assuntos muitos deles problemas crónicos na nossa cidade, que julgamos serem do interesse da esmagadora maioria da população residente em Lisboa mas também de quem a visita e nela trabalha em Lisboa.
Na expectativa, e colocando-nos uma vez mais à vossa disposição para, enquanto associação de defesa da qualidade de vida na cidade de Lisboa, contribuirmos para que todos possamos ter uma Lisboa melhor nos próximos quatro anos, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
A Direcção
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão e Rosa Casimiro

Estacionamento selvagem em passeios e passadeiras – protesto e pedido de actuação à Polícia Municipal (19.08.2025) 1014 1024 Fórum Cidadania Lx

Estacionamento selvagem em passeios e passadeiras – protesto e pedido de actuação à Polícia Municipal (19.08.2025)

À Polícia Municipal

C.C. PCML e AML

Exmos. Senhores,

É com perplexidade e inquietação que nos dirigimos à Polícia Municipal de Lisboa, manifestando o nosso desagrado quanto à ausência quase total de fiscalização efetiva da vossa parte quanto ao estacionamento indevido em passeios, passadeiras e demais zonas reservadas à circulação pedonal na cidade de Lisboa.

Como é do conhecimento de todos, a prática de estacionar em cima de passeios, para além de constituir uma infração ao Código da Estrada, traduz-se numa negação prática dos princípios de acessibilidade, justiça espacial e respeito pelos direitos fundamentais dos peões. Esta conduta não apenas coloca em risco a segurança e a mobilidade dos peões, incluindo crianças, idosos e cidadãos com mobilidade reduzida, como também contribui para o enfraquecimento da boa convivência urbana e para o descrédito das instituições públicas.

Lamentavelmente, não cremos que a Polícia Municipal de Lisboa esteja a exercer de forma diligente nem sistemática a função de fiscalização que lhe está legalmente cometida. A sua presença no terreno é praticamente inexistente, situação que se agrava substancialmente fora do horário da EMEL, mormente aos fins de semana, quando esse estacionamento ilegal é ainda mais caótico e descontrolado. As poucas intervenções que vão havendo por parte da PM são reativas, tardias ou inconsequentes.

A percepção crescente de impunidade por parte dos infratores, e de impotência por parte dos cidadãos, é altamente corrosiva para a confiança no poder municipal. A degradação do espaço urbano que dela resulta não é apenas física, mas também simbólica: transmite a mensagem de que o incumprimento compensa e de que a cidade abandonou os seus compromissos com a legalidade e os direitos dos mais vulneráveis.

Conhecemos as dificuldades por que passa a Polícia Municipal ao nível da escassez de efectivos e das múltiplas funções a que está afecta, todas elas sem dúvida importantes para a cidade, mas que não podem desculpabilizar a matéria em apreço, isto é, o combate à impunidade do estacionamento selvagem. Sugerimos que em Lisboa se siga o exemplo do Porto, onde recentemente foi introduzido um sistema automatizado em que os carros da PM estão equipados com câmaras que permitem detectar de forma automática os veículos mal estacionados na via pública.

Estamos convictos de que é possível inverter esta trajetória de permissividade e desresponsabilização. Para isso, é necessário que as autoridades municipais e a Polícia Municipal em particular assumam, sem ambiguidades, o seu papel na defesa dos direitos dos peões e na promoção de uma cidade verdadeiramente humana e habitável, ao abrigo do Artigo 50.º do Código da Estrada sobre a “proibição de estacionar em passeios, passadeiras e locais destinados a peões”, e da Lei n.º 75/2013 (regime jurídico das autarquias locais, onde se enquadram as competências de fiscalização da PM).

Solicitamos, por isso, à Polícia Municipal que nos informe sobre a periodicidade e a metodologia de fiscalização em zonas críticas, e se existem metas para redução das infrações ou dados sobre a evolução das mesmas nos últimos anos.

Mais solicitamos que sejam elaborados relatórios técnicos e estatísticos com base em documentação fotográfica e georreferenciada, a submeter a organismos nacionais de defesa dos direitos dos cidadãos; e que sejam feitas campanhas públicas de sensibilização e exposição mediática, visando pressionar o poder local a cumprir os seus deveres básicos de fiscalização e ordenamento urbano.

Importa sublinhar que esta tomada de posição não visa hostilizar a Polícia Municipal de Lisboa, mas antes convocá-la ao rigor, à responsabilidade e à ação que o seu mandato exige e que todos agradecemos. A cidade de Lisboa, com a sua complexidade e diversidade, exige uma polícia municipal pró-activa, visível e comprometida com os princípios de justiça, acessibilidade e respeito pelo espaço público.

Na expectativa de uma resposta à altura da gravidade da situação exposta e num prazo compatível com o CPA, e assim nos permita renunciar à denúncia pública deste estado de coisas, em próximas reuniões da Câmara Municipal e de Assembleia Municipal, interpelando o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e demais vereadores com responsabilidade nas áreas da mobilidade, espaço público e segurança, bem como os Senhores Eleitos à AML, subscrevemo-nos com elevada consideração.

 

Paulo Ferrero, Filipe Teixeira, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Rui Martins, Beatriz Empis, Helena Espvall, Michael Hagedorn, Filipe de Portugal, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Fernando Jorge

 

Balanço do consulado Moedas, parte II (24.07.2025) 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

Balanço do consulado Moedas, parte II (24.07.2025)

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Sintra – Contributo para a discussão pública (30.09.2024) 1024 1020 Fórum Cidadania Lx

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Sintra – Contributo para a discussão pública (30.09.2024)

Foto: Q Sintra
Aplauso ao ACP por avançar com providência cautelar contra os painéis publicitários de grande dimensão (12.09.2024) 1003 1024 Fórum Cidadania Lx

Aplauso ao ACP por avançar com providência cautelar contra os painéis publicitários de grande dimensão (12.09.2024)

Ex.mo Sr. Presidente do Automóvel Clube de Portugal
Eng. Carlos Barbosa
Serve o presente para endereçarmos ao Automóvel Clube de Portugal, na pessoa do seu Presidente, os nossos calorosos cumprimentos pela providência cautelar por vós interposta contra os painéis publicitários de grande dimensão, que foram plantados um pouco por toda a cidade, e de que a comunicação social deu o merecido relevo (https://cnnportugal.iol.pt/paineis-publicitarios/publicidade/acp-avanca-com-providencia-cautelar-para-desligar-novos-paineis-publicitarios-queremos-salvar-pessoas-e-eles-querem-vender-publicidade/20240909/66df3aedd34ea1acf26e232a).
Com efeito, trata-se de painéis electrónicos que põem em causa a segurança das pessoas, peões e condutores, e por isso ilegais.
Mas também todos os painéis de dimensão média-grande são perigosos, além de espúrios em relação ao espaço público, como no caso de que enviamos uma fotografia, em pleno Largo da Graça. 
Acresce a nossa perplexidade pelo facto de nalguns destes painéis estarem a ser emitidas animações com publicidade da própria CML! 
Pode contar V. Exa. com toda solidariedade desta Associação e com o apoio que entenda por necessário, a fim de se garantir a remoção de todos esses painéis do nosso convívio, tão rápido quanto possível.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Pedro Barbosa, Maria Teresa Goulão, Alexandra Maia Mendonça, Gustavo da Cunha, Rui Martins, Teresa Silva Carvalho, Jorge Pinto, Beatriz Empis, António Miranda
Balanço de meio mandato da política de Urbanismo em Lisboa – carta aberta à Sra. Vereadora 724 1024 Fórum Cidadania Lx

Balanço de meio mandato da política de Urbanismo em Lisboa – carta aberta à Sra. Vereadora

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