Exmo. Senhor Presidente
Eng. Carlos Moedas
C.C. AML e media
É com legítima preocupação que vamos dando conta da evolução das obras do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL), nomeadamente as referentes à secção Santa Apolónia, desde logo porque elas se vão estendendo no tempo e, com isso, derrapando nos custos, mas também porque as escavações arqueológicas poderão revelar achados da maior relevância para a cidade e o país.
Independentemente da opção feita pela CML por este plano de drenagem com túneis em vez, por exemplo, de se criar um sistema de bacias de retenção, e como é do conhecimento de V. Exa., o traçado do PGDL foi ele próprio motivo de indecisão ao longo de décadas por causa exactamente das características do subsolo, secção a secção, designadamente os terrenos instáveis e os previsíveis achados arqueológicos, como se verifica na secção motivo desta nossa preocupação.
Assim, gostaríamos que V. Exa. nos esclarecesse o seguinte:
1 – Os Serviços da CML tinham documentação fundamentada sobre a existência de terrenos pouco sólidos em Santa Apolónia? Em caso afirmativo, como é que se compreende que a obra do PGDL tenha avançado para esse local e não se tenha encontrado um traçado alternativo?
2 – O LNEC foi consultado previamente pela CML de modo a que se garantisse que os terrenos estariam em condições de suportar uma nova empreitada praticamente no mesmo local onde foi feita a obra do Metropolitano de Lisboa?
3 – Finalmente, em termos de custos, vai a CML indemnizar o Metropolitano de Lisboa pela suspensão do seu serviço durante todos estes meses? Em caso afirmativo, vai a CML recorrer a novo empréstimo junto do BEI?
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Pedro Jordão, Beatriz Empis, Rui Martins, Jorge Pinto, António Barreto, Filipe de Portugal, Nuno Caiado, Luís Serpa, Carlos Moura, António Araújo, José Maria Amador, Fernando Jorge

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