Unesco

Aqueduto das Águas-Livres (no Jardim Amoreiras), sujo e degradado vs. UNESCO – pedido de esclarecimentos ao Museu da Água (27.01.2026) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

Aqueduto das Águas-Livres (no Jardim Amoreiras), sujo e degradado vs. UNESCO – pedido de esclarecimentos ao Museu da Água (27.01.2026)

Exma. Sra. Directora do Museu da Água
Dra. Mariana Castro Henriques
C.C. Ministra da Cultura, Património Cultural-IP, UNESCO​, PCML, AML e media

 

Vimos pelo presente chamar a atenção do Museu da Água/EPAL, na pessoa de V. Exa., para o estado de sujidade em que se encontra o troço do Aqueduto das Águas-Livres junto ao Jardim das Amoreiras, que é Monumento Nacional e está na lista indicativa da UNESCO desde 2017.
Como as imagens tiradas anteontem dão conta, o arco e as paredes contíguas estão completamente enegrecidos, com plantas a crescer nalguns pontos, o que também acontece com o troço até à Mãe d’Água. É uma situação que nos envergonha a todos.
E é uma situação que se estende à própria Mãe d’Água, onde, tal como lhe relatámos em mais do que uma missiva durante o ano de 2024, as cantarias apresentam fissuras, há colonização biológica extensiva na cobertura em terraço, as guardas de ferro têm oxidações avançadas e as caixilharias de madeira em vãos estão em mau estado.
Por isso, solicitamos a V. Exa. que nos esclareça sobre quando é que o Museu da Água/EPAL inicia a necessária campanha de obras de limpeza e manutenção deste Monumento, que é ex-libris da cidade, para que o mesmo volte ao seu esplendor e dele nos voltemos a orgulhar.
Aproveitamos a ocasião para perguntar qual o ponto de situação sobre a candidatura UNESCO, ou seja, o que tem sido feito pelo Museu da Água/EPAL para que o Monumento seja declarado Património Mundial, uma vez que se cumprem agora 10 anos sobre a sua inclusão na lista indicativa, a qual, portanto, tem que ser actualizada durante 2026​ para que atinja a classificação final.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Rui Pedro Barbosa, Fátima Castanheira, Rui Martins, Raquel Henriques da Silva, António Araújo, António Miranda, Filipe de Portugal, Ana Alves de Sousa, Beatriz Empis, Diogo Baptista, Beatriz Empis, Jorge Pinto
Fotos: José Manuel Azevedo
Mãe d’Água das Amoreiras – protesto à EPAL pela ocupação indigna do exterior e interior (21.08.2024) 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

Mãe d’Água das Amoreiras – protesto à EPAL pela ocupação indigna do exterior e interior (21.08.2024)

Exma. Sra. Directora do Museu da Água
Dra. Mariana Castro Henriques
C.C. Ministra da Cultura, Património Cultural-IP, UNESCO e Lusa 
Como é do conhecimento de V. Exa., a empresa OCUBO ocupa desde 2019 o exterior e o interior do reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, equipamento central do complexo monumental do Aqueduto das Águas-Livres, conjunto Monumento Nacional e que consta, recordamos, da lista indicativa da UNESCO desde 2017.
Questionamo-nos como é possível uma ocupação daquele Monumento como a que é feita pela empresa citada?
Mais espantados ficamos quando nos referem que a ocupação é para continuar, sem fim à vista…
Como é possível que um programa ocupacional como o presente tenha sido aprovado para este local pela EPAL/Museu da Água e pela então DGPC, quando o dito programa não dignifica o complexo da Mãe d’Água e, pior, quando os danos são evidentes no interior e no exterior.
Como as fotografias desta semana descrevem, se o exterior da Mãe d’Água é um amontoado de barracas, o jardin parterre ali existente foi dizimado, as maltratadas Cycas estão sob ameaça e o muro e gradeamento estão como estão, já o interior da Mãe d’Água é um caos de parafernália técnica, com projectores e acessórios vários em todos os recantos do recinto, impossibilitando a leitura do monumento barroco, a iluminação natural, o usufruto das conversadeiras, enfim, numa existência de indignidade que aquele Monumento não merece, nem Carlos Mardel ou Reynaldo dos Santos.
Acresce que o monumento carece de obras de manutenção, pois as coberturas e as caixilharias dos vãos denunciam uma gritante falta de manutenção: cantarias com fissuras (algumas delas pondo em risco a segurança dos visitantes assim como dos peões que circulam nos arruamentos em volta do monumento), colonização biológica extensiva na cobertura em terraço, incluindo canaletos e gárgulas bloqueados, guardas de ferro com oxidações avançadas, caixilharias de madeira em vãos em mau estado, etc.
Em que fica a “sacralidade do espaço” que a própria EPAL, e bem, reclama para o “seu” Monumento?
Apelamos a V. Exa. para que a EPAL extinga liminarmente a concessão do Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras à empresa OCUBO, e que esta seja obrigada a custear a recuperação dos espaços exteriores do mesmo.
Quanto aos interiores, apelamos a que a EPAL recorra aos serviços do Património Cultural, IP, para que sejam avaliados os eventuais danos no interior do edifício, e obrigue a empresa a custear o seu restauro, se for caso disso.
E seja ponderada a retirada do palco do centro do tanque, situação que perdura há décadas, impossibilitando a vista de todo o reservatório.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Rui Pedro Barbosa, Gustavo da Cunha, Rui Martins, Jorge Pinto, Pedro Formozinho Sanchez