Estrutura metálica do urinol século XIX no Chão da Feira (Castelo) foi removida – pedido de esclarecimentos à CML e JF (17.06.2026)
Exmo. Senhor Presidente da Câmara de Lisboa
Eng. Carlos Moedas
Exma. Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior
Dra. Maria João Correia
C.C. AML e media
Como será do conhecimento de V. Exas. o antigo urinol de encosto da Rua do Chão da Feira, ao Castelo, é um dos três últimos urinóis históricos de Lisboa, exemplares únicos do mobiliário urbano de finais do Século XIX.
Constatamos que a estrutura metálica do urinol e a placa sinalética que existia na parede foram removidas.
Solicitamos a V. Exas. que nos informem se toda a estrutura foi retirada para restauro, uma vez que o urinol propriamente dito se encontra no local.
Juntamos quatro fotografias, duas delas de 2025, da autoria de ©vleandro e ©Shutterstock, in “Lisboa Secreta”.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Martins, António Araújo, Jorge Pinto, Pedro Henrique Aparício, Nuno Caiado, Beatriz Empis, Filipe de Portugal, Susana Morais, João Batista


©Shutterstock

©vleandro
…
Resposta do Gab, Vereadora do Espaço Público (08.07.2026):
«Exmos. Senhores,
Acusamos a receção da missiva dirigida ao Município de Lisboa, a qual mereceu a nossa melhor atenção.
Na sequência da análise da situação exposta, cumpre-nos informar que o antigo urinol da Rua do Chão da Feira, um dos três últimos urinóis históricos de Lisboa datados do final do século XIX, era utilizado regularmente pelos visitantes, em particular durante os períodos de maior afluência e de temperaturas mais elevadas. A utilização deste equipamento como mictório ao ar livre originava uma situação de manifesta insalubridade, acompanhada de odores intensos e desagradáveis, incompatível com as condições de salubridade e dignidade que se pretendem assegurar no espaço público.
Neste contexto, foi decidido proceder à remoção da sinalética e da estrutura metálica de resguardo, com o objetivo de mitigar e eliminar a utilização indevida do equipamento. Importa referir que o urinol se encontra encastrado na parede, pelo que a sua remoção não se afigura viável. Desde a intervenção realizada, as deslocações efetuadas ao local permitiram verificar que o espaço se tem mantido limpo e sem os maus odores anteriormente registados.
Não obstante, atendendo ao valor histórico deste equipamento, datado do final do século XIX, o Departamento de Projetos do Município terá em consideração a sua recuperação no âmbito do estudo de requalificação do arruamento de acesso ao Castelo, procurando conciliar a preservação deste elemento patrimonial com a valorização e qualificação do espaço público.
Por último, agradecemos a preocupação demonstrada com a preservação do património da cidade de Lisboa, e permanecemos ao dispor para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais.
Com os melhores cumprimentos,
Cláudia Boieiro
Adjunta da Vereadora Joana Baptista»

