Pedido de classificação

Pedido de classificação do Estádio do Restelo (21.09.2026) 1024 1019 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação do Estádio do Restelo (21.09.2026)

Exmo. Sr. Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP

Doutor João Soalheiro

C.C. Senhora Ministra da Cultura, CF Os Belenenses e LUSA

Como é do conhecimento de V. Exa., a classificação de património edificado resultante da arquitectura de âmbito desportivo, designadamente estádios, tem sido completa e inexplicavelmente esquecida pelas entidades que têm tutelado a classificação de património material, sendo o único exemplo conhecido o do Estádio Nacional, cuja abertura do processo de classificação foi em 2019 mas que até ao momento não foi finalizado.

Nesse sentido, parece-nos ser da mais elementar justiça que o Estádio do Restelo seja objecto desse reconhecimento público enquanto obra marcante da arquitectura moderna em Portugal, pela sua concepção estrutural em betão armado e alvenaria. O Estádio do Restelo tem projecto dos arquitectos Carlos Manuel Ramos e Jorge Viana, datado de 1952, e a sua inauguração ocorreu em 1956.

Em vésperas do Estádio do Restelo comemorar os seus 70 anos, que acontecerão a 23 de Setembro, cremos ser este o momento oportuno para se avançar com a sua classificação, que a acontecer transmitirá a todos, desde logo vasto universo d’Os Belenenses, o reconhecimento público há muito esperado, servindo também de incentivo à sua salvaguarda.

Assim, temos o prazer de remeter a V. Exa. o Requerimento Inicial de Procedimento de Classificação, anexando fotografias de época e actuais e documentação vária.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Nuno Caiado, Inês Beleza Barreiros, Filipe de Portugal, Gustavo da Cunha, Hugo Duarte, Raquel Henriques da Silva, António Araújo, Cristina Leal, Fátima Castanheira, Susana Morais, Jorge Pinto, José Albuquerque Fonseca, José Maria Amador

Foto dos estúdios Horácio Novais, in Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

 

Pedido de classificação da Estalagem Muchaxo, Praia do Guincho (18.08.2026) 1020 1024 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação da Estalagem Muchaxo, Praia do Guincho (18.08.2026)

Exmo. Sr. Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP

Doutor João Soalheiro

C.C. Senhora Ministra da Cultura

Como é do conhecimento de V. Exa., a Estalagem Muchaxo, da autoria do arquitecto Sousa Araújo, é o que se pode considerar uma obra total, na medida em que é um projecto de arquitectura e de decoração de interiores pensado como um todo, com uma preocupação dominante: a sua imersão na paisagem.

De facto, o núcleo original do Muchaxo, de 1960 (e 1965), na sua construção pentagonal em redor de um pátio central ao ar livre, virada ao oceano e à serra, mais a sua indissociável piscina escavada na rocha, é uma obra que se mantém actual aos dias hoje, pela sua relação com a envolvente, pela escolha e utilização dos materiais de construção e decoração, assumindo o autor e o promotor da obra, desde a primeira hora, uma clara preocupação em não ferir a paisagem, algo que muitas outras construções posterior não teriam em conta.

Inexplicavelmente, a Estalagem Muchaxo não tem nenhuma protecção individual de carácter nacional ou local, nem sequer consta do inventário municipal do PDM de Cascais, o que, infelizmente, muito terá contribuído para as ampliações verificadas desde os anos 80 em diante, construções novas essas manifestamente sem as preocupações paisagísticas e patrimoniais verificadas duas décadas antes, aquando da construção central, verificando-se inclusive a demolição do equipamento de apoio de praia original, substituído há coisa de 10 anos por um edifício totalmente desenquadrado relativamente à estalagem e à paisagem envolvente, ainda que, surpreendentemente, tenha sido autorizado pela CMC e APA.

Pelo exposto nos dois parágrafos iniciais, consideramos ser da mais elementar justiça que seja reconhecida pelo Estado a valia da construção inicial do Muchaxo, piscina incluída, e, nesse sentido, requeremos a sua classificação pelo Património Cultural, IP, juntando para o efeito a documentação que nos foi possível recolher, nomeadamente, plantas e alçados do projecto de 1960, fotografias da época e fotografias actuais e, naturalmente o respectivo Requerimento Inicial de Procedimento de Classificação, devidamente preenchido.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Eurico de Barros, Inês Beleza Barreiros, Luís Mascarenhas Gaivão, Maria Ramalho, António Dias Coelho, Luís Serpa, Fátima Castanheira, Jorge Pinto, Diogo Baptista, Beatriz Empis, José Albuquerque Fonseca, Jorge Oliveira, António Araújo

 

Foto de Eric Morin (in World of Interiors)
Pedido de classificação da Estrela da Sé ao Património Cultural, IP (04.08.2026) 1000 668 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação da Estrela da Sé ao Património Cultural, IP (04.08.2026)

Exmo. Sr. Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP

Doutor João Soalheiro

C.C. Senhora Ministra da Cultura

Como é do conhecimento de V. Exa. a “Estrela da Sé” é hoje muito mais do que uma das já raríssimas casas de pasto centenárias existentes em Lisboa, sendo ex-libris dos estabelecimentos de restauração do nosso quotidiano e dos turistas que nos visitam.

A sua história tem mais de 150 anos e o que começou por ser um armazém de vinhos tornou-se num belíssimo restaurante típico, revestido quase por inteiro a madeira e com uma compartimentação em “reservados” que o torna tão especial.

O seu estado de conservação é muito bom e o serviço prestado é de qualidade.

Trata-se de mais um estabelecimento comercial que julgamos merecedor do reconhecimento da tutela da Cultura, por via da sua classificação como Monumento de Interesse Público.

Para o efeito, submetemos à consideração de V. Exa. e dos Serviços do Património Cultural, IP, o Requerimento Inicial de Procedimento de Classificação, acompanhado de documentação pertinente.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Nuno Caiado, António Barreto, Fernando Jorge, José Maria Amador, Eurico de Barros, Rui Martins, Diogo Baptista, Beatriz Empis, António Araújo, José Albuquerque Fonseca, Jorge Pinto

Fotografia © Artur Lourenço
Pedido de classificação da Joalharia Ferreira Marques (20.05.2026) 544 552 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação da Joalharia Ferreira Marques (20.05.2026)

Exmo. Senhor Presidente do Património Cultural, IP

Doutor João Soalheiro

Como é do conhecimento de V. Exa., a famosíssima Joalharia Ferreira Marques, reconhecidamente uma das lojas mais emblemáticas da cidade de Lisboa e do país, projectada aquém e além-fronteiras, perfaz 100 anos no presente ano.

Trata-se de um espaço comercial cujo currículo dispensa apresentações, mas que, convém recordar, foi concebido em 1926 pelo arquitecto Manuel Norte Júnior, que procedeu a alterações significativas no anterior espaço desenhado por Rodrigues Prieto em 1910, então uma loja de venda de fazendas.

A fachada da Joalharia Ferreira Marques e todo o seu interior merecem, a nosso ver, ser classificados pelo Estado como de Interesse Público, à semelhança do que já aconteceu com a Ourivesaria Barbosa Esteves, entretanto encerrada.

Nesse sentido, temos o prazer de submeter à consideração de V. Exa. e dos serviços do Património Cultural, IP, o nosso pedido de classificação deste importante património integrado, juntando para o efeito o respectivo requerimento inicial de procedimento de classificação, fotografias antigas e actuais, e mapa de localização.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

 

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Carlos Moura, João Batista, Luís Serpa, Rui Martins, Filipe de Portugal, Eurico de Barros, Helena Espvall, António Araújo, Raquel Henriques da Silva, Ana Cristina Figueiredo, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha, Fátima Castanheira

 

Foto: Joalharia Ferreira Marques
Pedido de classificação da fachada Arte Nova do Animatógrafo do Rossio (18.06.2025) 1024 621 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação da fachada Arte Nova do Animatógrafo do Rossio (18.06.2025)

Exmo. Senhor Presidente do Património Cultural, IP
Doutor João Soalheiro
 
Como é do conhecimento de V. Exa., a fachada do antigo Animatógrafo do Rossio, de 1907 e profusamente decorada com talha e azulejaria de autor, assume particular relevância no panorama Art Nouveau da cidade de Lisboa e do próprio país.
Cremos que a salvaguarda desta decoração de fachada deve ser uma prioridade de todos quantos se preocupam com o estado do nosso património. 
Em nosso entender, nada garante que essa salvaguarda se verifique de facto só porque o prédio da Rua dos Sapateiros que a ostenta é abrangido pela classificação de interesse público do conjunto da Baixa Pombalina, ou, muito menos, porque a fachada está incluída na carta municipal do património, anexa ao PDM – há inúmeros exemplos de destruição de património que o contradizem.
Assim, só por via de uma classificação de âmbito nacional se assegurará a salvaguarda efectiva desta magnífica fachada do antigo Animatógrafo do Rossio, o que a acontecer será também um acto de justiça e reconhecimento por duas artes-ofícios especialmente ricas mas, infelizmente, em vias de extinção: a marcenaria artística e o desenho e pintura manual de azulejo.
Por isso, temos o prazer de submeter à consideração do Património Cultural, IP, a classificação deste importante património integrado, juntando para o efeito o respectivo requerimento inicial de procedimento de classificação, fotografias antigas e actuais, e mapa de localização, bem como um anexo com texto a complementar o formulário de requerimento uma vez que o mesmo não nos permitiu um preenchimento completo.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
 
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Luis Mascarenhas Gaivão, Jorge Oliveira, Helena Espvall, Carlos Boavida, Filipe de Portugal, Fátima Castanheira, Rui Pedro Martins, António Araújo, Ana Alves de Sousa, Jorge Pinto, Beatriz Empis e Paulo Trancoso
Edifício Quintão, Av. Liberdade nº 232 – pedido ao Presidente da CML para classificação de Interesse Municipal (17.06.2025) 768 1024 Fórum Cidadania Lx

Edifício Quintão, Av. Liberdade nº 232 – pedido ao Presidente da CML para classificação de Interesse Municipal (17.06.2025)

Exmo. Senhor Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
 
Como é do conhecimento de V. Exa. o edifício Quintão, sito na Avenida da Liberdade, nº 232, é de grande relevância patrimonial para a cidade de Lisboa, enquanto exemplar maior, raro e perfeitamente intacto da arquitectura de transição do Século XIX para o XX, no qual podemos apreciar um desenho cuidado, nos exteriores e interiores, remetendo-nos para a arquitectura renascentista veneziana.
Tal valia justificaria a apresentação em Junho de 2017 de um pedido de classificação de âmbito nacional junto dos serviços do Património Cultural, IP, na altura ainda DGPC, que muito recentemente (29.05.2025), porém, viria a não ser aceite por esses serviços, por não considerarem o imóvel como sendo passível de uma classificação de interesse nacional ou público.
Contudo, o PC-IP sugere que a CML avance com uma classificação de interesse municipal, tendo para isso enviado à CML cópia do processo que declinou.
Nesse sentido, aproveitamos o ensejo para reforçar junto da CML o repto em boa hora lançado pelo PC-IP, apelando a V. Exa. para que dê indicações aos serviços da CML para iniciarem quanto antes o procedimento de classificação do edifício Quintão enquanto Monumento de Interesse Municipal, servindo-se para tal da profusa documentação que sustentava o pedido enviado à então DGPC.
Na certeza de que tal desiderato terá bom acolhimento dos serviços e da população que luta pela salvaguarda do património e da identidade da cidade, apresentamos os melhores cumprimentos.
 
Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Trancoso, Helena Espvall, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, António Araújo, Filipe de Portugal, Jorge Pinto

 

Pedido de classificação da Casa dos Penedos, em Sintra (26.08.2024) 1024 736 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação da Casa dos Penedos, em Sintra (26.08.2024)

Ex.mo. Senhor Presidente do Património Cultural, IP
Dr. João Soalheiro
CC. Ministra da Cultura
Como é do conhecimento de V. Exa., a Casa dos Penedos, em Sintra, é uma das obras mais notáveis do legado de Raul Lino, por tudo mas sobretudo pelo desafio que foi construir naquele terreno íngreme e acidentado uma habitação como este palacete estival, mais as cocheiras e as construções para os empregados.
Tratando-se assim de uma obra complexa, a essa complexidade se juntaria um outro desafio, alcançado também na perfeição: garantir que a casa estaria em perfeita sintonia com a envolvente, usufruindo da paisagem, da vila histórica e da serra de Sintra, pelo que também por isso estamos em presença de um exemplo maior da nossa arquitectura paisagista, a que se juntam, naturalmente, a estética, a decoração e os materiais tão do agrado do Arquitecto.
Nos últimos anos, felizmente, a DGPC teve a preocupação de classificar de Interesse Público alguns outros exemplares da autoria de Raul Lino, também eles notáveis, como são as três moradias do Monte Estoril e a famosíssima Casa Branca, nas Azenhas do Mar.
Contudo, existe, a nosso ver, uma pecha chamada Casa dos Penedos, que importa incluir na lista de bens protegidos que foram desenhados ao pormenor por Raul Lino, como sempre foi seu timbre.
Nesse sentido, vimos requerer a V. Exa. a abertura do procedimento de classificação da Casa dos Penedos, juntando para o efeito o respectivo formulário e uma série de plantas e alçados e fotografias, fazendo votos para que a mesma seja passível de aprovação o mais rápido possível.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Maria Ramalho, Rui Pedro Barbosa, Luis Mascarenhas Gaivão, Eurico de Barros, Maria Teresa Goulão, Rui Martins, Raquel Henriques da Silva, Helena Espvall, Jorge Pinto, Ruth da Gama, Fernando Jorge, Fátima Castanheira, Paula Cristina Peralta, José Maria Amador, Pedro Formozinho Sanchez
Foto: Bernardo Rodrigues (2023)
Pedido de classificação do Pavilhão Chinês 1000 667 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação do Pavilhão Chinês

Exmo. Sr. Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, I.P.
Arq. João Carlos Santos
Como V. Exa. reconhecerá, a classificação de espaços comerciais enquanto bens de Interesse Público só muito recentemente é que começou a ser objecto da atenção da tutela da cultura, havendo hoje um pequeno conjunto de lojas que já o são: Cervejaria Solmar (2019), Confeitaria Nacional (2020), Ourivesaria Barbosa Esteves (2019), Tabacaria Mónaco (2017), Caza das Vellas Loreto (2017), Casa Havaneza () e antiga Casa da Sorte (na realidade os painéis cerâmicos de Querubim Lapa, em 2018),
Outras, poucas, pelo carácter do bem e génio do respectivo criador, e enquanto testemunho de vivências e factos históricos, concepção arquitectónica e decorativa, e de memória colectiva, merecerão sem dúvida igual estatuto, e nesse sentido temos vindo a enviar aos V/serviços algumas delas (Snack-Bar Galeto, Livraria Ferin, Livraria Sá da Costa).
Nesse propósito, consideramos ser de elementar justiça que seja ponderada a classificação do bar mais emblemático e reconhecido de Lisboa, “gabinete de curiosidades”: o Pavilhão Chinês.
Embora a fundação deste bar, pelo decorador e colecionador Luís Pinto Coelho, aponte para 1986, o espaço ocupa o que foi uma célebre mercearia e armazém de víveres que ali funcionou desde 1901. Em 1986, o arq. Carlos Ramos faria o projecto de alterações que resultou no Pavilhão Chinês que hoje conhecemos: mais do que um simples bar de cocktails ou local de convívio, é um regalo para a vista, pela sua decoração em horror vacui, onde se misturam brinquedos de época com loiça de Bordallo Pinheiro, bandeiras, artigos militares, antiguidades, etc., expostos num belíssimo mobiliário ao longo das sucessivas salas do bar, assumindo-se como património móvel integrado perfeitamente no espaço que ocupa.
Pelo exposto, temos o prazer de enviar a V. Exa. o Requerimento de abertura de processo de classificação do Pavilhão Chinês, anexando algumas fotografias elucidativas deste bar.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
Paulo Ferrero, Luís Mascarenhas Gaivão, Paulo Lopes, Luís Carvalho e Rêgo, João Mineiro, Helena Espvall, Eurico de Barros, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Alexandra Maia Mendonça, Fátima Castanheira, António Araújo, Fernando Jorge, Carlos Boavida, Jorge Pinto, Ana Cristina Figueiredo, Maria do Rosário Reiche, Filipe Teixeira
Foto Lojas Com História/CML
Pedido de classificação da Livraria Ferin 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação da Livraria Ferin

Exmo. Sr. Director-Geral do Património Cultural
Arq. João Carlos Santos
Como é do conhecimento de V. Exa., a Livraria Ferin é a segunda livraria mais antiga do país e é uma das lojas mais importantes e emblemáticas que existem na sua capital, pelo que só por isso mereceria uma classificação de interesse público.
Infelizmente, tal nunca foi até hoje reconhecido pela tutela da Cultura, a quem cabe defender e aplicar medidas de salvaguarda para o património cultural do país.
Infelizmente, também, a Livraria Ferin foi encerrada há poucos dias, desconhecendo-se não só o paradeiro do seu valiosíssimo espólio móvel como o futuro do seu interior, uma vez que a débil protecção de que usufrui (Carta Municipal do Património) não lhe garante minimamente que o mesmo se mantenha como está.
Pelo exposto, e porque consideramos que se há estabelecimentos comerciais que mereçam ser classificados, a Livraria Ferin merece-o prontamente, enviamos a V. Exa. o respectivo requerimento, acompanhado de fotografias, de modo a que a mesma se possa juntar ao lote de lojas já classificadas de Interesse Público pela DGPC (ex. Cervejaria Solmar, Confeitaria Nacional, Ourivesaria Barbosa Esteves e Tabacaria Mónaco).
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos e votos de um Bom Ano de 2024 para todos.
Paulo Ferrero, Luis Mascarenhas Gaivão, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Jorge Pinto, Nuno Caiado, Alexandra Maia Mendonça, Rui Martins,  Manuela Correia, Filipe de Portugal, Eurico de Barros, António Araújo, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fátima Castanheira, Gustavo da Cunha, Filipe Teixeira, Tiago Mendes, Maria do Rosário Reiche, Helena Espvall, Beatriz Empis, Fernando Jorge, Raquel Henriques da Silva
Pedido de classificação de 16 painéis azulejares publicitários 1024 682 Fórum Cidadania Lx

Pedido de classificação de 16 painéis azulejares publicitários

Exmo. Sr. Director-Geral do Património Cultural
Arq. João Carlos Santos

 

Como é do conhecimento de V. Exa., o azulejo publicitário é uma vertente particularmente criativa do azulejo tradicional, e teve o seu fulgor num período de cerca de um século, estendendo-se da segunda metade do século XIX à década de 50 do século passado.
A sua estética e imagética, as cores e o grafismo com que esses painéis azulejares foram sendo desenhados e produzidos durante esses 100 anos, ajudaram, e muito, a desenvolver uma cultura de publicidade até então ausente da nossa sociedade. Firmando créditos junto do público, pelos artigos e produtos publicitados, as firmas comerciais e industriais respectivas, os próprios criadores-artistas, e alterando de forma indelével as fachadas dos edifícios e com isso a imagética de muitos dos arruamentos das nossas cidades, em particular Lisboa, extravasando inclusivamente o tempo de vida útil dos estabelecimentos para os quais foram desenhados.
Infelizmente, porém, a incúria, o desleixo, a não salvaguarda e a pouca importância dada à azulejaria de fachada durante tempo demasiado e, em particular, ao azulejo publicitário, traduziu-se no desaparecimento de muito património, que hoje seria valorizado.
Cremos, mais uma vez, que é pela classificação deste Património que se garantirá não só a sua salvaguarda, como o reconhecimento da sua valia histórica-artística-técnica, que urge assegurar, bem como fomentar junto dos respectivos proprietários e da edilidade o seu restauro cuidado e a sua promoção turístico-cultural.
Nesse sentido, temos o prazer de enviar à consideração de V. Exa. e da Direcção-Geral do Património Cultural o presente requerimento (e anexo com fotografias), acerca de 16 painéis de azulejo publicitário particularmente significativos, das mais variadas épocas, temas e padrões.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos 
Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Trancoso, António Miranda, António Araújo, Miguel Atanásio Carvalho, Carlos Boavida, Filipe de Portugal, Jorge Pinto, Beatriz Empis, Rui Pedro Martins, José Maria Amador, Irene Santos, Rita Gomes Ferrão
Foto: David Francisco, Isabel Boavida, in Azulejo Publicitário Português