Abandono

Protesto à CML pelo estado de abandono do Parque Gonçalo Ribeiro Telles (Praça de Espanha) (14.01.2026) 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

Protesto à CML pelo estado de abandono do Parque Gonçalo Ribeiro Telles (Praça de Espanha) (14.01.2026)

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas 
C.C. AML, FCG e media
Como é do conhecimento de V. Exa., o Parque Gonçalo Ribeiro Telles foi inaugurado em 2021 (Parque Gonçalo Ribeiro Telles já abriu – Fundação Calouste Gulbenkian), ainda que incompleto, situação em que se mantém, desde logo com o arrastar caricato da concessão do polémico quiosque.
Contudo, e muito para além disso, não podemos deixar de protestar pelo estado de abandono inqualificável em que o parque se encontra, conforme as fotografias tiradas ontem documentam.
É urgente limpeza, manutenção e segurança no Parque Gonçalo Ribeiro Telles!
Tal como está as pessoas não o frequentam, antes dele fogem, o que é uma pena, já que tantas expectativas criou nos lisboetas e 16 milhões de euros custou ao erário público.
O que explica este caos? De quem é a irresponsabilidade?
Acrescentaria perguntar o que explica este caos e de quem é a responsabilidade 
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
 
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Ana Alves de Sousa, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, Nuno Caiado, Helena Espvall, Beatriz Empis, Rui Martin​s, Diogo Baptista, António Miranda, Ruth da Gama
Fotografias de Ana Alves de Sousa

Resposta da CML (23.02.2026):
«Exmos. Srs.
A Direção Municipal do Ambiente, Estrutura Verde, Clima e Energia reconhece que, no momento, a manutenção do Parque Urbano Gonçalo Ribeiro Teles não está adequada ao nível de qualidade desejável para um espaço verde com a sua relevância urbana e social.
Com efeito, e por vicissitudes várias que já estamos a ultrapassar, desde novembro de 2025 que não tem sido possível assegurar a manutenção prevista, que tem sido assegurada por meios próprios que, apesar do esforço contínuo das equipas no terreno tem manifestado algumas limitações que condicionam a capacidade de resposta.
Acresce que, a presença frequente de pessoas em situação de sem-abrigo tem dificultado a conservação, limpeza e segurança do espaço, limitando a eficácia e a durabilidade das intervenções realizadas, ainda que estas ocorram com regularidade e em articulação com os serviços de higiene urbana, Polícia Municipal e brigadas de intervenção rápida para PSSA.
Reconhecemos assim a necessidade de melhorar a manutenção do parque, sendo nosso compromisso firme reforçá-la progressivamente, com vista à garantia das melhores condições de fruição pela população.
Com os melhores cumprimentos,
Cláudia Boieiro
Adjunta da Vereadora Joana Baptista
Espaço Público (Projeto e Obra) | Estrutura Verde»
Protesto pela demolição de moradia Rasquilho Raposo (Estrada de Benfica) (07.01.2026) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

Protesto pela demolição de moradia Rasquilho Raposo (Estrada de Benfica) (07.01.2026)

​Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
Exmo. Sr. Vereador do Urbanismo
Arq. Vasco Moreira Rato
C.C. AML, JF Benfica e media
Tendo tomado conhecimento recente da decisão da CML em aprovar o pedido de informação prévia que implicará a demolição da moradia Rasquilho Raposo, datada de 1934 e sita na Estrada de Benfica, nº 745​, Proc. 2115/EDI/2019, vimos apresentar o nosso protesto por esse facto e apelar a V. Exas. para que reavaliem o processo e suspendam essa demolição.
Cremos ser tempo de a Câmara Municipal de Lisboa romper com vícios antigos e assumir de facto uma mudança de paradigma no que respeita à política urbanística que tem promovido nos últimos vinte anos, mormente no que toca ao desprezo pelo património edificado em Lisboa entre finais do século XIX e primeiras décadas do XX, cuja delapidação tem sido evidente e galopante.
No caso presente das moradias tradicionais – de que a demolição há 8 anos do restaurante A Gôndola foi o episódio mais triste -, a realidade dos factos levar-nos-á em breve ao desaparecimento total destas vivendas urbanas isoladas (ou geminadas), destinadas a famílias da classe média-alta e que foram construídas sobretudo em eixos então periféricos, como a Estrada de Benfica; com volumetria articulada, fachadas ritmadas, varandas em ferro forjado, cantarias trabalhadas e elementos decorativos ecléticos tardios, algures entre o ecletismo e o racionalismo​, produções artesanais e únicas que assim desaparecem de forma irreversível.
A ausência de toda e qualquer preocupação da CML em matéria de Património, aliada à pressão e especulação imobiliárias, torna esta moradia da família Rasquilho Raposo um dos raríssimos exemplos sobreviventes dessa tipologia, o que lhe confere um ainda maior valor patrimonial para a cidade, também pela representatividade histórica e integridade formal.
Tal como os chalets e vilas e pátios operários, trata-se de um património que há muito devia estar classificado todo ele de Interesse Municipal!
Continuamos sem compreender a absoluta indiferença da Câmara Municipal de Lisboa pelo Património da cidade.
Maior incompreensão quando a CML é proprietária de um sem-número de terrenos e lotes que poderiam ser trocados com os promotores, encontrando-se assim uma alternativa boa para todas as partes, promotor imobiliário, CML e… Lisboa! Em vez disso, continuamos a ter uma CML submissa à especulação imobiliária e, pior, indiferente à descaracterização da cidade.
A demolição desta moradia significará a perda irreversível de um testemunho material da história urbana e social de Lisboa, substituído, previsivelmente, por construção genérica e indiferenciada, sem qualquer valor acrescentado, para além do mero lucro para a construção civil​, como aliás é o caso dos prédios contíguos que atrofiaram desde logo este imóvel único, merecendo esses sim, e muito mais depressa, uma demolição​.
Apelamos a V. Exas. para que reavaliem a política urbanística da CML, fazendo jurisprudência deste caso – fotografia a preto e branco, do estúdio Horácio Novais, in Bibliotheca d’Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos e votos de Bom Ano.
Paulo Ferrero, Rui Martins, ​Miguel de Sepúlveda Velloso, ​Gonçalo Cornélio da Silva, Helena Espvall, José Manuel Azevedo, Jorge Oliveira, Gustavo da Cunha, Jorge Pinto, António Araújo, João Batista, Filipe de Portugal, Maria Ramalho, Miguel Atanásio Carvalho, Beatriz Empis

….

Resposta da CML (05.02.2026):

«Exmos. Senhores,

Acusamos a receção do email de V. Exas., remetido a 7 de janeiro de 2026, relativamente à demolição de uma moradia sita na Estrada de Benfica, n.º 745.

Agradecemos, em primeiro lugar, a atenção dedicada ao património edificado da cidade e o contributo cívico que o Fórum Cidadania LX tem mantido ao longo dos anos.

No que respeita às questões colocadas, cumpre informar o seguinte:

  1. Sobre o Pedido de Informação Prévia (PIP)
    Para o imóvel em causa foi apresentado, pelo(s) proprietário(s), um Pedido de Informação Prévia no âmbito do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação.
    Este procedimento —processo n.º 2115/EDI/2019— foi objeto de análise técnica pelos serviços competentes da Câmara Municipal de Lisboa, incluindo as unidades orgânicas com responsabilidade nas áreas do urbanismo, património, mobilidade, ambiente e avaliação estrutural.
  2. Fundamentação da decisão técnica
    A decisão municipal assentou, exclusivamente, nos critérios estabelecidos nos instrumentos de gestão territorial aplicáveis, nomeadamente o Plano Diretor Municipal de Lisboa (PDML) e o Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação.

Da análise instruída pelos serviços técnicos resultou que:

  • As moradias existentes não integram a Carta Municipal do Património, nem estão classificadas ao abrigo de legislação própria;
  • Foi reconhecido o estado avançado de degradação de ambos os edifícios;
  • A Estrutura Consultiva Residente da Carta Municipal do Património Edificado e Paisagístico apreciou o caso e considerou que a eventual demolição apenas poderia ser admitida mediante a demonstração de uma mais‑valia urbanística e arquitetónica da proposta de substituição;
  • A operação urbanística foi aprovada com condicionamentos expressos, nomeadamente quanto à salvaguarda dos painéis de azulejos existentes, à valorização arquitetónica da futura construção, ao regime de superfícies permeáveis, ao cumprimento de parâmetros urbanísticos e à necessidade de pareceres adicionais em fase de licenciamento.
  1. Estado do procedimento

Esclarece‑se que a aprovação do PIP não corresponde a uma autorização de obra, sendo apenas uma decisão sobre a viabilidade urbanística, sujeita ao posterior e obrigatório procedimento de licenciamento, onde todos os condicionamentos terão de ser integralmente verificados.

  1. Salvaguarda patrimonial

Importa ainda referir que:

  • A decisão do município determinou a obrigatoriedade de apresentação de um plano de desmonte e preservação dos azulejos, com acompanhamento pelos serviços de Património Cultural;
  • A solução final de arquitetura deverá evidenciar contributo positivo para a imagem urbana da Estrada de Benfica, critério que será rigorosamente avaliado na fase seguinte.
  1. Proteção de dados pessoais

Nos termos do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, e dado tratar‑se de procedimento administrativo relacionado com interesses urbanísticos de particulares, não é possível divulgar elementos pessoais de proprietários ou técnicos intervenientes, limitando‑se esta resposta à informação estritamente necessária, adequada e proporcional.

Agradecemos, uma vez mais, a disponível participação de V. Exas.

Com os melhores cumprimentos,

Gustavo Namorado

Adjunto

Gabinete do Vereador Vasco Moreira Rato»

A nossa resposta (10.02.2026):

Exmo. Senhor Vereador Vasco Moreira Rato
Agradecemos a resposta desse Gabinete, que nos foi enviada pelo senhor Adjunto Gustavo Namorado, bem como as palavras ditas sobre o nosso contributo cívico em prol da cidade.
Concordamos totalmente: a aprovação de um PIP não significa que o projecto de arquitectura esteja aprovado, muito menos o licenciamento da obra.
Contudo, e a menos que o PIP agora aprovado pela CML venha a caducar no futuro, o que não se nos afigura provável dadas as dimensões do lote em causa e o número de pisos dos prédios que o ladeiam, que permitem ao promotor um aumento significativo de cércea no futuro edifício, os parâmetros urbanísticos agora aprovados irão materializar-se nesse edifício.
E concordamos no ponto essencial: a moradia Rasquilho Raposo ao não estar incluída na Carta Municipal do Património, não tem absolutamente protecção alguma, pelo que a aprovação da sua demolição é perfeitamente legal à luz do PDM e da restante regulamentação em vigor.
Daí termos apelado a V. Exas. para a necessidade urgente de actualização da Carta Municipal do Património, fazendo incluir nela a curtíssimo prazo sem-número de edifícios de várias tipologias e épocas construtivas (moradias, chalets, pátios e vilas operárias, etc.) que nunca foram incluídos, por esta ou aquela razão, mas que possuem indesmentível um valor histórico, patrimonial e afectivo para a cidade que justificam a sua inclusão nessa Carta.
Moradias como a do caso presente são um bom exemplo dessa falha administrativa, pois são moradias já raras na cidade, testemunhos de época e do desbravar do próprio bairro de Benfica. Por isso, não compreendemos como é que a sua demolição e substituição por um edifício contemporâneo, alinhado pela cércea do quarteirão, poderá constituir uma mais valia urbanística e arquitectónica para o bairro, um bairro que tem sido profunda e esmagadoramente descaracterizado desde os anos 60, num caos urbanístico e visual que o PDM em vigor deveria corrigir e não incentivar a que continue.
Cremos que estamos perante um estudo de caso, que retrata o paradigma da política urbanística da CML, e que importa inverter.
Relativamente aos azulejos de fachada da moradia, que a Lei nº 79/2017 procura salvaguardar por via de várias alterações ao RJUE, cremos que é claro o seguinte: a demolição de uma fachada azulejar só pode ser aprovada pelos municípios “em razão da ausência ou diminuto valor patrimonial relevante” dos azulejos em questão (alínea c) do artigo 24º).
Cremos que os painéis azulejares da fachada da moradia Rasquilho Raposo, com cenas agrícolas, são reconhecidamente de valor patrimonial e raríssimos, tendo sido objecto, aliás, de levantamentos fotográficos ao longo do tempo. Daí que devam permanecer in situ e não serem removidos para depósito.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Helena Espvall, Luís Serpa, Rui Martins, Jorge Oliveira, Beatriz Empis, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, Fátima Castanheira
Coroas de Louros do Parque Eduardo VII abandonadas desde 2023 em terreno junto ao cemitério de Carnide – novo protesto ao PCML (19.08.2025) 1024 1013 Fórum Cidadania Lx

Coroas de Louros do Parque Eduardo VII abandonadas desde 2023 em terreno junto ao cemitério de Carnide – novo protesto ao PCML (19.08.2025)

Exmo. Sr. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

C.C. AML e media

 

Serve o presente para manifestarmos o nosso protesto veemente e a nossa indignação pelo chocante estado de abandono em que se encontram as coroas de louro​s que ​coroavam as colunas do alto do Parque Eduardo VII, ​e que foram retiradas pela CML em 2023 com o propósito de ​se proceder ao seu restauro, segundo o que foi anunciado na altura pelo seu Vice-Presidente.

É a todos os títulos lamentável verificar​mos que as coroas de louro​s têm estado abandonadas em terreno junto ao cemitério de Carnide, conforme poderá V. Exa. constatar na foto 1, publicada há dias no Facebook/Grupo dos Vizinhos das Avenidas Novas.

Mais lamentável é o facto de a CML se ter apressado a cobri-las à pressa (disfarçando?) com lonas (fotos 2 e 3), certamente no seguimento da queixa que apresentámos em Junho à Provedoria de Justiça (https://cidadanialx.org/portfolio/coroas-de-louros-do-alto-do-parque-eduardo-vii-continuam-por-colocar-queixa-a-provedoria-de-justica-17-06-2025/).

Queremos saber o que pensa o Presidente da CML acerca desta situação e se é assim que a CML preserva e recupera o seu Património, no caso ao arrepio do que havia prometido em 2023: recuperar as coroas de louros e recolocá-las no cimo das colunas monumentais do Parque Eduardo VII?

Quando é que as coroas de louros voltam ao Parque Eduardo VII?

Com os melhores cumprimentos

 

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rosa Casimiro, Nuno Caiado, Filipe de Portugal, Beatriz Empis, João Batista, Maria Ramalho, Jorge Pinto

Convento da Graça em estado vergonhoso – apelo ao Governo para o resgatar do programa Revive (08.05.2025) 1020 1024 Fórum Cidadania Lx

Convento da Graça em estado vergonhoso – apelo ao Governo para o resgatar do programa Revive (08.05.2025)

Exmo. Sr. Ministro da Economia
Dr. Pedro Reis,
Exmo. Sr. Secretário do Turismo
Dr. Pedro Machado
C.C. PM, MC, CML, AML, PC-IP, Programa Revive e media
Como é o do conhecimento de V. Exas., o Convento da Graça (Monumento Nacional desde 1910), em Lisboa, foi concessionado pelo Estado ao grupo AZIRIVER (hotéis SANA), em Dezembro de 2019, ao abrigo do Programa REVIVE e por um prazo de 50 anos, com o objectivo de ali nascer um hotel.
Hoje, passados que estão quase seis anos sobre a referida concessão, as zonas do antigo convento-quartel objecto da concessão continuam ao abandono e a degradar-se de forma assustadora, assumindo contornos de crime de lesa-património (exemplos: o designado “segundo claustro” foi despojado do seu património azulejar e encontra-se em péssimo estado; o edifício revivalista do quartel, com entrada pelo Largo da Graça, encontra-se como as fotos em anexo documentam).
A situação é intolerável e indigna de uma capital europeia.
Além de que, tratando-se de uma zona de enorme procura turística, é uma péssima imagem que é transmitida a quem nos visita.
Julgamos que estão reunidas as condições para que o Governo de Portugal, à semelhança do que foi feito noutras concessões de péssima memória, revogue a concessão feita do Convento da Graça, pelo que apelamos a V. Exas. para que procedam a essa revogação.
E aproveitem a oportunidade para rever o pensamento estratégico quanto ao futuro do património histórico de que o Estado ainda é proprietário, por forma a que conjuntos monumentais como o em apreço sejam recuperados para um uso mais digno e consentâneo com as carências do país e consensual junto da população, e não, como até aqui, optando pela solução mais fácil e óbvia: sua exploração hoteleira.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Atanásio Carvalho, Rui Pedro Martins, Nuno Caiado, António Araújo, Ana Alves de Sousa, João Batista, Helena Espvall, Beatriz Empis, Carlos Boavida, Manuela Correia, João Teixeira, Jorge Pinto, Pedro Jordão, José Maria Amador, Filipe de Portugal, Maria Ramalho
Pergunta à CML: qual o futuro do edifício do n. 55 da Av. Praia da Vitória? (10.04.2025) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

Pergunta à CML: qual o futuro do edifício do n. 55 da Av. Praia da Vitória? (10.04.2025)

Exmª Senhora Vereadora do Urbanismo
Engª Joana Almeida
C.C. PCML e AML
Serve o presente para solicitarmos a V. Exa. que nos esclareça quanto ao que pretende a CML fazer de modo a garantir a reabilitação do magnífico edifício de gaveto da Avenida Praia da Vitória, nº 47-55 e Praça Duque de Saldanha, nº 11, datado de 1919 e que se encontra abandonado há vários anos, mas em bom estado de conservação.
Como é do conhecimento de V. Exa., trata-se de um notável edifício da arquitectura de transição, entre os séculos XIX e XX, e por isso está inventariado pela Carta Municipal do Património (item 44.09 Edifício de habitação plurifamiliar / Av. Praia da Vitória, 49-67; Praça Duque de Saldanha, 11-11C).
Trata-se igualmente de um edifício marcante da Praça Duque de Saldanha, uma praça que se encontra, e bem, em estudo para classificação pela Câmara Municipal de Lisboa.
É por isso incompreensível que a Câmara Municipal de Lisboa permita a sua degradação e, não a travando, o seu desaparecimento a médio-prazo, como tem sucedido a um sem-número de outros edifícios de uma “Lisboa-entre-séculos”, de que a triste demolição integral do edifício do número 37 da Avenida dos Defensores de Chaves é o caso mais recente.
Solicitamos, ainda, informação se é vontade da Câmara Municipal de Lisboa iniciar no próximo mandato, finalmente, uma estratégia de reabilitação urbana direccionada especificamente para os edifícios desta época construtiva, um património arquitectónico que foi particularmente rico em Lisboa, mas que tem vindo a ser desbaratado nas últimas décadas.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Rui Pedro Barbosa, Nuno Caiado, Rui Martins, Carlos Boavida, Beatriz Empis, Jorge Oliveira, Helena Espvall, Miguel Atanásio Carvalho, António Araújo, José Maria Amador, Jorge Pinto, Filipe Teixeira, Raquel Henriques da Silva, Fátima Castanheira, Maria Ramalho
Casa-Museu Mestre João da Silva continua encerrada e sem rumo à vista – pedido de explicações à SNBA (11.02.2025) 1012 1024 Fórum Cidadania Lx

Casa-Museu Mestre João da Silva continua encerrada e sem rumo à vista – pedido de explicações à SNBA (11.02.2025)

Exmo. Sr. Presidente da Sociedade Nacional de Belas-Artes
Dr. Alexandre Sousa-Machado
C.C. CML, AML e MC
Gostaríamos de saber qual o ponto de situação da Casa-Museu Mestre João da Silva, sita no nº 11 da Rua Tenente Raul Cascais e tutelada por essa prezada instituição após acordo judicial em 2018.
Desde há vários anos a esta parte que se assiste à degradação crescente daquela bela moradia, como, mais importante, se teme pelo seu valioso recheio, enquanto espólio deixado pelo artista para a sua casa-museu, e que contava cerca de 50 mil peças.
Ultimamente, temos vindo a receber alertas de vizinhos dando conta de janelas abertas e do perigo de saque de objectos da colecção.
Lamentamos profundamente que este equipamento esteja como está e, pior, continue a ser do completo desconhecimento do público, envolto que esteve num imbróglio, a todos os níveis deplorável, durante os últimos 20 anos.
Continuamos sem compreender toda esta tristíssima situação, que nos deveria envergonhar a todos.
Perguntamos a V. Exa. o seguinte:
Já está feito o inventário do espólio que ainda se encontrava na moradia aquando do referido acordo judicial?
Confirma-se que desapareceram peças antes dessa decisão? Quantas? Vai a SNBA agir legalmente contra quem se apropriou delas?
Quando é que avançam as obras de recuperação do imóvel que a SNBA anunciou que viriam a ser iniciadas pouco tempo depois da decisão do tribunal mas que nunca se concretizaram?
Muito obrigado.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Pedro Barbosa, Ana Alves de Sousa, Helena Espvall, Raquel Henriques da Silva, Fernando Jorge, António Araújo, Beatriz Empis
Foto: Hipersyl
Edifício entre-séculos da Rua Capitão Renato Baptista e capela anexa – pedido de informações à CML (07.02.2025) 486 408 Fórum Cidadania Lx

Edifício entre-séculos da Rua Capitão Renato Baptista e capela anexa – pedido de informações à CML (07.02.2025)

Exma. Srª Vereadora do Urbanismo
Engª Joana Almeida
C.C. AML
Estamos preocupados com o que se vai passar no edifício “Entre-Séculos” do nº 31 da Rua Capitão Renato Baptista, datado de 1899, e capela neo-gótica anexa (Capela do Coração Eucarístico de Jesus, data de 1910, com projecto do arq. Alfredo de Ascensão Machado), ao que sabemos propriedade do Patriarcado de Lisboa.
Estaremos em presença de mais um esventramento completo do edifício, com ampliação?
E qual será o destino da capela encerrada ao culto e abandonada há já alguns anos?
Nesse sentido, e porque não existe nenhum aviso no local, solicitamos a V. Exa. que nos informe se entrou de facto algum projecto relativamente a estes edifícios e, no caso de existir, qual o seu teor e qual foi o parecer da CML.
Muito obrigado
Com elevada consideração, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Rui Pedro Barbosa, Nuno Caiado, Rui Pedro Martins, Jorge Pinto, Helena Espvall, Manuela Correia, Fátima Castanheira, Gustavo da Cunha, Beatriz Empis
Foto: Alberto Carlos Lima (1910), in Arquivo Municipal
Balneário D. Maria II – Pedido de substituição da tela colocada em Julho de 2024 (29.01.2025) 1024 1022 Fórum Cidadania Lx

Balneário D. Maria II – Pedido de substituição da tela colocada em Julho de 2024 (29.01.2025)

Exmo. Sr. Presidente do Património Cultural, IP
Dr. João Soalheiro
C.C. Senhora Ministra da Cultura
Serve o presente para alertar V. Exa. para o estado em que já se encontra a tela colocada sobre o Balneário D. Maria II, em Julho de 2024, pela ESTAMO, com o propósito de proteger aquele Imóvel de Interesse Público, e após solicitação da Senhora Ministra da Cultura.
De facto, é lamentável o tratamento que continua a ser dado a este imóvel precioso e único, tal como o que é dado aos também classificados Pavilhão de Segurança (“Panóptico”) e edifício principal do antigo Hospital Miguel Bombarda.
Como referimos em contacto anterior, todos eles se encontram a degradar, fechados ao público e, pior, sem recuperação nem destino compatível à vista, facto inaudito dada a valia do património em causa, pelo que fazemos votos para que o Ministério da Cultura os tome urgentemente à sua guarda, juntamente com a “Colecção Bombarda”, por via de acordo com a ESTAMO/Ministério das Finanças e Ministério da Saúde.
Entretanto, solicitamos a V. Exa. que o Património Cultural-IP reforce junto da ESTAMO a necessidade de esta mandar colocar uma nova tela a envolver o Balneário D. Maria II, e que desta vez seja uma tela resistente aos ventos.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Pedro Jordão, Rui Pedro Barbosa, Beatriz Empis, Helena Empis, Nuno Caiado, Rui Pedro Martins, Maria Teresa Goulão, Fernando Jorge, Fátima Castanheira, Jorge Pinto, Ana Alves de Sousa, António Araújo, Maria Ramalho
Fotografia de Paula Isabel Santos (27.01.2025)
Chafariz do Carmo em estado vergonhoso – protesto à CML, EPAL e Junta Freguesia (11.11.2024) 1011 1024 Fórum Cidadania Lx

Chafariz do Carmo em estado vergonhoso – protesto à CML, EPAL e Junta Freguesia (11.11.2024)

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas,
Ex.mo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior
Dr. Miguel Coelho,
Ex.mo. Sr. Presidente do Conselho de Administração da EPAL
Eng. Carlos Martins,
C.C. AML, Património Cultural-IP, Museu da Água e media
Serve o presente para apresentarmos a V. Exas. o nosso protesto pelo estado deplorável em que se encontra o Chafariz do Largo do Carmo, Monumento Nacional desde 2002 (Decreto n.º 5, Diário da República, 1.ª série-B, de 19 Fevereiro), assumindo contornos de escândalo se notarmos que já encontra “enfeitado” para o Natal.
É de facto lamentável que este chafariz monumental, que é propriedade municipal, se encontre como as fotografias em anexo, tiradas ontem, documentam.
Duplamente lamentável se nos lembrarmos que o seu restauro estava previsto para 2020, ao abrigo do protocolo assinado entre a CML e a EPAL, em 1 de Abril do mesmo ano (ponto 1 do Anexo I ao protocolo).
Cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rui Pedro Barbosa, Fernando Jorge, Ana Celeste Glória, Ana Alves de Sousa, Carlos Boavida, Manuela Correia, Helena Espvall, Beatriz Empis, Rui Pedro Martins, Gustavo da Cunha, Miguel Atanásio Carvalho, Filipe de Portugal, Fátima Castanheira, Jorge Pinto, António Araújo

Capela de Santo Cristo, Restelo – S.O.S. ao Património Cultural, IP (22.10.2024) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

Capela de Santo Cristo, Restelo – S.O.S. ao Património Cultural, IP (22.10.2024)

Exmo. Senhor Presidente do Património Cultural, IP
Dr. João Soalheiro
C.C. Presidente da CML e Senhora Ministra da Cultura
Como é do conhecimento de V. Exa. a Capela de Santo Cristo, junto ao estádio de futebol d’Os Belenenses, é Imóvel de Interesse Público e encontra-se como as fotos documentam.
A CML será a guardiã do templo, embora quem a ocupe seja a Igreja Ortodoxa da Sérvia, por via de um protocolo de cedência assinado em 2017, segundo o qual esta última asseguraria o restauro das paredes e do telhado e instalaria instalações sanitárias necessárias para as actividades culturais e religiosas daquela igreja. Na ocasião a Embaixada da Sérvia disponibilizou um montante de 30 mil euros.
Contudo, nada pôde ser feito uma vez que a então Direção-Geral do Património Cultural não autorizou que o processo avançasse sem que fossem cumpridas determinadas exigências, o que compreendemos, o que fez com que o orçamento aumentasse para 300 mil euros, dado que a capela apresenta sérios problemas estruturais.
Foi depois estabelecido um outro novo protocolo, desta vez envolvendo a Faculdade de Arquitetura e a Associação Telas Elementares, mas o processo arrasta-se, sendo a última novidade a ele respeitante uma candidatura a fundos europeus, em Fevereiro de 2024, desconhecendo-se a resposta.
Ao que apurámos, neste momento, a Capela corre grave risco e tem de ser protegida com uma estrutura provisória, e o cronograma possível para a sua recuperação será este: Setembro – Dezembro 2024: implementação de uma estrutura de proteção sobre a Capela, início dos trabalhos ao nível das redes de água, eletricidade e de esgotos – Outubro 2024 – Junho 2025: início dos estudos de especialidade (arqueologia, geologia, historiadores, técnicos conservação e restauro, especialista em antropologia física, etc.), estudos históricos, arqueológicos e de restauro – Março 2025 – Junho 2025: elaboração de Relatório Prévio para submeter ao Património Cultural, IP, para aprovação. – Início de 2026 (!): começo da primeira de 3 fases das obras de restauro.
Pelo exposto, pedimos a intervenção de V. Exa. para ajudar a desbloquear esta situação, se se confirmarem, obviamente, as informações que aqui expomos.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Nuno Caiado, Gustavo da Cunha, Conceição Delgado, Teresa Silva Carvalho, Manuela Correia, José Maria Amador, Beatriz Empis, Helena Espvall, Jorge Pinto, António Araújo