Árvores

Abate do pinheiro manso junto ao Palácio da Independência – pedido à CML para agir de forma inequívoca e consequente (06.08.2026) 1024 890 Fórum Cidadania Lx

Abate do pinheiro manso junto ao Palácio da Independência – pedido à CML para agir de forma inequívoca e consequente (06.08.2026)

Exma. Senhora Vereadora dos Espaços Verdes e do Espaço Público

Drª. Joana Baptista

C.C. PCML, AML, ISA e media

No seguimento do abate no mês passado, pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP), do pinheiro manso com cerca de 80 anos que se encontrava junto ao Palácio da Independência (MN), que funciona como sede daquela;

E considerando que esse pinheiro se encontrava no domínio público municipal como, V. Exa. já referiu taxativamente, e bem, por diversas ocasiões;

Considerando que a CML, como também já foi referido publicamente por V.Exa., não só não executou esse abate nem foi previamente consultada para o efeito pela SHIP;

Considerando que o relatório “técnico” de avaliação fitossanitária que a SHIP invoca para ter procedido ao abate do pinheiro manso, por estar supostamente em risco, não só não foi elaborado pela entidade oficial competente que a regulamentação municipal e nacional em vigor determina, o Instituto Superior de Agronomia/Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida, mas por duas pessoas em nome individual; como é um relatório manifestamente insuficiente uma vez que não apresenta qualquer comprovação mecânica, como a Lei nº 59/2021 determina no seu Artigo 23º, nº 1);

E que, pelo exposto, estamos perante a destruição de um bem público, facto que origina responsabilidade civil, contraordenacional e criminal dos seus autores, o que, inclusivamente, possibilita à CML apresentar uma queixa-crime ao Ministério Público;

Solicitamos a V. Exa, que, dando consequência prática urgente e inequívoca às declarações proferidas e de modo a que este assunto não esmoreça e situações destas não se repitam na cidade de Lisboa:

Dê indicações aos Serviços da CML para iniciarem o processo contraordenacional devido e os restantes instrumentos jurídicos aplicáveis, e procederem à apresentação de uma queixa-crime ao Ministério Público, queixa relativamente à qual a CML contará com o testemunho da população lisboeta, desde logo com o desta Associação, que se constituirá de bom grado como parte interessada se tal for necessário.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Pedro Jordão, Rosa Casimiro, António Passos Leite, Alexandra Maia Mendonça, João Batista, António Araújo, Inês Beleza Barreiros, Filipe de Portugal, Maria Ramalho, Diogo Baptista, Helena Espvall, Beatriz Empis, Nuno Caiado, José Albuquerque Fonseca, Rui Martins, Jorge Pinto e Filipe Teixeira (pelo Fórum Cidadania Lx) e Filomena Caetano (Engª Silvicultora, reformada)

Foto in Lisboa Para Pessoas
Pedido de esclarecimentos à CML pelo abate inexplicável de 2 choupos saudáveis e de grande porte no Largo da Oliveirinha (05.08.2026) 996 1024 Fórum Cidadania Lx

Pedido de esclarecimentos à CML pelo abate inexplicável de 2 choupos saudáveis e de grande porte no Largo da Oliveirinha (05.08.2026)

Exmo. Senhor Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
Exma. Senhora Vereadora
Dra. Joana Baptista

C.C. AML e Media

Vimos apresentar o nosso protesto ao Município de Lisboa pelo abate de 2 choupos com cerca de 15m de altura, perfeitamente saudáveis, no Largo da Oliveirinha, junto Elevador da Glória, no âmbito, segundo cremos, da obra do projeto de requalificação do largo, projeto que não contemplava o abate das mesmas, e que está (esteve?) disponível para consulta pública.

Não conseguimos compreender como foi possível proceder a esta acção sem fundamento técnico conhecido.

Assim, solicitamos a V. Exas. que exijam esclarecimentos aos responsáveis pelo abate, bem como a divulgação dos critérios que o justificaram.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Helena Espvall, António Araújo, Rui Martins, Inês Beleza Barreiros, João Batista, Fátima Castanheira, António Dias Coelho, José Albuquerque Fonseca, Jorge Pinto, Beatriz Empis, Maria Ramalho

Fotos de Diogo Correia
Abate de pinheiro manso com mais de 80 anos do Palácio da Independência – pedido de esclarecimentos ao Presidente da SHIP (15.07.2026) 769 769 Fórum Cidadania Lx

Abate de pinheiro manso com mais de 80 anos do Palácio da Independência – pedido de esclarecimentos ao Presidente da SHIP (15.07.2026)

Exmo. Sr. Dr. José Ribeiro e Castro

Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal

C.C. PCML, AML, PC-IP e media

 

Foi com particular tristeza que nos confrontámos com as notícias que deram conta do abate do pinheiro manso que existia junto à entrada do Palácio da Independência (MN), um pinheiro já documentado como estando no mesmo local desde, praticamente, a primeira cedência do palácio pelo Estado à Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP), há mais de 80 anos, portanto.

Tratava-se de uma árvore monumental que embelezava a entrada do palácio, ladeando-a como “figura de convite”, juntamente com o sobreiro que ainda se mantém no local, mas que fica agora desamparado.

Uma árvore que era património natural e património público, uma vez que se encontrava no recinto do Palácio da Independência, que é património do Estado e não da SHIP.

Uma árvore  que, além do mais, embelezava o recinto fronteiro ao próprio palácio, proporcionando sombra e frescura num local que não as tem.

Muito menos conseguimos entender e aceitar como é que uma instituição do foro cultural, com tão grandes préstimos dados à memória e história colectiva dos portugueses, que pugna pela salvaguarda de bens materiais e imateriais de Portugal, se permite mandar abater uma árvore monumental de uma espécie profundamente ligada à chamada “Portugalidade”.

Pior, não podemos aceitar que se pretenda justificar o abate do pinheiro manso com motivos fitossanitários, uma árvore que aparentava estar pujante (foto em anexo de há poucas semanas), a partir de opiniões emitidas aparentemente por cidadãos a título pessoal e não, como se impunha, de pareceres oficiais emitidos pelas entidades competentes (Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida/ISA) e CML, como determinam a Lei nº 59/2021, que versa sobre o Regime Jurídico de Gestão do Arvoredo Urbano, e o Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa (2017); e como mandaria o senso comum por se tratar de um pinheiro manso de grande porte no centro histórico de Lisboa, o que, compreensivelmente, provocou a indignação dos cidadãos e a perplexidade da própria Câmara Municipal de Lisboa, como já se percebeu pelo incómodo dos seus responsáveis sempre que, publicamente, são confrontados com o abate.

A menos que exista alguma razão que não tenha sido tornada pública, e que desconhecemos, não podemos deixar de considerar este abate como um atentado à cidade.

Por isso, passada que está a onda de protestos da opinião pública, solicitamos a V. Exa., Senhor Presidente, que nos informe sobre a real motivação para este abate e proceda à divulgação pública do parecer fitossanitário que a SHIP diz possuir.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Rosa Casimiro, Nuno Caiado, Maria Teresa Goulão, Filipe de Portugal, Helena Espvall, Beatriz Empis, Rui Martins, Fernando Jorge, António Araújo, Filipe Teixeira, José Albuquerque Fonseca, Jorge Pinto, Ivo Pires, Gonçalo Cornélio da Silva, Rui Valada, Maria Ramalho, Fátima Castanheira

Fotografia de 2026, da autoria de Pub Monster Neil, via Trip Advisor
​Classificação de Interesse Municipal para os plátanos da EN 247 (Sintra) – Nota de Imprensa (26.06.2026) 495 495 Fórum Cidadania Lx

​Classificação de Interesse Municipal para os plátanos da EN 247 (Sintra) – Nota de Imprensa (26.06.2026)

Fomos hoje informados pelos representantes das associações presentes em reunião havida ontem, dia 25 de Junho, com o senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sintra, do bom acolhimento do próprio, e, por conseguinte, da Câmara Municipal de Sintra, ao pedido de classificação de Interesse Municipal para cerca de 620 árvores de grande porte (na sua maioria plátanos) existentes ao longo da Estrada Nacional nº 247, subscrito, fundamentado e submetido para apreciação ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra, em Março passado, por um conjunto de associações.

Enquanto co-subscritores do referido pedido de classificação, não podemos deixar de assinalar publicamente este facto, pelo que ele representa de boa-nova para o património arbóreo de Sintra e para todos quantos o vêm defendendo de forma abnegada, desinteressada e apartidária desde há muitos anos.

Fazemos votos para que o processo de classificação siga os trâmites administrativos respectivos e avance da forma mais célere possível.

 

A Direcção

 

Fotografia: Sintra Notícias

Despacho do MP arquivando a nossa queixa sobre abates de árvores no Banzão (07.05.2026) 1024 461 Fórum Cidadania Lx

Despacho do MP arquivando a nossa queixa sobre abates de árvores no Banzão (07.05.2026)

Recorde-se que a nossa queixa de 2024 tinha sido esta: Abates no Parque Natural de Sintra-Cascais (Banzão, Praia das Maçãs) – Queixa ao Ministério Público (11.07.2024)

 

Intervenções inqualificáveis em árvores de espaços verdes de São Vicente – protesto veemente à JF (14.04.2026) 978 1024 Fórum Cidadania Lx

Intervenções inqualificáveis em árvores de espaços verdes de São Vicente – protesto veemente à JF (14.04.2026)

Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de São Vicente

Dr. André Gorba Biveti

Exmo. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas,

Exma. Sra. Vereadora dos Espaços Verdes

Dra. Joana Baptista

C.C. AML e media

Serve o presente para protestarmos veementemente junto de V. Exa. pelas intervenções inqualificáveis que essa Junta de Freguesia acaba de realizar nas pereiras da Rua da Graça (foto 1), rolando-as em plena floração (!), e nos lódãos do Largo de Santa Marinha (foto 2) e do Telheiro de São Vicente (foto 3), decapitando-os literalmente.

Estas rolagens são mais exemplo de más práticas em gestão de arvoredo, condenadas pelo European Tree Pruning Standards – ETPS (https://www.europeanarboriculturalstandards.eu/etps), mas também naturalmente pela própria Câmara Municipal de Lisboa e pelo ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Considerando a gravidade do sucedido, solicitamos que disponibilizem os “relatórios técnicos” que sustentaram estas intervenções e quais as credenciais dos “técnicos especializados” responsáveis por esta empreitada de rolagem.

Na realidade, trata-se de um retrocesso civilizacional, que julgávamos impossível de repetir nesta cidade, e mais um exemplo provado de que foi totalmente falhada a delegação/transferência de competências da CML para as Juntas de Freguesias, certamente realizada com a melhor das intenções mas deveras prejudicial ao património arbóreo de Lisboa e aos cidadãos.

Razão pela qual apelamos aos senhores Presidente da CML e Vereadora dos Espaços Verdes para, rapidamente, darem início aos procedimentos necessários para que essa competência regresse aos serviços dos Espaços Verdes da CML.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Fátima Castanheira, Helena Espvall, Luís Serpa, Rui Martins, Filipe de Portugal, Jorge Pinto, Inês Beleza Barreiros, José Manuel Azevedo, António Araújo, José Fonseca

     

Foto 1                                                  Foto 2                                                            Foto 3

 

Lisboa 2025 – manifesto “check-list” aos quatro candidatos a Presidente da CML (10.09.2025) 1013 1024 Fórum Cidadania Lx

Lisboa 2025 – manifesto “check-list” aos quatro candidatos a Presidente da CML (10.09.2025)

Exmos. Senhores
Candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa
Dra. Alexandra Leitão
Dr. Bruno Mascarenhas
Eng. Carlos Moedas
Dr. João Ferreira
A um mês das eleições autárquicas de 2025, e porque esta associação o tem vindo a fazer de todas as vezes em que há eleições para a CML, queremos saber o que pensa e planeia fazer, ou não, sobre alguns temas a nosso ver candentes, quem pretende governar Lisboa até ao final da presente década.
Não querendo fustigar V. Exas. com ideias que possam ser consideradas peregrinas ou com realidades ou bons exemplos de outras cidades e capitais europeias, em matérias como, por exemplo, mobilidade sustentável ou recuperação e reabilitação de património, junto temos o prazer de vos enviar um manifesto-questionário, na esperança de obtermos de cada um de vós respostas directas sobre vários assuntos muitos deles problemas crónicos na nossa cidade, que julgamos serem do interesse da esmagadora maioria da população residente em Lisboa mas também de quem a visita e nela trabalha em Lisboa.
Na expectativa, e colocando-nos uma vez mais à vossa disposição para, enquanto associação de defesa da qualidade de vida na cidade de Lisboa, contribuirmos para que todos possamos ter uma Lisboa melhor nos próximos quatro anos, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
A Direcção
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão e Rosa Casimiro

Balanço do consulado Moedas, parte II (24.07.2025) 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

Balanço do consulado Moedas, parte II (24.07.2025)

Castelo de S. Jorge: Rolagem de 50 árvores de enquadramento das muralhas (01.07.2025) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

Castelo de S. Jorge: Rolagem de 50 árvores de enquadramento das muralhas (01.07.2025)

Exma. Sra. Directora do Castelo de S. Jorge
Dra. Teresa Mourão
CC: Presidente da EGEAC, Presidência da CML, AML, Património Cultural Instituto, CCDR-LVT, APAP-Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, QUERCUS, LPN-Liga para a Protecção da Natureza
Em primeiro lugar, aceite as nossas felicitações pelo cargo que assumiu no final de 2024. 
A inexistência de um director no Castelo, por tão longo período de tempo, era algo que nos preocupava num monumento desta importância. Fazemos votos para que se inicie um novo ciclo de vida para o Castelo que enfrenta grandes e difíceis desafios.  
O motivo que nos leva a este primeiro contacto diz respeito, precisamente, a uma intervenção levada a cabo pela gestão interina do Castelo no início do verão de 2024. 
No dia 24 de Agosto de 2024 a Associação Lisboa Verde escreveu à gestão interina do Castelo uma reclamação, e pedido de explicações, pela mutilação de um conjunto de 50 árvores na envolvente Poente e Norte das muralhas. 
De facto, foi chocante a intervenção de “rolagem”* praticada pela EGEAC-Castelo sobre esta parte do arvoredo do Castelo de S. Jorge, verdadeiro pulmão verde na zona histórica mais antiga de Lisboa. 
Na mesma altura, em pleno verão, foram transplantadas 2 oliveiras que haviam sido plantadas a 23 de Novembro de 2009 pelo Arq. Ribeiro-Telles numa cerimónia comemorativa dos 50 anos do projecto dos jardins do Castelo de S. Jorge, de que Ribeiro-Telles é o autor, conjuntamente com o Eng. Pulido Garcia. 
A gestão interina do Castelo enviou, por email datado de 22 de Setembro, uma insatisfatória resposta já que não era acompanhada por qualquer justificação técnica ou prova documental de que os trabalhos executados tinham seguido todos os trâmites legais em vigor, nomeadamente o indispensável parecer e autorização do Pelouro dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa, assim como do parecer vinculativo da CCDR-LVT / Património Cultural IP. 
A direcção interina do Castelo declarou que todos os trabalhos haviam sido supervisionados por «técnicos especializados». E classificou a intervenção que mutilou as 50 árvores como simples «poda».
A Associação Lisboa Verde respondeu a 16 de Outubro solicitando os pareceres técnicos, idóneos (relatórios fitossanitários ou outros) que fundamentavam a “rolagem” das 50 árvores:
  1. «Podas»: não se aceita a intervenção nas árvores do Castelo como simples «poda» de manutenção conforme a classificam; basta consultar as normas do European Tree Prunning Standart – ETPS (disponível online: https://www.europeanarboriculturalstandards.eu/etps) para se perceber que a empreitada realizada nas 50 árvores do Castelo foi, claramente, uma “rolagem” o que constituiu um exemplo de más práticas em gestão de arvoredo, condenada pela ETPS mas também, naturalmente, pela Câmara Municipal de Lisboa e ICNF – Instituto da conservação da Natureza e das Florestas. Considerando a gravidade do sucedido, solicitamos que disponibilizem o “Relatório Técnico” – e o parecer de aprovação desta “rolagem” por parte da Direção Municipal do Ambiente, Estruturas Verdes, Clima e Energia. E queiram, por favor, informar igualmente quais as credenciais dos «técnicos especializados» (empresa privada?) que foram responsáveis por esta empreitada de “rolagem” de árvores ordenada pelo Castelo de São Jorge/EGEAC.
  2. «Transplante» das Oliveiras plantadas pelo Arq. Gonçalo Ribeiro Telles: na mesma carta de 16 de Outubro de 2024 foi solicitado ao Castelo de S. Jorge o “Relatório Técnico”, a que se faz referência no email recebido a 22 de Setembro, para se tomar conhecimento dos motivos que justificaram o transplante das referidas Oliveiras já que na resposta a direcção interina apenas se refere à nova localização como «local mais apropriado ao seu crescimento» faltando o justificativo técnico-científico para tal afirmação. 
Tendo o Fórum Cidadania Lx sido informado pela Associação Lisboa Verde que o Castelo de S. Jorge não deu qualquer resposta até à presente data, e passado que está 1 ano, solicitamos a V. Exa., Dra. Teresa Mourão, enquanto nova Directora do Castelo de S. Jorge, o seguinte:
  1. Que averigue cabalmente o que sucedeu e que apure responsabilidades, isto é, qual o funcionário (ou funcionários) que no âmbito da gestão interina de um Monumento Nacional deu ordens para uma empreitada de impacto tão negativo no arvoredo de enquadramento das muralhas Norte e Poente do Castelo em total desrespeito pela Lei Nº 59/2021 de 18 de Agostoque estabelece o Regime jurídico de gestão do arvoredo urbano.
  2. Que informe os cidadãos a razão de ainda não existir um “Plano de Gestão do Património Natural do Castelo de S. Jorge” apesar da EGEAC ter assumido a sua gestão desde 2003? É incompreensível que um monumento desta importância – que a EGEAC reconhece no seu website como sendo «um dos primeiros trabalhos de arquitectura paisagista feito em Portugal»[sic] não tenha ainda produzido, e implementado, um plano desta natureza. No website oficial há vários anos que se lê apenas a informação de que «está em desenvolvimento».
Face aos danos severos infligidos às 50 árvores, em espécies com valor botânico como são as Alfarrobeiras, será de bom senso e da mais elementar justiça, criar desde já um plano para reabilitar paisagisticamente a área de paisagem danificada, avaliando as árvores “roladas” sem viabilidade de recuperação, e criar um plano urgente de novas plantações.
Como vai ser compensada a significativa redução de m3 de copas, e consequente perda de biodiversidade associada, assim como da perda de sequestro de CO2?
Face à gravidade do sucedido no verão de 2024 neste Monumento Nacional, um conjunto patrimonial formado por estruturas construídas com milhares de anos, mas também por uma “paisagem” criada por um dos mais notáveis arquitectos paisagistas do mundo, não se nos afigura possível que a EGEAC-Castelo continue a assumir a manutenção do arvoredo do Castelo de S. Jorge. 
Porque, e em resumo, a EGEAC-Castelo atentou deliberadamente contra o arvoredo e biodiversidade associada, ao ignorar a Lei Nº 59/2021 de 18 de Agosto, nomeadamente o Artigo 24º «Proibições»:
a) Abater ou podar árvores e arbustos de porte arbóreo em domínio público municipal, domínio privado do município ou do Estado, sem prévia autorização do município;
d) Colher, danificar ou mutilar qualquer árvore ou arbusto de porte arbóreo, designadamente proceder a podas de talhadia de cabeça ou rolagem;
A Câmara Municipal de Lisboa deve equacionar desde já o seu retorno ao Pelouro dos Espaços Verdes até que a EGEAC- Castelo produza, finalmente, o devido “Plano de Gestão do Património Natural” e faça prova de técnico devidamente credenciado nos seus quadros para a execução de operações de gestão de arvoredo nesta obra pioneira de “Arquitectura Paisagista” em Portugal.
A cidade de Lisboa fica a aguardar os devidos esclarecimentos.
Desde já gratos pela atenção, apresentamos os melhores cumprimentos,
Pelo Fórum Cidadania Lx
Paulo Ferrero
Pela Associação Lisboa Verde
João Pinto Soares
Lisboa 1 de Julho de 2025
* De acordo com a alínea s) do Artigo 4º da Lei Nº59/2021 de 18 de Agosto: «Rolagem», o termo popular que designa uma redução drástica da árvore, normalmente realizada em árvores adultas anteriormente conduzidas em porte natural, através do corte de ramos de grande calibre, deixando-a reduzida ao tronco e pernadas estruturais, sendo equivalente a talhadia alta ou talhadia de cabeça;
Medidas de combate às “ilhas de calor” em Lisboa – sugestões à CML (24.06.2025) 535 534 Fórum Cidadania Lx

Medidas de combate às “ilhas de calor” em Lisboa – sugestões à CML (24.06.2025)

Exmo. Sr. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

C.C. AML e media

  

No seguimento das preocupações de V. Exa. e da CML sobre a existência de “ilhas de calor” na cidade de Lisboa (https://expresso.pt/sociedade/2025-04-13-ha-duas-ilhas-de-calor-em-lisboa-onde-a-falta-de-arvores-contribui-para-um-aumento-da-temperatura-ate-45-graus-86c92331 ), com que não podemos deixar de concordar, chamamos a atenção para o facto de se poder combater essa inevitabilidade com soluções muitas vezes esquecidas de tão óbvias que são.

Assim, cremos que essas “ilhas de calor” seriam mitigadas com algumas iniciativas de fácil resolução e baixo custo para a CML, como, por exemplo:

 1.Devolver a água a lagos que se encontram permanentemente secos, como acontece com os da Avenida da Liberdade, do Jardim da Estrela e da Tapada das Necessidades.

2.Plantar árvores em artérias áridas como a Rua Morais Soares, a Avenida Joaquim António de Aguiar e a Avenida José Malhoa, a generalidade do bairro de Campo de Ourique (a começar pela Rua Carlos da Maia) ou os logradouros públicos/impasses junto à Rua Júlio Dantas.

3.Construir pérgulas com trepadeiras de baixo consumo de água e folha caduca, preferencialmente nos jardins públicos e em articulação com a colocação de bancos para as pessoas.

4.Aplicar o “método Miyawaki” (https://nativawaky.pt/) um pouco por todos os terrenos esquecidos de Lisboa, integrando-o em projectos escolares e de associação de moradores.

5.E, obviamente, regar e manter de forma adequada os espaços verdes existentes, onde já existe vegetação a agonizar por falta de rega.

Cremos que estas sugestões, a par de um plano efectivo de arborização a médio prazo para a generalidade da cidade de Lisboa, evitarão que males maiores se abatam sobre todos nós, dadas as previsões de cada vez mais calor e mais prolongado para as próximas décadas. 

Aproveitamos o ensejo para questionarmos a CML sobre as razões que levam a que as fontes do Rossio estejam mais tempo secas do que a jorrar água?

Lisboa pode ficar mais fresca e respirável.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

 

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Bernardo Ferreira de Carvalho, Lourenço Veiga, Nuno Caiado, Luis Mascarenhas Gaivão, Helena Espvall, Jorge Oliveira, Maria Ramalho, Rui Pedro Martins, Filipe de Portugal, José Maria Amador, António Miranda, António Araujo, Ana Alves de Sousa, Beatriz Empis, Jorge Pinto

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