Ambiente

Lisboa 2025 – manifesto “check-list” aos quatro candidatos a Presidente da CML (10.09.2025) 1013 1024 Fórum Cidadania Lx

Lisboa 2025 – manifesto “check-list” aos quatro candidatos a Presidente da CML (10.09.2025)

Exmos. Senhores
Candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa
Dra. Alexandra Leitão
Dr. Bruno Mascarenhas
Eng. Carlos Moedas
Dr. João Ferreira
A um mês das eleições autárquicas de 2025, e porque esta associação o tem vindo a fazer de todas as vezes em que há eleições para a CML, queremos saber o que pensa e planeia fazer, ou não, sobre alguns temas a nosso ver candentes, quem pretende governar Lisboa até ao final da presente década.
Não querendo fustigar V. Exas. com ideias que possam ser consideradas peregrinas ou com realidades ou bons exemplos de outras cidades e capitais europeias, em matérias como, por exemplo, mobilidade sustentável ou recuperação e reabilitação de património, junto temos o prazer de vos enviar um manifesto-questionário, na esperança de obtermos de cada um de vós respostas directas sobre vários assuntos muitos deles problemas crónicos na nossa cidade, que julgamos serem do interesse da esmagadora maioria da população residente em Lisboa mas também de quem a visita e nela trabalha em Lisboa.
Na expectativa, e colocando-nos uma vez mais à vossa disposição para, enquanto associação de defesa da qualidade de vida na cidade de Lisboa, contribuirmos para que todos possamos ter uma Lisboa melhor nos próximos quatro anos, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
A Direcção
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão e Rosa Casimiro

SOS Geo-monumento da Rua Virgílio Correia em São Domingos de Benfica (04.07.2025) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

SOS Geo-monumento da Rua Virgílio Correia em São Domingos de Benfica (04.07.2025)

Exma. Senhora Ministra do Ambiente
Prof. Maria Graça Carvalho
C.C. PCML, AML, Vereadora do Urbanismo e media
Serve o presente para solicitarmos a V. Exa., Senhora Ministra, se está ao corrente projecto urbanístico (proc.15/URB/2019) que está neste momento a ser concretizado em cima do Geo-monumento da Rua Virgílio Correia/Rua Tomás Aquino, em São Domingos de Benfica e que, ao que tudo indica, irá esquartejar aquele importante monumento do Miocénico Inferior, que, inclusivamente, está “protegido” legalmente em sede do Plano Director Municipal de Lisboa (artigo 26º e 34º).
Contudo, aquilo que era uma promessa da CML, em 2019 (ofício em anexo), de que o geo-monumento seria inatacável, verifica-se hoje que não estará a ser cumprido, dada a vedação que circunda o geo-monumento e a presença de maquinaria pesada, e dada a não resposta da CML ao nosso pedido de esclarecimentos de Março deste ano (https://cidadanialx.org/portfolio/geomonumento-da-r-virgilio-correia-vs-loteamento-15-urb-2019-pedido-de-esclarecimentos-a-cml-17-03-2025/).
Pedimos a V. Exa. que, com carácter de urgência, interceda junto da Câmara Municipal de Lisboa no sentido de garantir que este importante monumento natural não sofra nenhum dano decorrente da urbanização em construção.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
A Direcção
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão e Rosa Casimiro

Resposta da CML (31.07.2025)

«Exmos. Senhores,
Apesar da presença temporária de um tapume de obra na área de proteção do geomonumento (perímetro de 10 metros), não está prevista, naturalmente, qualquer intervenção no geomonumento.
Os elementos de fixação do tapume são superficiais e espaçados entre si (1 a 2 metros), pelo que não comprometem a preservação e integridade do geomonumento.
A obra em curso está a ser acompanhada pelas equipas técnicas da Câmara Municipal de Lisboa, incluindo técnicos especialistas em Geologia.
Ficamos disponíveis para prestar esclarecimentos complementares que V. Exas. considerem necessários.
Com os melhores cumprimentos,
Henrique Galado
Coordenador
Gabinete da Vereadora Joana Almeida»
Castelo de S. Jorge: Rolagem de 50 árvores de enquadramento das muralhas (01.07.2025) 1024 768 Fórum Cidadania Lx

Castelo de S. Jorge: Rolagem de 50 árvores de enquadramento das muralhas (01.07.2025)

Exma. Sra. Directora do Castelo de S. Jorge
Dra. Teresa Mourão
CC: Presidente da EGEAC, Presidência da CML, AML, Património Cultural Instituto, CCDR-LVT, APAP-Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, QUERCUS, LPN-Liga para a Protecção da Natureza
Em primeiro lugar, aceite as nossas felicitações pelo cargo que assumiu no final de 2024. 
A inexistência de um director no Castelo, por tão longo período de tempo, era algo que nos preocupava num monumento desta importância. Fazemos votos para que se inicie um novo ciclo de vida para o Castelo que enfrenta grandes e difíceis desafios.  
O motivo que nos leva a este primeiro contacto diz respeito, precisamente, a uma intervenção levada a cabo pela gestão interina do Castelo no início do verão de 2024. 
No dia 24 de Agosto de 2024 a Associação Lisboa Verde escreveu à gestão interina do Castelo uma reclamação, e pedido de explicações, pela mutilação de um conjunto de 50 árvores na envolvente Poente e Norte das muralhas. 
De facto, foi chocante a intervenção de “rolagem”* praticada pela EGEAC-Castelo sobre esta parte do arvoredo do Castelo de S. Jorge, verdadeiro pulmão verde na zona histórica mais antiga de Lisboa. 
Na mesma altura, em pleno verão, foram transplantadas 2 oliveiras que haviam sido plantadas a 23 de Novembro de 2009 pelo Arq. Ribeiro-Telles numa cerimónia comemorativa dos 50 anos do projecto dos jardins do Castelo de S. Jorge, de que Ribeiro-Telles é o autor, conjuntamente com o Eng. Pulido Garcia. 
A gestão interina do Castelo enviou, por email datado de 22 de Setembro, uma insatisfatória resposta já que não era acompanhada por qualquer justificação técnica ou prova documental de que os trabalhos executados tinham seguido todos os trâmites legais em vigor, nomeadamente o indispensável parecer e autorização do Pelouro dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa, assim como do parecer vinculativo da CCDR-LVT / Património Cultural IP. 
A direcção interina do Castelo declarou que todos os trabalhos haviam sido supervisionados por «técnicos especializados». E classificou a intervenção que mutilou as 50 árvores como simples «poda».
A Associação Lisboa Verde respondeu a 16 de Outubro solicitando os pareceres técnicos, idóneos (relatórios fitossanitários ou outros) que fundamentavam a “rolagem” das 50 árvores:
  1. «Podas»: não se aceita a intervenção nas árvores do Castelo como simples «poda» de manutenção conforme a classificam; basta consultar as normas do European Tree Prunning Standart – ETPS (disponível online: https://www.europeanarboriculturalstandards.eu/etps) para se perceber que a empreitada realizada nas 50 árvores do Castelo foi, claramente, uma “rolagem” o que constituiu um exemplo de más práticas em gestão de arvoredo, condenada pela ETPS mas também, naturalmente, pela Câmara Municipal de Lisboa e ICNF – Instituto da conservação da Natureza e das Florestas. Considerando a gravidade do sucedido, solicitamos que disponibilizem o “Relatório Técnico” – e o parecer de aprovação desta “rolagem” por parte da Direção Municipal do Ambiente, Estruturas Verdes, Clima e Energia. E queiram, por favor, informar igualmente quais as credenciais dos «técnicos especializados» (empresa privada?) que foram responsáveis por esta empreitada de “rolagem” de árvores ordenada pelo Castelo de São Jorge/EGEAC.
  2. «Transplante» das Oliveiras plantadas pelo Arq. Gonçalo Ribeiro Telles: na mesma carta de 16 de Outubro de 2024 foi solicitado ao Castelo de S. Jorge o “Relatório Técnico”, a que se faz referência no email recebido a 22 de Setembro, para se tomar conhecimento dos motivos que justificaram o transplante das referidas Oliveiras já que na resposta a direcção interina apenas se refere à nova localização como «local mais apropriado ao seu crescimento» faltando o justificativo técnico-científico para tal afirmação. 
Tendo o Fórum Cidadania Lx sido informado pela Associação Lisboa Verde que o Castelo de S. Jorge não deu qualquer resposta até à presente data, e passado que está 1 ano, solicitamos a V. Exa., Dra. Teresa Mourão, enquanto nova Directora do Castelo de S. Jorge, o seguinte:
  1. Que averigue cabalmente o que sucedeu e que apure responsabilidades, isto é, qual o funcionário (ou funcionários) que no âmbito da gestão interina de um Monumento Nacional deu ordens para uma empreitada de impacto tão negativo no arvoredo de enquadramento das muralhas Norte e Poente do Castelo em total desrespeito pela Lei Nº 59/2021 de 18 de Agostoque estabelece o Regime jurídico de gestão do arvoredo urbano.
  2. Que informe os cidadãos a razão de ainda não existir um “Plano de Gestão do Património Natural do Castelo de S. Jorge” apesar da EGEAC ter assumido a sua gestão desde 2003? É incompreensível que um monumento desta importância – que a EGEAC reconhece no seu website como sendo «um dos primeiros trabalhos de arquitectura paisagista feito em Portugal»[sic] não tenha ainda produzido, e implementado, um plano desta natureza. No website oficial há vários anos que se lê apenas a informação de que «está em desenvolvimento».
Face aos danos severos infligidos às 50 árvores, em espécies com valor botânico como são as Alfarrobeiras, será de bom senso e da mais elementar justiça, criar desde já um plano para reabilitar paisagisticamente a área de paisagem danificada, avaliando as árvores “roladas” sem viabilidade de recuperação, e criar um plano urgente de novas plantações.
Como vai ser compensada a significativa redução de m3 de copas, e consequente perda de biodiversidade associada, assim como da perda de sequestro de CO2?
Face à gravidade do sucedido no verão de 2024 neste Monumento Nacional, um conjunto patrimonial formado por estruturas construídas com milhares de anos, mas também por uma “paisagem” criada por um dos mais notáveis arquitectos paisagistas do mundo, não se nos afigura possível que a EGEAC-Castelo continue a assumir a manutenção do arvoredo do Castelo de S. Jorge. 
Porque, e em resumo, a EGEAC-Castelo atentou deliberadamente contra o arvoredo e biodiversidade associada, ao ignorar a Lei Nº 59/2021 de 18 de Agosto, nomeadamente o Artigo 24º «Proibições»:
a) Abater ou podar árvores e arbustos de porte arbóreo em domínio público municipal, domínio privado do município ou do Estado, sem prévia autorização do município;
d) Colher, danificar ou mutilar qualquer árvore ou arbusto de porte arbóreo, designadamente proceder a podas de talhadia de cabeça ou rolagem;
A Câmara Municipal de Lisboa deve equacionar desde já o seu retorno ao Pelouro dos Espaços Verdes até que a EGEAC- Castelo produza, finalmente, o devido “Plano de Gestão do Património Natural” e faça prova de técnico devidamente credenciado nos seus quadros para a execução de operações de gestão de arvoredo nesta obra pioneira de “Arquitectura Paisagista” em Portugal.
A cidade de Lisboa fica a aguardar os devidos esclarecimentos.
Desde já gratos pela atenção, apresentamos os melhores cumprimentos,
Pelo Fórum Cidadania Lx
Paulo Ferrero
Pela Associação Lisboa Verde
João Pinto Soares
Lisboa 1 de Julho de 2025
* De acordo com a alínea s) do Artigo 4º da Lei Nº59/2021 de 18 de Agosto: «Rolagem», o termo popular que designa uma redução drástica da árvore, normalmente realizada em árvores adultas anteriormente conduzidas em porte natural, através do corte de ramos de grande calibre, deixando-a reduzida ao tronco e pernadas estruturais, sendo equivalente a talhadia alta ou talhadia de cabeça;
Horário da iluminação nocturna dos Monumentos de Lisboa – pedido de esclarecimentos à CML (30.06.2025) 554 566 Fórum Cidadania Lx

Horário da iluminação nocturna dos Monumentos de Lisboa – pedido de esclarecimentos à CML (30.06.2025)

À Divisão de Iluminação Pública da CML

CC. PCML, AML, PC-IP e media

 

Exma. Srª Chefe de Divisão

Arq. Paula Mâncio

Solicitamos que nos informe quais os horários de iluminação nocturna dos monumentos nacionais em Lisboa como, por exemplo, o Panteão Nacional, a Basílica da Estrela, a Sé de Lisboa, a Torre de Belém e a Igreja e Mosteiro dos Jerónimos? 

E se esses horários têm já em consideração:

1-A poupança energética reduzindo o número de horas.

2-A poluição luminosa dos céus nocturnos reduzindo a intensidade e o número de horas.

Por último, perguntamos se todos os Monumentos Nacionais de Lisboa já dispõem de iluminação com tecnologia LED?

Sobre este tema tão sensível, da iluminação de bens culturais classificados – dois deles até com classificação de estatuto internacional – gostaríamos de saber se a Divisão de Iluminação Pública (DIP) tem em consideração essa particularidade realizando os devidos estudos de iluminação para garantir que o carácter e identidade de cada monumento não sai adulterada quando se adopta a tecnologia LED. 

Porque, pela nossa observação, demasiadas vezes a transposição para a tecnologia LED não parece ser acompanhada pelas devidas considerações e o monumento sai prejudicado na sua identidade quando “cruamente” iluminado por LED. No entanto sabemos que esta tecnologia evolui muito desde o seu surgimento e que actualmente já oferece equipamentos capazes de iluminar os nossos monumentos sem ofender a identidade e integridade do património classificado.

​Isto sempre tendo em conta os efeitos da poluição luminosa sobre a biodiversidade.

Muito obrigado.

 

Com os melhores cumprimentos

 

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso

Pela Direcção
Foto: ©Sonse
Plataforma Lisboa – As Nossas Vozes – anúncio público no dia 2 de Julho, às 18h30, na R. Dom Luís I, n.º 21 (em frente ao Museu das Comunicações) 819 1024 Fórum Cidadania Lx

Plataforma Lisboa – As Nossas Vozes – anúncio público no dia 2 de Julho, às 18h30, na R. Dom Luís I, n.º 21 (em frente ao Museu das Comunicações)

Caro Associado da AMG / Munícipe  /  Comunicação Social
Assistindo à transformação abrupta da cidade de Lisboa, que se tornou já agressiva para com os seus habitantes, diversas Associações e Movimentos de Moradores / Cidadãos decidiram unir-se e conjugar esforços no sentido de exigir das entidades públicas o exercício dos poderes que lhes competem. Para tal, contamos com o suporte jurídico, pro bono público, da dr. Paula Teixeira da Cruz.
Exigimos ação sobre:
– Os níveis intoleráveis de ruído;
– A insegurança;
– A sujidade e insalubridade;
– A degradação, vandalização e descaracterização do espaço público;
– A ilegalidade do licenciamento e condições de funcionamento dos estabelecimentos comerciais.
Se necessário for, enveredaremos pela via judicial. 
No dia 2 de Julho, às 18h30, na Rua Dom Luís I, nº 21 (em frente ao Museu das Comunicações), será apresentada a agenda da Plataforma Lisboa. 
Contamos com a sua presença e solicitamos divulgação desta acção.
Medidas de combate às “ilhas de calor” em Lisboa – sugestões à CML (24.06.2025) 535 534 Fórum Cidadania Lx

Medidas de combate às “ilhas de calor” em Lisboa – sugestões à CML (24.06.2025)

Exmo. Sr. Presidente da CML

Eng. Carlos Moedas

C.C. AML e media

  

No seguimento das preocupações de V. Exa. e da CML sobre a existência de “ilhas de calor” na cidade de Lisboa (https://expresso.pt/sociedade/2025-04-13-ha-duas-ilhas-de-calor-em-lisboa-onde-a-falta-de-arvores-contribui-para-um-aumento-da-temperatura-ate-45-graus-86c92331 ), com que não podemos deixar de concordar, chamamos a atenção para o facto de se poder combater essa inevitabilidade com soluções muitas vezes esquecidas de tão óbvias que são.

Assim, cremos que essas “ilhas de calor” seriam mitigadas com algumas iniciativas de fácil resolução e baixo custo para a CML, como, por exemplo:

 1.Devolver a água a lagos que se encontram permanentemente secos, como acontece com os da Avenida da Liberdade, do Jardim da Estrela e da Tapada das Necessidades.

2.Plantar árvores em artérias áridas como a Rua Morais Soares, a Avenida Joaquim António de Aguiar e a Avenida José Malhoa, a generalidade do bairro de Campo de Ourique (a começar pela Rua Carlos da Maia) ou os logradouros públicos/impasses junto à Rua Júlio Dantas.

3.Construir pérgulas com trepadeiras de baixo consumo de água e folha caduca, preferencialmente nos jardins públicos e em articulação com a colocação de bancos para as pessoas.

4.Aplicar o “método Miyawaki” (https://nativawaky.pt/) um pouco por todos os terrenos esquecidos de Lisboa, integrando-o em projectos escolares e de associação de moradores.

5.E, obviamente, regar e manter de forma adequada os espaços verdes existentes, onde já existe vegetação a agonizar por falta de rega.

Cremos que estas sugestões, a par de um plano efectivo de arborização a médio prazo para a generalidade da cidade de Lisboa, evitarão que males maiores se abatam sobre todos nós, dadas as previsões de cada vez mais calor e mais prolongado para as próximas décadas. 

Aproveitamos o ensejo para questionarmos a CML sobre as razões que levam a que as fontes do Rossio estejam mais tempo secas do que a jorrar água?

Lisboa pode ficar mais fresca e respirável.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

 

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Pedro Jordão, Bernardo Ferreira de Carvalho, Lourenço Veiga, Nuno Caiado, Luis Mascarenhas Gaivão, Helena Espvall, Jorge Oliveira, Maria Ramalho, Rui Pedro Martins, Filipe de Portugal, José Maria Amador, António Miranda, António Araujo, Ana Alves de Sousa, Beatriz Empis, Jorge Pinto

Teixo de Interesse Público dos Mártires da Pátria continua no chão 13 dias depois – protesto à CML e ICNF (03.04.2025) 1019 1024 Fórum Cidadania Lx

Teixo de Interesse Público dos Mártires da Pátria continua no chão 13 dias depois – protesto à CML e ICNF (03.04.2025)

Ao Senhor Presidente da CML
Carlos Moedas,
Ao Senhor Vereador Rui Cordeiro
Ao Senhor Chefe de Divisão de Manutenção e Requalificação da Estrutura Verde da CML,
Eng. Rui Simão,
Ao Senhor Presidente do ICNF,
Eng. Nuno Banza
À Senhora Chefe de Divisão de Fitossanidade Florestal do ICNF,
Eng.ª Dina Ribeiro
C.C. AML e media
Como é do conhecimento de V. Exas., o teixo (Taxus baccata) classificado de Interesse Público (categoria de exemplar isolado com o código AIP11065607I), que existe no Jardim Braancamp Freire do Campo dos Mártires da Pátria, foi derrubado pela tempestade designada “Martinho”. (foto 1, tirada no 20 de Março, às 12h50).
Foram V. Exas. alertadas por escrito, no dia 20 de Março e seguintes, solicitando a vossa melhor atenção para a necessidade urgente de se reerguer do solo este teixo, com recurso a uma grua. Hoje, passados que estão 13 dias sobre a queda do teixo, o mesmo encontra-se tal qual como no dia 20 de Março, ou seja, derrubado e a secar. (foto 2, tirada ontem, dia 1 de Abril, pelas 17h).
Compreendemos que nas primeiras horas do pós-tempestade, os esforços de V. Exas. se tenham focado na desobstrução da via pública e contenção de danos. Mas não podemos aceitar que durante duas semanas, nem CML nem ICNF tenham tentado re-erguer este teixo monumental, de modo a que, devidamente estabilizado, volte a enraizar, para fruição da população e enriquecimento da cidade.
Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, António Araújo, Filipe de Portugal, Teresa Silva Carvalho, Carlos Teixeira, Beatriz Empis, Helena Espvall, Jorge Pinto, Gustavo da Cunha e Amélia Bon de Sousa
Geomonumento da R. Virgilio Correia vs. Loteamento 15/URB/2019 – pedido de esclarecimentos à CML (17.03.2025) 1024 1018 Fórum Cidadania Lx

Geomonumento da R. Virgilio Correia vs. Loteamento 15/URB/2019 – pedido de esclarecimentos à CML (17.03.2025)

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas,
Exma. Sra. Vereadora do Urbanismo
Engª Joana Almeida
C.C. AML e media
Serve o presente para solicitarmos a V. Exas. que nos esclareçam sobre a situação do geomonumento da Rua Virgílio Correia/ Rua Tomás Aquino, Freguesia de São Domingos de Benfica, uma vez que, muito recentemente, foram colocados tapumes envolvendo o respectivo lote, conforme fotografias em anexo.
Este geo-monumento, datado do Miocénico inferior, encontra-se protegido legalmente pelo PDM em vigor, artigos 26º e 34º.
Sabíamos que os serviços de Urbanismo da CML se encontravam a analisar uma operação de loteamento para o local, proc.15/URB/2019, e que o Gabinete do então Vereador nos assegurou que o referido loteamento visava a preservação e valorização do geo-monumento, of/311/GVMS/CML/19. No entanto, diz-nos a experiência acumulada desde 2003, muitas são as ocasiões em que os termos das comunicações oriundas da CML não se verificam na prática.
Considerando que já se passaram cinco anos sobre o ofício mencionado; e considerando a péssima experiência que recentemente se abateu sobre o geo-monumento da Rua Fialho de Almeida, com a aprovação pela CML, em Março de 2024, da construção de um prédio para esse exacto local (que não deixa de ser geo-monumento por se encontrar mutilado pela construção do hospital SAMS);
Solicitamos a V. Exas. um ponto de situação sobre o geomonumento da Rua Virgílio Correia/Rua Tomás Aquino, designadamente quanto à sua preservação e valorização e respeito integral pela sua zona de protecção.
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Pedro Jordão, Helena Espvall, António Araújo, Rui Pedro Martins, Ana Alves de Sousa, Jorge Pinto

O impacto negativo dos barcos de Cruzeiros em Lisboa – apelo ao Presidente da CML (25.02.2025) 1008 1024 Fórum Cidadania Lx

O impacto negativo dos barcos de Cruzeiros em Lisboa – apelo ao Presidente da CML (25.02.2025)

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
C.C. AML, JF, APL, ATL, APPA e media
Como é do conhecimento de V. Exa., nos últimos meses têm aparecido várias notícias sobre a indústria dos cruzeiros e o terrível impacto em dezena e meia de cidades portuárias históricas da Europa, como Veneza, Barcelona, Nice, Amesterdão, sendo que há cada vez mais cidades a proibirem ou a penalizarem os barcos de cruzeiros.
A cidade de Nice é a última a decidir banir os cruzeiros de passageiros de atracar no seu porto. O presidente da Câmara, Christian Estrosi, que já assinou um decreto a proibir barcos que transportem mais do que 900 passageiros, classifica os barcos gigantes como «monstros dos mares» que «poluem e despejam a sua clientela ‘low-cost’».
Em Bordéus, por exemplo, o Presidente da Câmara anunciou a vontade de proibir totalmente os barcos de cruzeiro na cidade e há uma proposta para transferir o terminal de cruzeiros para fora do centro da cidade de forma a levantar a pressão crescente sobre a cidade histórica.
A Islândia introduziu no mês passado uma taxa diária de cerca de 16 euros por passageiro dos barcos de cruzeiro cujas receitas serão investidas em projectos de sustentabilidade ambiental. 
Também o governo da Noruega está a planear a introdução de uma taxa similar sobre os passageiros de cruzeiros.
Barcelona, uma das cidades que mais sofre com os cruzeiros, já encerrou um dos terminais da cidade e planeia mais restrições.
E a cidade espanhola de Valencia anunciou que irá proibir mega barcos de cruzeiro a partir de 2026. 
A cidade de Amesterdão vai igualmente proibir os barcos de cruzeiro na cidade com a construção de um novo terminal de cruzeiros fora da cidade.
O jornal The Telegraph publicou a 20 de Fevereiro um artigo extenso sobre este tema «The destinations trying to ban cruise ships and their ‘low-cost clientele’»
Todos estes países – 14 só na Europa – estão a reagir para travar a pressão imparável da indústria dos cruzeiros e dos seus cada vez maiores barcos que chegam às cidades históricas da Europa.
E nós em Lisboa? 
Com um terminal de cruzeiros construído mesmo em frente de Alfama, um dos bairros históricos mais frágeis e vulneráveis da cidade (esta localização foi um erro estratégico como se comprova agora), somos já uma das cidades da Europa que mais sofre com este fenómeno dos mega barcos de cruzeiros.
No entanto nem Governo nem CML parecem estar conscientes da urgência em reagir, tomar medidas determinadas para travar a contínua degradação da qualidade de vida de quem habita o centro histórico de Lisboa.
Daqui apelamos a V. Exa., Senhor Presidente Carlos Moedas, para que se inspire nos seus homólogos europeus aqui citados e evite que Lisboa se torne num mero cenário sem alma para consumo da insaciável indústria do turismo massificado.
Como os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Pedro Jordão, Rosa Casimiro, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria Teresa Goulão, Rui Pedro Martins, Jorge Pinto, Nuno Caiado, Miguel Atanásio Carvalho, Beatriz Empis, Helena Espvall, José Maria Amador, Ana Alves de Sousa, Fátima Castanheira, Luís Serpa
Foto da APL, Agosto de 2024
Aplauso à CML e ATL pela aprovação do financiamento da reabilitação da Tapada das Necessidades (27.12.2024) 1024 1024 Fórum Cidadania Lx

Aplauso à CML e ATL pela aprovação do financiamento da reabilitação da Tapada das Necessidades (27.12.2024)

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
Exmo. Sr. Vereador Ângelo Pereira
Exmo. Sr. Director-Executivo da Associação de Turismo de Lisboa
Dr. Vítor Costa
C.C. AML e APJH
Foi com satisfação que vimos ser aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, no dia 18 de Dezembro (https://informacao.lisboa.pt/noticias/detalhe/reabilitacao-da-tapada-das-necessidades-financiada-pelo-fundo-de-desenvolvimento-turistico), o financiamento, através do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa, da candidatura da Associação de Turismo de Lisboa para o projeto de reabilitação da Tapada das Necessidades para o período de 2025-2028, e a respetiva transferência de verba estimada em quase 20 milhões de euros.
Daqui enviamos os nossos agradecimentos a todos os envolvidos por, finalmente, ser possível arrancar com a execução do Plano de Salvaguarda em boa hora elaborado pela CML, colocando um ponto final à pré-anunciada cedência a privados em má hora negociada pelo anterior executivo e ao indigno programa de obras então subjacente.
Fazemos votos para que a primeira fase do projecto de execução arranque de imediato e que, conforme foi agora anunciado pela CML, o mesmo esteja concluído em 2028.
E fazemos votos para que seja permanente e próximo o acompanhamento da execução do projecto pela Associação Portuguesa dos Jardins Históricos.
Por último, não podemos deixar de lamentar o tempo perdido desde 2008 até hoje, ou seja, desde que a CML passou a gerir a Tapada por protocolo com os ministérios que a tutelavam, porque foram mais de 15 anos perdidos, preenchidos com promessas falsas e anúncios pouco dignificantes para o Interesse Público, que apenas se traduziriam em mais abandono e delapidação de um espaço único na cidade de Lisboa, que a todos deveria importar.
Queiram aceitar os nossos parabéns!
Com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Jorge Pinto, Carlos Boavida, Teresa Silva Carvalho, Rui Martins, Luis Mascarenhas Gaivão, Beatriz Empis, Fernando Jorge, Filipe de Portugal, Ana Alves de Sousa, Michael Hagedorn, António Miranda, Miguel de Sepúlveda Velloso, Helena Espvall, Bernardo Ferreira de Carvalho, 
Foto de Pedro Bugarin