Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas
Exma. Sra. Presidente da JF Santa Maria Maior
Dra. Maria João Correia
C.C. AML, ATL e media
Serve o presente para reforçarmos junto de V. Exas. a necessidade de, independentemente do projecto estruturante de Requalificação da Praça Martim Moniz que a CML pretende implementar a longo prazo (cujo ponto de situação a cidade desconhece), intervir de forma urgente naquela praça, de modo a que deixemos de ter vergonha da mesma.
Juntamos uma série de fotografias tiradas durante este fim-de-semana, que retratam o desleixo com que aquela praça é tratada diariamente por quem a tutela.
É um retrato de profunda degradação do espaço público, de insalubridade crescente e que patenteia o absoluto alheamento das autoridades, todas.
O que se passa no Martim Moniz atingiu níveis nunca antes vistos. Para além do óbvio cenário de aviltamento da praça, lixo, abrigos improvisados com cartões, plásticos, o que for, cloaca a céu aberto, sendo a casa de banho, magnífico testemunho dos elementos espúrios com que a CML vem atolhando o espaço que é de todos, absolutamente inútil uma vez que nem é sequer usada.
Não chega à CML e à JF Santa Maria Maior reforçarem as brigadas de limpeza e concursos para se construir um jardim, justificando o atraso neste projecto com o facto de ser uma “obra complexa”; e sabemos que urbanisticamente estamos perante um enorme erro de boas práticas, a todos os níveis e desde há muitas décadas, mas mesmo recentemente os exemplos não têm sido os melhores, basta vermos que as escadas-rolantes da Senhora da Saúde estão sistematicamente avariadas.
Do Martim Moniz para o Largo Rodrigues de Freitas o cenário, é mais do mesmo:
O jardim fronteiro ao Palácio Figueira é uma lixeira a céu aberto, as calçadas não são reparadas há uma eternidade, a fachada da igreja do Menino-Deus está repleta de plantas, viçosas se comparadas com as que definham nos poucos espaços ajardinados existentes na zona.
A CML e a Junta de Freguesia estão à espera de quê?
Para memória futura ficará a imagem da árvore descarnada, morta e podre que serve de poleiro a dezenas de pombos; uma imagem que ilustra de forma inequívoca o nosso centro histórico, por onde passam milhares de turistas e centenas de lisboetas.
Com os melhores cumprimentos
Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Helena Espvall, José Albuquerque Fonseca, Rui Martins, Filipe de Portugal, Jorge Oliveira, Nuno Caiado, Jorge Pinto, Beatriz Empis, Fernando Mira Godinho, António Barreto, Filipe Teixeira, Maria Ramalho

Leave a Reply