Torreão Poente do Terreiro do Paço – janelas escancaradas e obras continuam paradas – protesto à CML (10.02.2026)
Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas,
Exmo. Sr. Vereador da Cultura
Dr. Diogo Moura
C.C. AML e media
Constatámos ontem que as janelas do Torreão Poente do Terreiro do Paço se mantêm escancaradas às intempéries e, consequentemente, agravam o estado de degradação deplorável em que se encontra aquele edifício.
Recorde-se que o Torreão Poente foi cedido pelo Estado à CML em 2016, por um período de 45 anos, “mediante a contrapartida de 387.300 euros”, para que a CML o reabilitasse e adaptasse a outro fim.
De facto, o edifício passou por uma série de obras de reforço estrutural, como forma de obviar ao processo de afundamento gradual que o mesmo vinha a sofrer desde finais do século XX, e que se traduzia em 2009 por um desnivelamento de 75 centímetros em relação ao resto da praça. No entanto as mesmas não foram suficientes.
Reconhecemos que as obras estruturais são difíceis e bastante onerosas, mas não se compreende a morosidade e os percalços processuais por que as mesmas têm passado, mais a mais dispondo a CML e a Associação de Turismo de Lisboa de receitas avultadas provenientes das taxas turísticas e do Casino de Lisboa.
Muito menos podemos aceitar que, aparentemente debelado o problema da cobertura que permitia que chovesse no último piso do Torreão, o edifício se apresente de janelas abertas à destruição.
Aproveitamos para solicitar a V. Exas. que nos informem como se encontra o novo concurso de concepção para a requalificação e adaptação do Torreão Poente, lançado em 2025 e que tinha como objectivo final a instalação de um núcleo museológico do Museu da Cidade.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, António Araújo, Gustavo da Cunha, Rui Martins, Eurico de Barros, Nuno Caiado, João Batista, Jorge Pinto, Diogo Baptista, Filipe de Portugal, Helena Espvall, José Maria Amador
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