À EGEAC, cc. PCML, AML e PC-IP
Exmos. Senhores
Vimos pelo presente apresentar o nosso protesto pela desqualificação patrimonial que V. Exas. continuam a perpetrar no Cinema Jorge, edifício da autoria do arq. Fernando Silva e imóvel Em Vias de Classificação (Anúncio n.º 244/2015 in Diário da República, 2ª Série – Nº210, de 27 Out.), ao terem substituído os néons do lettering monumental da fachada por uma versão em tiras de LED que, como qualquer cidadão atento pode verificar, não cumprem com a função de contornar na perfeição as monumentais letras desenhadas pelo autor do projecto. O aspecto que actualmente apresenta lembra um remendo ou improvisação mal acabada.
Continuamos sem entender como a EGEAC-Cultura, enquanto empresa municipal responsável por este valioso equipamento cultural da cidade de Lisboa, se permite proceder desta maneira sem que a tutela intervenha.
Depois da substituição das portas modernistas que dão para a Avenida e da remodelação quase integral da zona das bilheteiras, das montras e do mobiliário do foyer, é a vez do icónico lettering «SÃO JORGE».
Solicitamos a V. Exas. que reponham as letras a néon em respeito por este bem cultural único da capital.
Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Fernando Jorge, Luis Mascarenhas Gaivão, António Araújo, Rui Martins, Fernando Mira Godinho, Gonçalo Cornélio da Silva, Jorge Oliveira, José Albuquerque Fonseca, Raquel Henriques da Silva, Fátima Castanheira, Nuno Caiado, Jorge Pinto


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